Rio Carnival
Rio Carnival

Ficha Técnica 2023

  • Fundação: 24 de junho de 1946
  • Cores: Vermelho Branco
  • PRESIDENTE: MARCELINHO CALIL
  • PRESIDENTE DE HONRA: MARCELO CALIL PETRUS
  • VICE-PRESIDENTE: HELIO NUNES
  • DIREÇÃO DE CARNAVAL: ALEX FAB E DUDU FALCÃO
  • CARNAVALESCOS: TARCÍSIO ZANON
  • COMISSÃO DE FRENTE: PRISCILLA MOTA E RODRIGO NEGRI
  • MESTRE DE BATERIA: CIÇA
  • RAINHA DE BATERIA: ERIKA JANUZA
  • INTÉRPRETE: ZÉ PAULO SIERRA
  • DIRETOR MUSICAL: HUGO BRUNO 
  • 1º CASAL DE MESTRE-SALA E PORTA-BANDEIRA: JULINHO NASCIMENTO E RUTE ALVES

“Rosa Maria Egipcíaca”

 

 

G.R.E.S. Unidos do Viradouro | Carnaval 2023

Sinopse – Resumo

A PROFECIA DAS ÁGUAS

Diante do espelho ondulante das águas, a menina courana sentiu a vida passar diante de si. Uma gota se transformou em oceano, fazendo o real transbordar em vertigem. Em transe, percebeu-se tragada por um assombroso redemoinho em meio a um dilúvio brutal. Então defrontou-se com o reflexo de uma mulher misteriosa, de manto reluzente e coroa luminosa, como que a protegendo da própria sina. E, de súbito, viu-se emergir em uma arca resplandecente sobre a qual flutuaria plácida a cortar a fúria das ondas. A menina chorou frente àquela revelação. Dali em diante, tudo se desfez em mar revolto, apagando as memórias dos seus primeiros anos. Foi rebatizada em águas cariocas, no outro lado do Atlântico. E desse bárbaro ritual de esquecimento, brotou uma nova Rosa, preta e cálida: a Rosa mística do Brasil.

 Auri Sacra Fames

A Fome de Ouro Ainda jovem, seguiu em romaria vigiada, por léguas e léguas mata adentro. Vendida às Minas Gerais, foi obrigada a peregrinar com os cativos pela Serra da Mantiqueira, longo percurso que a assombrava com visões de paraísos e infernos. Entre bruma e poeira, cortava as alterosas cravejadas de sonho e temor. 

Nas freguesias mineiras, a sociedade devota do ouro e dos diamantes era sustentada pela depravada escravização na colônia. Cortejos de penitentes saíam pelas vielas do arraial entoando ladainhas. Pediam perdão por muitos pecados, menos o de submeter outros seres humanos a condições degradantes em nome da adoração às pedras e aos metais preciosos. Pacto social que envolvia todo um sistema forjado no privilégio, na degeneração moral e violação da dignidade dos corpos pretos.

 Mas havia as frestas sociais. Enquanto servia de oferenda àquela civilização de escândalos e perversões, Rosa acumulou um tanto de joias para se enfeitar e sedas para se cobrir. Os parcos ganhos eram ostentados nos batuques do Acotundá. Na magia da noite escura, encandeada de luar e fogueira, a preta girava saia, saudava as almas e soprava aos ares a fumaça do cachimbo, religando-se à ancestralidade que brotava no terreirão da Fazenda Cata Preta , onde era cativa.Até que o corpo deu sinais de desgaste. E Rosa se desfez de tudo. Distribuiu aos seus o pouco que havia recolhido, como fez Maria do Egito, a santa meretriz que foi alçada ao altar celestial após doar aos desvalidos toda a riqueza de uma vida. Mais tarde, deixaria de ser a Courana para ser Rosa Egipcíaca, transitando entre a devoção e o misticismo.

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Títulos da Escola

1997

Campeã

FICHA TÉCNICA

  • Fundação: 24 de junho de 1946
  • Cores: Vermelho Branco
  • PRESIDENTE: MARCELINHO CALIL
  • PRESIDENTE DE HONRA: MARCELO CALIL PETRUS
  • VICE-PRESIDENTE: HELIO NUNES
  • DIREÇÃO DE CARNAVAL: ALEX FAB E DUDU FALCÃO
  • CARNAVALESCOS: TARCÍSIO ZANON
  • COMISSÃO DE FRENTE: PRISCILLA MOTA E RODRIGO NEGRI
  • MESTRE DE BATERIA: CIÇA
  • RAINHA DE BATERIA: ERIKA JANUZA
  • INTÉRPRETE: ZÉ PAULO SIERRA
  • DIRETOR MUSICAL: HUGO BRUNO 
  • 1º CASAL DE MESTRE-SALA E PORTA-BANDEIRA: JULINHO NASCIMENTO E RUTE ALVES

A História da Viradouro

A escola disputou os desfiles de Niterói por 39 anos (1947 a 1985), porém, nesse período, veio ao Rio de Janeiro algumas vezes (64 e 65), conseguindo não mais que um 26º lugar (último) na terceira divisão.[24]

Após ser campeã niteroiense por dezoito vezes, a Viradouro resolveu tentar a sorte novamente no Rio em 1986. Fez bons desfiles nos grupos inferiores, sendo campeã do Grupo 2 em 1989 com o enredo “Mercadores e Mascates” e campeã do Grupo 1 no ano seguinte com “Só Vale o escrito”, chegando assim ao Grupo Especial em 1991.

Com uma homenagem à atriz Dercy Gonçalves, a escola surpreendeu e chegou em 7º lugar, à frente da Mangueira e da Vila Isabel, no ano em que o Império Serrano foi rebaixado. A escola teve a mesma quantidade de pontos da 4ª colocada, a Beija-Flor. Apenas pelos critérios de desempate, a escola acabou caindo para a 7ª posição. No desfile, considerado pela crítica como muito bonito, a homenageada desfilou no alto do primeiro carro alegórico, com os seios à mostra.

Em 1992, apresentou o enredo “E a magia da sorte chegou”, enredo de autoria de Max Lopes, e que contava a história dos ciganos. A escola fez um dos melhores desfiles de sua história. Todavia, dois incidentes ocorreram. O primeiro foi quando descompasses em evolução, em um casal no carro do Egito, que fez a escola correr para que não estourasse o tempo. O segundo foi em um dos mais belos carros daquele ano, que homenageava a Sibéria e trazia vários huskies siberianos, que pegou fogo. No momento do incêndio, o desfile estava em seus minutos finais. A decisão dos bombeiros foi esperar o carro queimar por completo para iniciar o combate ao fogo. Enquanto isso, um imenso rastro de fumaça cobria a Sapucaí. Durante este tempo, a escola ficou parada, até o momento do combate ao fogo. Por fim, a escola estourou o tempo em 13 minutos, o que resultou na perda de 13 pontos. Foram esses pontos perdidos que levaram a escola para a 9ª posição. Diante do incêndio, a escola ainda perdeu pontos no quesito Evolução. Como o incêndio foi causado por curto-circuito e não por problemas técnicos, não houve punição para o caso específico.

Max Lopes ainda se manteve na escola em 1993 obtendo o 7° lugar com o enredo “Amor, Sublime Amor”, mas em 1994 a Viradouro traria Joãosinho Trinta, que se afastara da Beija-Flor há dois anos. Logo em sua estreia, o carnavalesco obteve o 3º lugar, o melhor resultado da escola até então. Depois, obteve dois maus resultados, classificando-se na 8ª em 1995 com “O Rei e os três espantos de Debret” e na 13ª posição em 1996, com “Aquarela do Brasil ano 2000”.

Após o péssimo resultado de 1996, quando quase foi rebaixada, a Viradouro tinha o projeto de conseguir chegar ao Desfile das Campeãs. Mas o resultado final foi mais generoso e deu o primeiro título à escola de Niterói. Com Dominguinhos do Estácio como intérprete oficial e “Trevas, luz, a explosão do Universo”, levou para a avenida um bonito jogo de cores, contrastando o preto e o branco, o claro e o escuro. Um dos destaques deste desfile foi a bateria ter tocado, na “paradinha”, alguns compassos em ritmo de funk, sob o comando de Mestre Jorjão. Na época houve críticas de alguns outros mestres de bateria, que não gostaram da novidade.

No ano seguinte, a escola apresentou o enredo “Orfeu, o Negro do Carnaval”, baseado no filme de mesmo nome, que misturava mitologia grega à realidade social brasileira. Naquele ano a escola esperava repetir o sucesso do ano anterior, mas somente conseguiu um quinto lugar, o que a levou a protestar no desfile das campeãs, com alguns de seus integrantes inclusive usando narizes de palhaço. A partir daí, a escola conseguiu sempre chegar ao Desfile das Campeãs, exceto em 2005, quando ficou na 8º posição.

Em 2004 a escola do bairro do Barreto reeditou “A festa do Círio de Nazaré”, enredo da Unidos de São Carlos apresentado em 1975, inicialmente a proposta da escola era um enredo inédito sobre a romaria Paraense, porém o então presidente José Carlos Monassa à época interrompeu a disputa de samba-enredo da escola e anunciou a reedição do samba estaciano. Se o critério de descarte da nota mais baixa fosse aplicado nessa época, a escola teria sido campeã do carnaval daquele ano, com 299,8 pontos se descontadas todas as notas minimas de cada quesito, exceto bateria que teve as notas de um julgador anuladas por quebra de sigilo.