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Ouça aqui o Samba Enredo da Beija-flor apenas clicando no botão do player ao lado.
FICHA TÉCNICA
Fundação: 25/12/1948
Cores: Azul e Branco
Presidente de Honra: Aniz Abrahão David
Presidente: Nelsinho David
Quadra: Rua Pracinha Wallace Paes Leme, 1025 - Nilópolis - RJ
Cep: 26.050-032
Telefone: (21) 2791-2866
Ensaios: As quintas-feiras, a partir de 21h
Barracão: Cidade do Samba (Barracão nº 11) - Rua Rivadávia Correa, nº 60 - Gamboa
CEP: 20.220-290
Telefone Barracão
(21) 2233-5889
Web site: www.beija-flor.com.br
Imprensa:
Hilton Abi Rihan
beija-flor@beija-flor.com.br
beija-flor@grupointernet.com.br
Telefone: (21) 2233-5889
Simone Fernandes
simonefern@gmail.com
Telefone: (21) 7843-8940
Enredo:
"Amigo Fiel, do cavalo do amanhecer ao Mangalarga Marchador"
Carnavalescos:
André Cezari, Fran-Sérgio, Ubiratan Silva, Vítor Santos e Bianca Behrends
Diretor de Carnaval: Laíla
Intérprete: Neguinho da Beija-Flor
Mestres de Bateria: Plínio e Rodney
Rainha de Bateria: Rayssa Oliveira
Mestre-Sala: Claudinho
Porta-Bandeira: Selmynha Sorriso
Comissão de Frente:
Augusto Vargas, Marlus Fraga, Ruidglan Barros e Raimundo Rodrigues.
O Beija-Flor é uma ave tropical e presente em algumas regiões do Rio de Janeiro. A escola tem seu nome inspirado no Rancho Beija-flor que existia na cidade de Valença-RJ. A idéia nasceu com um grupo de amigos, no entanto o nome foi proposto por D. Eulália, mãe de um deles. A escola situa-se fora do município do Rio (em Nilópolis, um município da região metropolitana), atualmente uma da maiores escolas de samba do Rio de Janeiro.
Alcançou a fama de ser uma das melhores escolas de samba por ter sido 12 vezes campeã. Foi a primeira a possuir uma combinação de uma gestão artística e organizada, excepcional e incomparável com a forte determinação de vencer. Pioneira em possuir uma equipe de carnavalescos em sua comissão de carnaval, enquanto a maioria das outras escolas só tem um.
É uma das escolas que impõe regras rígidas com uma das mais altas expectativas de desempenho por parte de seus desfilantes. Ela começou sua recente série vencedora em 1976 e venceu novamente em 2003, 2004, 2005, 2007 e 2008. Se não foi campeã, chegou pelo menos perto de vencer em todos os últimos anos. É bem conhecida por sua extravagância criativa e cores fortes.
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Autores: J. Veloso, Ribeirinho, Marquinho Beija-Flor, Gilberto, Silvio Romai e Dilson Marimba. Participação: Claudio Russo
Intérprete: Neguinho da Beija-Flor
Eu vou cavalgar, pra encontrar
A minha história nesse mundo de meu Deus!
Venho de longe de uma era milenar,
Fui coroado quando o dia amanheceu!
Brilha, estrela guia... Um viajante, a sua sede a matar!
Presente de grego, que grande ironia
Herói das batalhas, real montaria!
Com asas surgiu do infinito, tão claro mito..
A joia rara de Alah!
Cigano... Buscando a purificação!
Mostrando elegância e bravura,
A minha aventura se torna canção!
É o bonde que vai, carruagem que vem...
Na viagem que trás, o amor de alguém!
Indomável corcel, alazão da Coroa...
Troféu da nobreza, estrela que voa!
Amigo do Rei, pela estrada lá vai o Barão!
Sul de Minas Gerais, galopei...
A riqueza da mineração!
Café me fez marchar... Ao Rio da corte a bailar!
Acreditar... Que fui a raça escolhida!
Sou um puro sangue azul e branco,
Um acalanto... a mais sublime criação!
Sou eu o seu cavalo de batalha,
Se a memória não me falha...
Chegou a hora de gritar é campeão!
Sou Mangalarga Marchador!
Um vencedor, meu limite é o céu!
Eu vim brilhar com a Beija-Flor...
Valente guerreiro, amigo fiel!
(Letra original dos compositores, divulgada à Imprensa em 18/10/2012)
Sinopse
Amigo, sou um animal feliz e venho contar a minha história. Nasci pequenininho, no início da evolução animal, e cresci de acordo com o tempo, me tornando inteligente, companheiro, amável e elegante.
Quando o Homem deixou de ser nômade para fixar sua morada, deixei de ser selvagem para acompanhá-lo, e me tornei o fiel amigo dos viajantes, ajudando a matar a sua sede, uma vez que com o bater dos meus cascos no solo, descobri e fiz jorrar refrescantes fontes de água. Usei ainda a minha força para a agricultura e migração, transportando homens e mercadorias, de um lado para o outro, fazendo crescer os povos.
Com o florescer das grandes civilizações, preparei-me para as adversidades. Desempenhei um papel fundamental de força e fidelidade, indispensável nas disputas por poder e glória, nas lutas engajadas por imponentes realezas. Vi-me rodeado por escudos e lanças, espadas e vitórias. Materializei-me como um gigante cavalo de madeira, invadindo e destruindo Tróia, como um “presente de grego”, atravessando assim o limiar do tempo e do espaço.
Eternizado em lendas num mundo de encantamento, povoei a mente de povos antigos. Entre os deuses, fui escolhido o condutor divino das cortes celestiais, criando um misticismo riquíssimo de significados, que influenciaram o comportamento humano e o infinito de sua imaginação.
Sob a forma de um magnífico presente de Alah, sou o símbolo da criação ao reunir em meu espírito as qualidades de outros animais: olhos tão potentes quanto os da águia, o faro tão sensível quanto o do lobo, a velocidade da pantera, a resistência do camelo, a coragem do leão, a memória privilegiada do falcão, a elegância do caminhar da corsa e a fidelidade indiscutível do cão. E no fogo cigano da purificação, conduzi meu senhor aos campos celestes da libertação final.
Com quatro patas e uma força incrível, fui o companheiro legítimo que puxou carroças, charretes, carruagens e bondes, ajudando os caixeiros viajantes, facilitando o comércio, e colocando o mundo em movimento e expansão.
Ao chegar na Europa, centro do Velho Mundo, tornei-me a relíquia da nobreza. Em Portugal, conhecido como Alter-Real, a estrela que voa, fui a raça estimada pela Corte lusitana.
No então chamado Novo Mundo aportei, sendo presenteado pelo rei português ao Barão de Alfenas, e do cruzamento com as raças ibéricas, que aqui chegaram na época da colonização, renasci como o sangue puro do Brasil, no sul de Minas Gerais. Terra que reunia diversos núcleos produtores como ouro, pedras preciosas e café, que garantiam o abastecimento da corte, então sediada no Rio de Janeiro. Quantas viagens eu fiz por essas fazendas e pelos caminhos da Estrada Real entre Minas e Rio, onde transitavam vários protagonistas da história construída sobre o meu dorso.
Surgi como a estrela dessa terra... Eu sou o Mangalarga Marchador; um animal sem fronteiras, uma grande paixão, de beleza forte, andar macio e comodidade que me fizeram brilhar. Sou esplendoroso, ágil, leve, sadio, ativo e dócil, detenho qualidades extraordinárias que lançam a minha raça, genuinamente brasileira, no cenário mundial, espalhando-se pelos caminhos da vida.
Laíla
Diretor Geral de Carnaval
Laíla, Fran Sérgio, Ubiratan Silva, Victor Santos e André Cezari
Comissão de Carnaval
Bianca Behrends
Pesquisa e Documentação Artística