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Acadêmicos do Cubango

Acadêmicos do Cubango Samba School flag

''Igbá Cubango – a alma das coisas e a arte dos'' milagres

Samba Enredo de 2019


Compositores: Robson Ramos, Sardinha, Duda Tonon, Anderson Lemos, Ailtinho, Sérgio Careca, Carlão do Caranguejo e Samir Trindade
Intérprete: Thiago Brito

Letra do Samba 

Menino babaloim no sagrado afoxé 
Aos pés do morro fiz o meu terreiro
Onde o padroeiro me protege em seu altar
Atotô eu bao cabeça pra Omulu
Nesse chão em pipoca pro santo
Oferendas do meu mundo verde e branco

Ê saruê baiana, Ê saruê baiana
Gira laguidibá, giram saias e guias
Carrega meu patuá em sabedoria
Búzios, carrancas e balangandãs
Relíquias iluminam meu caminho
Ao meu "padim", eu amarro a minha fé
A cruz no peito pra abençoar
Já fiz promessa, o migagre vai chegar
Em romaria eu agradeci
Desacreditado, acreditei
A cura da alma, o terço na mão
Um coração bordado ao divino rei
Senhor, tem piedade de nós
Eis a oração em nossa voz
Tem gente vendendo ao povo ilusão
Acendo vela, peço salvação

Ko si oba kan, ôôôô
Ofi Olorum ôôôô
Igba Cubango, meu amuleto
Proteção e amor

Desfile 2019




Enredo 2019

  • Carnavalesco: Gabriel Haddad e Leonardo Bora
  • Diretor de Carnaval: Márcio André
  • Diretor de Harmonia: Allan Guimarães Daniel Katar
  • Intérprete: Thiago Brito
  • Mestre de Bateria: Demétrius Luiz
  • Rainha de Bateria: Maryanne Hipólito
  • Mestre-Sala: Diego Falcão
  • Porta-Bandeira: Patrícia Cunha
  • Comissão de Frente: Sérgio Lobato
  • Desfile de 2019
  • Posição de desfile: 
  • 6° a desfilar no sábado (02/03/2019)
  • entre 01:45 - 02:3

''Igbá Cubango – a alma das coisas e a arte dos'' milagres

Sinopse 

SINOPSE DO ENREDO

1 - Igbá Cubango

Na festa de Domurixá

em homenagem a Oxum

Deusa da nação Ijexá

onde a figura principal

era o boneco Babalotim

mensageiro da alegria, da força do axé

um ídolo menino, levado por menino em sua fé

e assim teve origem o Afoxé

Heraldo Faria e João Belém - Afoxé

?Igbá Cubango! Guardamos nessas cabaças as memórias antepassadas. Fundamentos. Levamos para a Avenida o peji das nossas vitórias: evocamos o dom de Afoxé, o samba que se fez milagre. Assentamos, aqui, nossa história. Da palha fazemos um trono. O ídolo-menino de outrora é revivido na Passarela: que todo componente da escola a ele dirija um pedido. Valei-nos, Babalotim! Oxum traz os seus axés: pedras do fundo do rio, pentes de tartaruga. Otás. São Lázaro se transforma: Obaluaê, Omolu, Xapanã, na porta da nossa quadra, no Morro do Abacaxi. Saúda e protege os sambistas, que a ele oferecem presentes. Giram laguidibás, giram saias, giram guias. Chifres de búfalos, asas de besouros. Mães-baianas, turbantes e panos da costa, cobrem o chão de pipocas. As mãos nos atabaques, os pés na terra. Os corpos-terreiros fervem e alguém, enfim, anuncia: agarrem as suas figas para mais uma sagração!

?2 - De pedir proteção

Laguidibá
não é simples ornamento é colar de fundamento você tem que respeitar (...)
Laguidibá é adereço muito certo é coisa de santo velho do Antigo Daomé

Nei Lopes - Laguidibá

?Fizemos Cristo nascer na Bahia. Ou em Belém do Pará. O barroco tropical brasileiro reuniu em um mesmo oratório as relíquias dos santos de lá às penas caboclas de cá. Nos balangandãs de prata, romãs e muiraquitãs. Medalhas. Uma figa, uma rosácea, um coração, um crucifixo. Búzios, firmas, fitas, fios de conta. Dentes de animais encastoados. Pulseiras, colares, cocares. Calungas. Me banhei com guiné, alfazema e dandá. Defumei com quarô, benjoim. Patuás. Ourivesaria sagrada, jóias de mandingueiras. Quase tudo se faz amuleto, pedir proteção é de praxe - "basta encontrar na rua um fetiche qualquer, pedra, pedaço de ferro ou concha do mar", escreveu João do Rio, nas quebradas. O seguro morreu de velho e é preciso se precaver: fechar o corpo, tomar a sorte, ganhar coragem, fazer os nós. Nos sacrários das sacristias, nos segredos dos Candomblés. Ebós. Arriar comidas nos entroncamentos. Carrancas pra navegar, máscaras nos bailados. Terços e escapulários - e um pouquinho de pó de pemba.

3 - De pagar promessas

No alto do morro chega a procissão.

Um leproso de opa empunha o estandarte.

As coxas das romeiras brincam no vento.

Os homens cantam, cantam sem parar.

(...)

No adro da igreja há pinga, café,

imagens, fenômenos, baralhos, cigarros

e um sol imenso que lambuza de ouroo pó das feridas e o pó das muletas.

Carlos Drummond de Andrade - Romaria

Pedido feito, graça recebida - então é preciso pagar. Caminhar, seguir romaria. Carregar uma cruz tão pesada, o drama de Zé-do-Burro. Nas mãos calejadas da lida, cem mil corações em brasa. Ex-votos do Brasil inteiro desenham um mapa de pernas. O catolicismo popular expressa as andanças da nossa gente: Bonfim, Nazaré, Matosinhos, Bom Jesus, Pai Eterno, Canindé, Monte Santo, Juazeiro, e lá se vai a multidão cantando. Que ex-voto levo à Aparecida, se não tenho doença e só lhe peço a cura? - questionou Adélia Prado. São Judas Tadeu - Niterói. A Candelária, a Penha, a Penna. Nos "museus das promessas ou dos milagres", como o descrito por Jorge Amado, vê-se a sobreposição de dádivas: barro, cera, madeira, papel. São partes do corpo, são pinturas, são retratos e miniaturas (de casas, de bichos, de barcos, de gratidão). Cartas, bilhetes, roupas, diplomas. Vitalino esculpiu ex-votos, Mestre Fida é uma referência. Artistas contemporâneos revisitam o imaginário - mesmo o Bispo do Rosário, que tanta alegria nos deu, a quem novamente rogamos: olhai por nós, nobre peregrino! Cada rosto esculpido foi dor alentada. (...) Deixa a dor nas aras, como ex-voto aos deuses - e segue o teu destino!

4 - Da (falsa) promessa que é dívida

HELOÍSA - Ficaste o Rei da Vela!

ABELARDO I - Com muita honra! O Rei da Vela miserável

dos agonizantes. O Rei da Vela de sebo. E da vela feudal que nos fez

adormecer em criança pensando nas histórias das negras velhas...

Da vela pequeno-burguesa dos oratórios e das escritas em casa... (...)

Num país medieval como o nosso, quem se atreve a passar

os umbrais da eternidade sem uma vela na mão?

Herdo um tostão de cada morto nacional!

Oswald de Andrade - O Rei da Vela

?Mas há os falsos profetas e as falsas promessas à venda. Objetos de todo tipo, no shopping-cassino da unção. É água de benzer camisa, é caneta de assinar contrato, é tijolo para erguer a casa, é vassoura de varrer o diabo. Travesseiros para sonhos bons, redes de pescar vitórias. E velas aos borbotões! Não é outro que não a vela o mais famoso objeto votivo: de pedir, pagar, prometer. Abelardo I, o Rei da Vela, lucrou e fez fortuna explorando a miséria alheia. A crítica de Oswald de Andrade, Antropofagia e Tropicália, permanece ferida aberta no peito do Brasil atual. São promessas que viram cifras e moedas que se avolumam: qual é o preço a se pagar por um lugar confortável no céu? E que céu tão nublado é este, que mais exclui do que celebra a diferença? Dívidas que se pagam a preços exorbitantes - inclusive um outro tipo de voto, nem devoto nem ex-voto: o voto depositado nas urnas eleitorais.

?Que as velas acendam pedidos de dias mais iluminados. Afinal, já dizia o poeta: há sempre uma promessa de alegria...

  • 1989Campeã
  • 1990Campeã
  • 1991Campeã
  • 1990Campeã

Ficha Técnica

  • Fundação: 17/12/1959 
  • Cores: Verde branco
  • Presidente: Rogério Belisário
  • Presidente de Honra: Rogério Belisário
  • Quadra: Rua Berta Lutz, 80 - São Conrado - RJ
  • Ensaios: ?????????
  • Barracão:Rua Almirante Mariath, 03
  • Web site:http://www.rocinha.org/academicosdarocinha
  • Imprensa: ?????????

A História do Cubango

A participação da "Academia Cubango" nos desfiles de Niterói começa em 1960 quando ganhou o tetracampeonato num grupo chamado "Academias", uma espécie de segundo grupo do carnaval, com o enredo “Sonho das Esmeraldas”. Seu primeiro presidente foi o sambista Ney Ferreira, que até 1966 atuou também como carnavalesco.

No carnaval de 1964 fez sua estreia entre as escolas do primeiro grupo e passou a ser chamada pelo nome atual. Neste ano conquistou o vice-campeonato com o enredo “Maurício de Nassau”.

Seu primeiro título na elite do carnaval de Niterói ocorreu em 1967 com o enredo “O Brasil pintado por Debret”. Mas foi em 1972 que a escola se consagrou o tema “Um rei Congo Sabará” um estilo de enredo afro, que passou a ser o mais preterido pela escola a partir daí.

Em 1975, a Cubango desfilou na avenida Amaral Peixoto com o enredo “Folclore: riqueza do Nordeste” e saiu campeã. Este campeonato foi o primeiro de uma sequência de cinco títulos. Em 1979, com o enredo “Afoxé”, a Cubango consolidou seu império no carnaval de Niterói. Nos anos 70 foram sete títulos em dez dos disputados. A grande rivalidade era com a Unidos do Viradouro.

Nos anos 80, juntamente com a Unidos do Viradouro, a escola deixa o carnaval de Niterói e passa a desfilar no carnaval do Rio de Janeiro. Naquela época o carnaval de Niterói enfrentava uma crise financeira e se extinguiria na década de 1990. Em 1986, no seu primeiro ano no desfile carioca, a Cubango foi a campeã do Grupo IV, adquirindo assim o direito de subir para o Grupo III. Em 1992, com o enredo “Negro que te quero negro”, chegava ao Grupo I.

Em 2004, a escola que participava do Grupo A, surpreendeu quando era apontada ao rebaixamento pela mídia, e obteve um honroso quinto lugar

Para o carnaval 2009, a direção da escola optou em reeditar o enredo Afoxé, samba que deu o 14º título a escola, no carnaval de Niterói, dos carnavalescos Sérgio Silva e Léo Moraes, e tendo Samantha Schmütz como madrinha de bateria. A escola retornou ao Grupo A, ao ser a campeã junto com a Unidos de Padre Miguel. no ano seguinte, com o enredo Os loucos da praia chamada saudade, de Milton Cunha, terminou na 9º colocação.

Para o carnaval 2011, a escola trouxe o intérpretes David do Pandeiro, que poucos meses depois acertou sua volta para a Santa Cruz e Igor Vianna, que tava na escola da zona oeste, passando a ser o intérprete oficial da escola. Além disso, trouxe de volta o carnavalesco Jaime Cezário e a rainha Juliane Almeida. Terá como enredo A emoção está no ar, que abordará sobre a história da humanidade através de diversas emoções sentidas pelo homem. fez um desfile perfeito, mais no entanto o que se viu não contrastou com o desfile, o que indignou o presidente da escola que mais uma vez não disparou com a direção da LESGA em relação ao resultado. sendo que foi punida pela entidade, por mais uma vez discordar do resultado. no ano de 2012, optou pelo enredo homenageando Barão de Mauá, tendo um trio como intérprete oficial, formado por sereno, Marcelo Guimarães e Hugo Júnior. terminou na 4°colocação.

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