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Beija-Flor de Nilópolis

Beija Flor Samba School flag

''Quem viu, vai ver... Fábulas do Beija Flor''

Samba Enredo de 2019

Compositores Di Menor BF, Julio Assis, Kirraizinho, Diego Oliveira, Fabinho Ferreira, Diogo Rosa, Rogério Coutinho, Marcio França, Carlinhos Ousadia, Kaká Kalmão, Jorge Ayla e Serginho Aguiar
IntérpreteLuiz Antônio Feliciano Marconde (Neguinho da Beija-Flor)

Letra do Samba

Nascido feito rei menino
Em ninho de amor e humildade
Meu Pai direcionou o meu destino
Voar nas asas da felicidade
E arrisquei um voo nesse lindo azul
Um mundo encantado pude recordar
Em fábulas bordei a fantasia
Ê saudade que mareja o meu olhar
Herdeiro dessa terra me tornei
Cantei nossos recantos, tradições
Sou eu aquele festival de prata
Que na pista arrebata tantos corações

ÔÔÔÔ Axé que no sangue herdei
No meu quilombo, todo negro é rei
Abre a senzala!! Abre a senzala!!
Nesse terreiro o samba é a voz que não cala

Cresci, ouvindo acordes entre doces melodias
A bela dama retratada em poesia e o canto de cristal
A simplicidade no amor, aquele beijo na flor
Fez mais um sonho real
Pátria amada da ganância
Eu pedi socorro pelos filhos teus
Algoz da intolerância
Mesmo proibido, fui a voz de Deus
Toda essa grandeza, vem da nossa gente
Que esquece a dor e só quer sambar
É por esse amor
Quero meu valor me faz brilhar
Comunidade me ensinou
A ser apaixonado como eu sou
Ontem, hoje, sempre Beija-Flor

Oh Deusa!!!
Tem festa no meu coração
Desfilo toda gratidão
Razão do meu cantar,
A luz do meu viver...
O que seria de mim sem você?


  Desfile 2019



Enredo 2019

  • Carnavalescos: Comissão de Carnaval, Rodrigo 
  • Diretor de Carnaval: Valber Frutuoso 
  • Diretor de Harmonia: Valber Frutuoso 
  • Intérprete: Neguinho da Beija-Flor 
  • Mestre de Bateria: Rodney e Plínio
  • Rainha de Bateria: Raíssa de Oliveira
  • Mestre-Sala: Claudinho
  • Porta-Bandeira: Selminha Sorriso
  • Comissão de Frente: Marcelo Misailidis
  • Desfile de 2019
  • Posição de desfile: 5.ª de Domingo
    03/03/2019 / de 
    01:35 às 03:28



''Quem viu, vai ver... Fábulas do Beija Flor''

Sinopse - RESUMO

No dia de Natal, à luz do Criador Deus Menino, sete décadas atrás, nasceu faceiro Beija-Flor, criado com muito amor; dádiva de quem já estreou abençoado na manjedoura nilopolitana, esmeralda reluzente riscando o céu no infinito.
Conduzindo essa viagem fascinante, voando de flor em flor nos Jardins da Folia, disseminou o pólen da informação e o grão do entretenimento, semeando Cultura Popular; bailando e rodopiando pelos ares, até na floração do Carnaval nova flor ver desabrochar.
Fez da História milenar alimento, cruzou céus e mares, igarapés e mananciais. Promoveu o encontro entre tambores e tribos, lendas e mitos; e viu despontar costumes, peculiaridades e tradições. Escreveu páginas de ouro da poesia brasileira ao revisitar nossas raízes, e nos fez mais felizes ao cantar a exuberante beleza das riquezas áureas do Brasil de Norte à Sul, em tons de branco e azul.
Viajou pelo mundo místico dos Caruanas nas águas do Patu-Anu, pelo paraíso hospitaleiro de onde se avista o sol primeiro, da Terra Santa – verde paraíso do povo da floresta e seu canto de fé pela missão de preservar, embebido de força, mistério e magia – para as terras dos Pampas, onde sete povos, na fé e na dor, ergueram sete missões de amor, em meio à liberdade dos campos e aldeias.
Viu brilhar o seu valor a iluminar o estado de amor de uma Comunidade que impõe respeito, e cheia de orgulho, bate no peito. Retirou o chapéu de bamba para anunciar Brasília, a capital da esperança, inspirada na arte e nos traços do mestre da arquitetura; e declamou ainda, o poema encantado da terra do bumba-meu-boi, da encantaria e das palmeiras onde canta o sabiá.
Resgatou as nossas origens e a nossa herança africana, legado dos nossos ancestrais. Testemunhou a criação do mundo na tradição Nagô e às Pretas-Velhas… quanto amor! Cantando em louvor à grande constelação das estrelas negras e todo o seu esplendor.
Ao abordar a importância da negritude, rompeu fronteiras e conheceu o berço de diferentes civilizações. Do Egito à liberdade, esclareceu que negros escravos viveram em grande aflição, foram o braço forte da nação; saga de quem vai seguindo o seu destino…
Enfim reencontrou as Áfricas de lutas e de glórias – do baobá da vida de Ilê Ifé à irmandade do conto do griô, negro na raça, no sangue e na cor.
Narrador-personagem a desvendar mistérios trajados de fantasias, consagrou-se ave Soberana, desfilando a exaltar a Corte de reis e rainhas no cortejo dos plebeus, composto por mestiços, índios, negros e europeus.
Homenagens que passeiam pela exaltação à José de Alencar, ao bom Natal – saudado pela Majestade, o Samba; pela coroação da Dama das Bromélias Margareth Mee, que fez a festa na Sapucaí, e pelo canto de cristal da diva internacional Bidu Sayão, que sacudiu a Passarela.
Comoveu ao botar pra fora a felicidade de reverenciar a simplicidade, momentos lindos que fizeram do Samba, oração. Sonhou o sonho do sonhador ao viajar nos feitos do astro iluminado da televisão, e na genialidade do Marquês que batizou a Avenida, palco das mais esplêndidas atrações.
Audacioso pássaro pequenino se fez gigante, ao propor reflexão social, ao soltar o grito de liberdade, o clamor por igualdade. A utopia de um Brasil livre da ganância nociva que há por baixo dos panos, ninho de famintas serpentes, onde ratos e urubus, trepados no cangote do povo, fingem não entender que todo mundo nasceu nu, e que saco vazio não pára em pé. Santuário de ambição que vitimiza brava gente sofrida, cansada de ganhar tão pouco, que vive no sufoco e precisa desabafar: seus filhos já não aguentam mais! Monstro é quem não sabe amar! Foi o nosso DNA precursor e revolucionário, de quem tem sede de vitória, que permitiu que chegássemos até aqui, conquistando 14 estrelas, revelando o sorriso alegre do sambista, e sendo aclamada o festival de prata em plena pista.


  • 2015Campeã
  • 2011Campeã
  • 2007Campeã
  • 2008Campeã

Ficha Técnica

  • Fundação: 25/12/1948
  • Cores: Azul e Branco
  • Presidente: Ricardo Abrahão David
  • Presidente de Honra: Anísio Abraão David
  • Quadra: Rua Pracinha Wallace Paes Leme, 1025 - Nilópolis - RJ
  • Ensaios: ?????????
  • Barracão: Cidade do Samba (Barracão nº 11) - Rua Rivadávia Correa, nº 60 - Gamboa
  • Web site: www.beija-flor.com.br
  • Imprensa: Natália Louise

A História da Beijar-Flor

O município de Nilópolis, na Baixada Fluminense, é o berço da Beija-Flor. A cidade e a escola de samba trilharam caminhos semelhantes, uma vez que parte dos governantes de Nilópolis também administrava a agremiação.[18]

Nilópolis integrou parte da capitania hereditária de São Vicente, pertencente a Martim Afonso de Sousa, a partir de 1531. Foi dividida em sesmarias e, mais tarde, transformada na Fazenda de São Mateus, tornando-se um grande engenho produtor de açúcar e aguardente. Em 22 de setembro de 1900, a região foi vendida ao criador de cavalos e mulas João Alves Mirandela e seu sócio Lázaro de Almeida.[19] A fazenda foi desmatada e dividida em lotes, colocados à venda a partir de 1914. Em pouco tempo, a fazenda se transformou no povoado Engenheiro Neiva, integrado a São João de Meriti, na época, o 4.º distrito de Nova Iguaçu. Em 9 de novembro de 1916, o povoado foi desligado de São João de Meriti, vindo a ser o 7.º distrito de Nova Iguaçu. Ainda em 1916, foi fundada a agremiação “Bloco Progresso de Nilópolis”. Encabeçada pelo Coronel Júlio de Abreu e formada por políticos do Rio de Janeiro e de São Paulo, dentre eles, Nilo Peçanha, o grupo levou ao distrito serviços de abastecimento de água potável, igrejas, comércios, imprensa, pontes, além da primeira escola municipal e estadual da região. Em 1 de janeiro de 1921, a região foi renomeada para Nilópolis, em homenagem à Nilo Peçanha. Em 21 de agosto de 1947, Nilópolis foi emancipada de Nova Iguaçu.

Os principais locais de sociabilidade da cidade encontram-se nas imediações da estação de trem: a Avenida Mirandela (onde a Beija-Flor realiza seu tradicional desfile pós-carnaval); e do outro lado, a Praça Paulo de Frontin (antigo palco das manifestações públicas e do carnaval de rua da cidade).

Apesar do forte comércio e da presença de indústrias, é a escola de samba a maior expressão do município.Juridicamente "GRES Beija-Flor", a escola passou a ser chamada formalmente de "Beija-Flor de Nilópolis", tamanha identificação. Na cidade, também é comum locais de comércio que levam o nome da escola, sem ligação com a agremiação, apenas em forma de homenagem. No pórtico de entrada da cidade, foi construída uma escultura de um beija-flor, em homenagem à escola. A escultura foi retirada pelo prefeito Alessandro Calazans em seu mandato. Porém, seu sucessor, Farid Abrahão David, ao ser eleito em 2016, anunciou a reconstrução da escultura.

Farid Abrahão David, afastado da presidência da Beija-Flor para assumir a Prefeitura de Nilópolis.

Ligação com o poder público

No início do Século XX, imigrantes judeus, principalmente sírio-libaneses, se fixaram na cidade, dentre eles, os patriarcas das famílias Sessim e Abraão David, que se estabeleceram como comerciantes locais. Na década de 1960, a família iniciou carreira na política. Em 1962, o médico Jorge Sessim David foi eleito deputado estadual pela UDN. Em 1972, Simão Sessim foi eleito prefeito de Nilópolis pela ARENA. Na mesma época, Anísio Abraão David (primo de Simão) e seu irmão, Nelson Abraão David, entraram para o jogo do bicho, controlando as bancas de aposta em Nilópolis. A ascensão da família Abraão-Sessim em Nilópolis, coincide com a ascensão da Beija-Flor. Também em meados da década de 1970, a escola de samba passou a ser controlada pelo clã Abraão David e a contar com o aporte financeiro da família. Nesta mesma época, a Beija-Flor se firmou na elite do carnaval carioca, com desfiles caros e luxuosos. A ligação entre o poder público e a escola de samba foi mantida, ao longo dos anos, com a eleição de membros da família Abraão-Sessim, que comandavam tanto a cidade como a escola de samba.

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