Imperatriz - Escola de Samba - Samba Enredo English

Imperatriz Escola de Samba Bandeira

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GRES Imperatriz Leopoldinense

FICHA TÉCNICA

Fundação: 06/03/1959

Cores: Verde, Branco e Ouro

Presidente: Luiz Pacheco Drumond

Quadra: Rua Professor Lacê, 235, Ramos, RJ
CEP: 21060-120
Telefone: (21) 2560-8037

Ensaios: Aos domingos, a partir de 20h

Barracão: Cidade do Samba (Barracão nº 14) - Rua Rivadávia Correa, nº 60 - Gamboa
CEP: 20.220-290
Telefone Barracão
(21) 2233-5924

Web site: www.imperatrizleopoldinense.com.br

Imprensa:
Ludmila Aquino
imperatrizleopoldinense@hotmail.com
Telefone: (21) 2233-5495 /
(21) 9357-4966


Imperatriz 2013

horário do Desfile da escola

Enredo:
"Pará - O Muiraquitã do Brasil"

Carnavalescos:
Cahê Rodrigues, Mário e Kaká Monteiro

Diretor de Carnaval: Wagner Tavares de Araújo

Diretor de Harmonia: Guilherme Nóbrega

Intérprete: Dominguinhos do Estácio

Mestre de Bateria: Noca

Rainha de Bateria: Cris Viana

Mestre-Sala: Phelipe Lemos

Porta-Bandeira: Rafaela Teodoro

Comissão de Frente:
Alex Neoral


horário do Desfile da escola

O Grêmio Recreativo Escola de Samba Imperatriz Leopoldinense é uma escola de samba do Rio de Janeiro, sediada no bairro de Ramos.
Rica, bem vestida e temida pelas adversárias. Mas nem sempre foi assim. A Imperatriz Leopoldinense começou pequenina como todas as escolas.

Primeira tri-campeã do Sambódromo, a escola se orgulha de seus desfiles considerados pela crítica como ao mesmo tempo originais e luxuosos, característicos de seus principais carnavalescos ao longo de sua história.
Sofreu críticas algumas vezes, especialmente durante a década de 1990, por fazer carnavais por vezes excessivamente técnicos, sendo portanto, na avaliação destes, uma escola que desfilaria para os jurados, e não para o público.

É a única escola de samba do Rio de Janeiro que obteve nota máxima em todos os quesitos, no desfile principal, por três vezes, em 1980,1989 e 2001.
Seu sucesso é atribuído as suas performances tecnicamente excelentes, e a carnavalesca que participou por uma longa data, Rosa Magalhães, com seus contos de fadas como criações artísticas.

Imperatriz Escola de Samba

CLICK E OUÇA O SAMBA

Imperatriz

Enredo: "Pará - O Muiraquitã do Brasil"

Compositores: Me Leva, Gil Branco, Tião Pinheiro, Drummond e Maninho do Ponto
Intérprete: Dominguinhos do Estácio

Samba Enredo

Raiou Cuara!
Oby aos olhos de quem vê!
Eu bato o pé no chão, é minha saudação,
Livre na pureza de viver!
Sopra no caminho das águas
O vento da ambição!
O índio, então...
Não se curvou diante a força da invasão,
Da cobiça fez-se a guerra,
Sangrando as riquezas dessa terra!
Cicatrizou, deixou herança,
E o que ficou está em cartaz...
Na passarela, "estado" de amor e paz!

Siriá... Carimbó... Na ciranda eu rodei!
No balanço da morena... Me apaixonei!
O bom tempero pro meu paladar...
De verde e branco "treme" o povo do Pará!

A arte que brota das mãos,
Dom da Criação, vem da natureza...
Da juta trançada em meus versos
Se faz poesia de rara beleza!
Oh! Mãe... Senhora, sou teu romeiro,
A ti declamo em oração:
Oh! Mãe... Mesmo se um dia a força me faltar,
A luz que emana desse teu olhar
Vai me abençoar!

No Norte a estrela que vai me guiar,
Exemplo pro mundo: Pará!
O talismã do meu país,
A sorte da Imperatriz!

(Letra original dos compositores, divulgada à Imprensa em 17/10/2012)


Enredo de 2013

"Pará - O Muiraquitã do Brasil"

Sinopse

"Sob a nudez forte da verdade, um manto diáfano da fantasia."
(Eça de Queiroz)

Bateu com o pé direito no chão com mais força, depois cuspiu para frente! Pronunciou duas ou três vezes com voz rouca:
Hê, hyá, hyá, hyá, e seguiu dizendo:

Cúara tece o inicio do dia
É de manhã!
O oby tinge a retina dos olhos de quem vê
Chocalho de cobra, onça pintada, ariranha, garça branca e guará!
Cheiro de mato.
É o Uirapuru quem canta primeiro.
Levo as mãos à pedra verde: Dê-me a sorte, oh Muiraquitã!

O ibitu sopra o destino das águas
Faz o verde do aningal se apekúi
Por de trás da folha verde se vê o povo Tupinambá!
No corpo, seu manto sagrado de pena
Na alma, a incorporação do poder de um gavião real!
Festança de índio, dia para ritual!
É Karajá, Tapajó, Kayapó, Arara, Araweté, Munduruku e Assurini.
Sou morubixaba de tudo que se vê por aqui!

No verde encontrei riqueza, "jóia" de índio!
A riqueza que "karaiba" gostou:
O sabor do açaí, a fibra do cupuaçu, tucumã, taperebá e bacuri.
Peixe do rio, caroço da inajá!
É meu, mas eles querem!
A cobiça cruza nossas águas em barco grande
Os olhos do Mapinguari vê
A boiúna faz as águas se apekúi
É gente que chega! Gente de todo canto
A taba pinta o corpo pra luta

Tupã faz o céu roncar!
Tá guardado no seio da natureza a riqueza que eles procuram
De tudo um pouco eles querem levar
Do ouro da serra à seiva que escorre
da ferida no tronco da árvore
Faz seus olhos brilharem!

A "fortuna" que a borracha do tempo ainda não pode apagar!
Tá aqui até os dias de hoje
Em fachada de casa
Em cristal de lustre que "alumeia" a beleza do theatro.

Até hoje é assim!
Pra falar de riqueza pelas bandas daqui,
tem que voltar pra floresta
O dono da terra é quem ensina como é que faz
pra lidar com a natureza
Pois é dessas matas que as sementes colhidas
vão enfeitar outros chãos.
Dar adeus a floresta nativa, ser polida, jóia cabocla...
sonho de artesão.

Nesse dia, quando o homem aprender com a gente daqui,
a natureza respeitar
Todo povo vai sair na rua pra cantar.
Nas terras do Marajó, Santarém ou em Belém.
Nossa gente vai festejar:

Traz jambú, camarão seco, tucupi e mandioca.
Oferta a toda gente o tacacá!
Leva o Boi pra rua
Faz festa pra saudar o Boto!
Põe a Marujada pra dançar!

Saia de roda e estampa florida
Roda menino, gira menina
Canta a ciranda mais bonita
Dança o Carimbó e o Siriá!
"Treme" o Povo do Pará!

O artesão fez a sua peça mais bela para ofertar:
Cestaria, cerâmica, um trançado de juta
Da cabaça ele fez cuia, do Miriti arte para brincar!

O Romeiro ergue as mãos
Fita com os olhos o azul que tinge o céu.
A santa ouviu a prece do caboclo:

Outubro se faz agora!
Meu povo já está na rua
Do altar do carnaval se avista o andor e a berlinda florida
A voz do povo faz o canto ecoar mais uma vez
Quem pede é o folião,
Por hoje, romeiro de fé:

Oh Santa!
Dai-me nas Cinzas desta quarta-feira,
O caminho para mais uma vitória
E uma alegria para a vida inteira!

O Pará, seu sabor, seu cheiro, sua gente, suas tradições,
estão na Avenida.
É a Imperatriz quem lhe apresenta aos olhos do mundo:
No futuro, um exemplo a ser seguido.

Carnavalescos:
Cahê Rodrigues, Kaká e Mario Monteiro

Pesquisa e texto:
Cahê Rodrigues e Leandro Vieira

GLOSSÁRIO:
Hê, hyá, hyá, hyá – Canto tupinambá
Cuara – sol
Oby – verde
Ibitu – vento
Apekúi – alvoraçar
Morubixaba – cacique, chefe da tribo
karaíba – homem branco
Mapinguari - Mapinguari tem o corpo todo coberto de pelos, com a aparência de um enorme macaco. Possui um único olho na testa e uma boca gigantesca que se estende até a barriga.
Boiuna - Cobra grande
Taba – Aldeia, Lugar
Muiraquitã- Espécie de amuleto da sorte para os índios
Kayapos, Mundurucu,Asirini, Tapajós, Tupinambás: Tribos Indígenas
O Aningal - é uma plantação característica das ilhas aluviais dos rios amazônicos, principalmente às margens dos rios e igarapés amazônicos.
Cupuaçu,Tucumã, Bacuri, Taperebá – Frutas da região
Jambú - É uma erva típica da região norte do Brasil, principalmente região amazônica e no estado do Pará.
Tucupi – É um tempero e molho de cor amarela extraído da raiz da mandioca.
Tacacá - É uma iguaria da região amazônica brasileira, em particular do Pará.
O Síria - Dança brasileira originária do município de Cametá, localizado no estado do Pará.
O Carimbó - A mais extraordinária manifestação de criatividade artística do povo paraense, misturando dança e canto.
A Marujada – Uma das mais belas manifestações religiosas do folclore paraense.
O "Treme" - é o mais recente ritmo do Pará. Uma mistura de música eletrônica misturada a outros ritmos populares do estado.
Berlinda – Espécie de cúpula que leva a nossa Senhora do Nazaré no dia da procissão.

 

A Historia da Imperatriz

 

Enredo 2013 da Beija-Flor

Os Títulos da Escola