Rio Carnival
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Enredo 2022

  • Carnavalescos: Alexandre Louzada
  • Diretor de Carnaval: Dudu Azevedo
  • Diretor de Harmonia: Simone Sant’ana e Válber Frutuoso
  • Intérprete: Neguinho da Beija-Flor 
  • Mestre de Bateria: Rodney e Plínio
  • Rainha de Bateria: Raíssa de Oliveira
  • Mestre-Sala: Claudinho
  • Porta-Bandeira: Selminha Sorriso
  • Comissão de Frente: Marcelo Misailidis
  • Desfile de 2022

Empretecer o Pensamento é Ouvir a Voz da Beija-Flor

Sinopse – RESUMO

Este enredo é de autoria coletiva. Foi escrito pelas mãos, vozes e memórias de cada componente da nossa comunidade. A imagem do Pensador, a bela estatueta do povo tchowkwe, que habita a região Nordeste de Angola, inspira-nos a levar para a Avenida um enredo sobre a contribuição intelectual negra para construção de um Brasil mais africano. Nossa civilização conhece e respeita os pensamentos esculpidos em mármore greco-romano. Mas por que não talhar os saberes em ébano? Empretecer o pensamento do mundo é dar a toda a humanidade a oportunidade de uma visão diferente e original, com novos caminhos para o futuro, estabelecendo outras rotas possíveis.

Ao longo do tempo, foram grafadas em pedras duras imagens estereotipadas da África como um ajuntamento de sociedades tribais destituídas de pensamentos e tecnologias. Isto nos impede de ver o legado e a diversidade dos povos e refletir sobre a possibilidade de empretecer o conhecimento humano.

Muitas vezes enquadrada no campo do primitivo e do exótico, nossa forma sofisticada de ver o mundo é desvalorizada por estruturas coloniais racistas que desprezam a riqueza intelectual que produzimos.

Por isso, mais do que nunca, é hora de inspirar mentes, trabalhar pelo “reencantamento” de tudo, e talhar em madeira forte nossos saberes, feito sementes espalhadas por soberanos pássaros de ébano.

“No caminho da luz, todo mundo é preto”

(Emicida)

A diáspora do pensamento negro é um jogo de espelhos que faz refletir por muitas e muitas terras, povos e gerações o valor da nossa gente. Um negrume multicor que construiu monumentos em eras gloriosas, e que também passou a sofrer constantes tentativas de apagamento e silenciamento. Mas o legado dos nossos ancestrais persiste nas cores e nas formas que se afirmam pujantes, assim como a saga do nosso povo. Em muitos tons de negro, erguemos totens, esculpimos imagens de adoração de muitas fés, trançamos palha e fibra, entrelaçamos referências, bordamos a geometria das coisas e dobramos o tempo. Como num colar multicor, colocamos nos fios das artes visuais as mais raras pérolas e as contas mais sagradas dos nossos antepassados.

Títulos da Escola

2018

Campeã

2011

Campeã

2007

Campeã

2003

Campeã

1983

Campeã

1977

Campeã

2015

Campeã

2008

Campeã

2004

Campeã

1998

Campeã

1978

Campeã

1976

Campeã

Ficha Técnica

  • Fundação: 25/12/1948
  • Cores: Azul e Branco
  • Presidente: Ricardo Abrahão David
  • Presidente de Honra: Anísio Abraão David
  • Quadra: Rua Pracinha Wallace Paes Leme, 1025 – Nilópolis – RJ
  • Ensaios: ?????????
  • Barracão: Cidade do Samba (Barracão nº 11) – Rua Rivadávia Correa, nº 60 – Gamboa
  • Web site: www.beija-flor.com.br
  • Imprensa: Natália Louise

A História da Beijar-Flor

O município de Nilópolis, na Baixada Fluminense, é o berço da Beija-Flor. A cidade e a escola de samba trilharam caminhos semelhantes, uma vez que parte dos governantes de Nilópolis também administrava a agremiação.[18]

Nilópolis integrou parte da capitania hereditária de São Vicente, pertencente a Martim Afonso de Sousa, a partir de 1531. Foi dividida em sesmarias e, mais tarde, transformada na Fazenda de São Mateus, tornando-se um grande engenho produtor de açúcar e aguardente. Em 22 de setembro de 1900, a região foi vendida ao criador de cavalos e mulas João Alves Mirandela e seu sócio Lázaro de Almeida. A fazenda foi desmatada e dividida em lotes, colocados à venda a partir de 1914. Em pouco tempo, a fazenda se transformou no povoado Engenheiro Neiva, integrado a São João de Meriti, na época, o 4.º distrito de Nova Iguaçu. Em 9 de novembro de 1916, o povoado foi desligado de São João de Meriti, vindo a ser o 7.º distrito de Nova Iguaçu. Ainda em 1916, foi fundada a agremiação “Bloco Progresso de Nilópolis”. Encabeçada pelo Coronel Júlio de Abreu e formada por políticos do Rio de Janeiro e de São Paulo, dentre eles, Nilo Peçanha, o grupo levou ao distrito serviços de abastecimento de água potável, igrejas, comércios, imprensa, pontes, além da primeira escola municipal e estadual da região. Em 1 de janeiro de 1921, a região foi renomeada para Nilópolis, em homenagem a Nilo Peçanha. Em 21 de agosto de 1947, Nilópolis foi emancipada de Nova Iguaçu.

Os principais locais de sociabilidade da cidade encontram-se nas imediações da estação de trem: a Avenida Mirandela (onde a Beija-Flor realiza seu tradicional desfile pós-carnaval); e do outro lado, a Praça Paulo de Frontin (antigo palco das manifestações públicas e do carnaval de rua da cidade).

Apesar do forte comércio e da presença de indústrias, é a escola de samba a maior expressão do município. Juridicamente “GRES Beija-Flor”, a escola passou a ser chamada formalmente de “Beija-Flor de Nilópolis”, tamanha identificação. Na cidade, também é comum locais de comércio que levam o nome da escola, sem ligação com a agremiação, apenas em forma de homenagem. No pórtico de entrada da cidade, foi construída uma escultura de um beija-flor, em homenagem à escola. A escultura foi retirada pelo prefeito Alessandro Calazans em seu mandato. Porém, seu sucessor, Farid Abrahão David, ao ser eleito em 2016, anunciou a reconstrução da escultura.

Farid Abrahão David, afastado da presidência da Beija-Flor para assumir a Prefeitura de Nilópolis.