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Beija-Flor de Nilópolis

''Quem viu, vai ver... Fábulas do Beija Flor''

Authors: Di Menor BF, Julio Assis, Kirraizinho, Diego Oliveira, Fabinho Ferreira, Diogo Rosa, Rogério Coutinho, Marcio França, Carlinhos Ousadia, Kaká Kalmão, Jorge Ayla e Serginho Aguiar
Singer: Luiz Antônio Feliciano Marconde (Neguinho da Beija-Flor)

Samba Lyricsa

Nascido feito rei menino
Em ninho de amor e humildade
Meu Pai direcionou o meu destino
Voar nas asas da felicidade
E arrisquei um voo nesse lindo azul
Um mundo encantado pude recordar
Em fábulas bordei a fantasia
Ê saudade que mareja o meu olhar
Herdeiro dessa terra me tornei
Cantei nossos recantos, tradições
Sou eu aquele festival de prata
Que na pista arrebata tantos corações

ÔÔÔÔ Axé que no sangue herdei
No meu quilombo, todo negro é rei
Abre a senzala!! Abre a senzala!!
Nesse terreiro o samba é a voz que não cala

Cresci, ouvindo acordes entre doces melodias
A bela dama retratada em poesia e o canto de cristal
A simplicidade no amor, aquele beijo na flor
Fez mais um sonho real
Pátria amada da ganância
Eu pedi socorro pelos filhos teus
Algoz da intolerância
Mesmo proibido, fui a voz de Deus
Toda essa grandeza, vem da nossa gente
Que esquece a dor e só quer sambar
É por esse amor
Quero meu valor me faz brilhar
Comunidade me ensinou
A ser apaixonado como eu sou
Ontem, hoje, sempre Beija-Flor

Oh Deusa!!!
Tem festa no meu coração
Desfilo toda gratidão
Razão do meu cantar,
A luz do meu viver...
O que seria de mim sem você?

2019 Parade




2019 Themed Samba

  • Carnival Commission: Comissão de Carnaval, Rodrigo 
  • Carnival Director: Valber Frutuoso
  • Harmony Director: Valber Frutuoso
  • Singer: Neguinho da Beija-Flor
  • Drums Director: Rodney e Plínio
  • Drummers' Queen: Raíssa de Oliveira
  • Escort: Claudinho
  • Flag-Bearer: Selminha Sorriso
  • Vanguard Commission: Marcelo Misailidis
  • 2019 Parade
  • Parading Position: 5.ª de Domingo
    03/03/2019 / de 
    01:35 às 03:28

''Quem viu, vai ver... Fábulas do Beija Flor''

Abstract
No dia de Natal, à luz do Criador Deus Menino, sete décadas atrás, nasceu faceiro Beija-Flor, criado com muito amor; dádiva de quem já estreou abençoado na manjedoura nilopolitana, esmeralda reluzente riscando o céu no infinito.
Conduzindo essa viagem fascinante, voando de flor em flor nos Jardins da Folia, disseminou o pólen da informação e o grão do entretenimento, semeando Cultura Popular; bailando e rodopiando pelos ares, até na floração do Carnaval nova flor ver desabrochar.
Fez da História milenar alimento, cruzou céus e mares, igarapés e mananciais. Promoveu o encontro entre tambores e tribos, lendas e mitos; e viu despontar costumes, peculiaridades e tradições. Escreveu páginas de ouro da poesia brasileira ao revisitar nossas raízes, e nos fez mais felizes ao cantar a exuberante beleza das riquezas áureas do Brasil de Norte à Sul, em tons de branco e azul.
Viajou pelo mundo místico dos Caruanas nas águas do Patu-Anu, pelo paraíso hospitaleiro de onde se avista o sol primeiro, da Terra Santa – verde paraíso do povo da floresta e seu canto de fé pela missão de preservar, embebido de força, mistério e magia – para as terras dos Pampas, onde sete povos, na fé e na dor, ergueram sete missões de amor, em meio à liberdade dos campos e aldeias.
Viu brilhar o seu valor a iluminar o estado de amor de uma Comunidade que impõe respeito, e cheia de orgulho, bate no peito. Retirou o chapéu de bamba para anunciar Brasília, a capital da esperança, inspirada na arte e nos traços do mestre da arquitetura; e declamou ainda, o poema encantado da terra do bumba-meu-boi, da encantaria e das palmeiras onde canta o sabiá.
Resgatou as nossas origens e a nossa herança africana, legado dos nossos ancestrais. Testemunhou a criação do mundo na tradição Nagô e às Pretas-Velhas… quanto amor! Cantando em louvor à grande constelação das estrelas negras e todo o seu esplendor.
Ao abordar a importância da negritude, rompeu fronteiras e conheceu o berço de diferentes civilizações. Do Egito à liberdade, esclareceu que negros escravos viveram em grande aflição, foram o braço forte da nação; saga de quem vai seguindo o seu destino…
Enfim reencontrou as Áfricas de lutas e de glórias – do baobá da vida de Ilê Ifé à irmandade do conto do griô, negro na raça, no sangue e na cor.
Narrador-personagem a desvendar mistérios trajados de fantasias, consagrou-se ave Soberana, desfilando a exaltar a Corte de reis e rainhas no cortejo dos plebeus, composto por mestiços, índios, negros e europeus.
Homenagens que passeiam pela exaltação à José de Alencar, ao bom Natal – saudado pela Majestade, o Samba; pela coroação da Dama das Bromélias Margareth Mee, que fez a festa na Sapucaí, e pelo canto de cristal da diva internacional Bidu Sayão, que sacudiu a Passarela.
Comoveu ao botar pra fora a felicidade de reverenciar a simplicidade, momentos lindos que fizeram do Samba, oração. Sonhou o sonho do sonhador ao viajar nos feitos do astro iluminado da televisão, e na genialidade do Marquês que batizou a Avenida, palco das mais esplêndidas atrações.
Audacioso pássaro pequenino se fez gigante, ao propor reflexão social, ao soltar o grito de liberdade, o clamor por igualdade. A utopia de um Brasil livre da ganância nociva que há por baixo dos panos, ninho de famintas serpentes, onde ratos e urubus, trepados no cangote do povo, fingem não entender que todo mundo nasceu nu, e que saco vazio não pára em pé. Santuário de ambição que vitimiza brava gente sofrida, cansada de ganhar tão pouco, que vive no sufoco e precisa desabafar: seus filhos já não aguentam mais! Monstro é quem não sabe amar! Foi o nosso DNA precursor e revolucionário, de quem tem sede de vitória, que permitiu que chegássemos até aqui, conquistando 14 estrelas, revelando o sorriso alegre do sambista, e sendo aclamada o festival de prata em plena pista.

  • 1954 Group 2 - Champion
  • 1976 Group 1 - Champion
  • 1977 Group 1 - Champion
  • 1978 Group 1 - Champion

Data

  • Foundation: December 25th, 1988
  • Colors: Blue and White
  • President: Ricardo Abrahão David
  • Honorary: Anísio Abraão David
  • Samba Hall: Rua Pracinha Wallace Paes Leme, 1025 - Nilópolis - RJ
  • Rehearsals:-
  • Barracks: Cidade do Samba (Barracão nº 11) - Rua Rivadávia Correa, nº 60 – Gamboa - RJ
  • Phone: +55 21 2791-2886
  • Website: imprensa@beija-flor.com.br
  • Press: -

Beija-Flor's history

The Beija-Flor de Nilópolis was born in the Christmas celebrations of 1948. A group formed by Milton de Oliveira (Negão da Cuíca), Edson Vieira Rodrigues (Edinho do Ferro Velho), Helles Ferreira da Silva, Mário Silva, Walter da Silva, Hamilton Floriano and José Fernandes da Silva, decided to form a block that, after several discussions, at the suggestion of D. Eulália de Oliveira, Milton's mother, was named Beija-Flor (inspired by the Beija-Flor Ranch, which existed in the Marquis of Valencia). Dona Eulália was admitted as founder.
In 1953, the Block Association Carnival Beija-Flor, victorious in the neighborhood, was enrolled by Silvestre David do Santos (Cabana) member of the composers' wing, as a samba school, in the Confederation of Samba Schools, for the official parade of 1954, in the 2nd group.
In his first parade in 1954, he was promoted to Group I, where he remained until 1963. After a period of ups and downs in 1974, he returned to Group I, a result of the good work done by Nelson Abraão David. In 1977, Aniz Abrahão David takes over the presidency and designs the Nilópolis Samba School as one of the most famous in the world

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