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Estação Primeira de Mangueira

Mangueira Escola de Samba Bandeira

TRUTH WILL SET YOU FREE

2020 Themed Samba

Authors: Manu da Cuíca and Luiz Carlos Máximo
SingerMarquinhos Art’Samba 

Samba lyrics 

Eu sou da Estação Primeira de Nazaré Rosto negro, sangue índio, corpo de mulher Moleque pelintra do Buraco Quente Meu nome é Jesus da Gente Nasci de peito aberto, de punho cerrado Meu pai carpinteiro desempregado Minha mãe é Maria das Dores Brasil Enxugo o suor de quem desce e sobe ladeira Me encontro no amor que não encontra fronteira Procura por mim nas fileiras contra a opressão E no olhar da porta-bandeira pro seu pavilhão Eu tô que tô dependurado Em cordéis e corcovados Mas será que todo povo entendeu o meu recado? Porque de novo cravejaram o meu corpo Os profetas da intolerância Sem saber que a esperança Brilha mais que a escuridão Favela, pega a visão Não tem futuro sem partilha Nem Messias de arma na mão Favela, pega a visão Eu faço fé na minha gente Que é semente do seu chão Do céu deu pra ouvir O desabafo sincopado da cidade Quarei tambor, da cruz fiz esplendor E num domingo verde-e-rosa Ressurgi pro cordão da liberdade Mangueira Samba que o samba é uma reza Se alguém por acaso despreza Teme a força que ele tem Mangueira Vão te inventar mil pecados Mas eu estou do seu lado E do lado do samba também


2020 Parade




 2020 Themed Samba

  • Carnival Commission:  Leandro Vieira 
  • Carnival Director: Conselho de Carnaval
  • Harmony Director: Edson Goes
  • Singer: Marquinho Art'Samba
  • Drums Director: Wesley Assumpção
  • Drummers' Queen: Evelin Bastos
  • Escort: Matheus Olivério
  • Flag-Bearer: Squel Jorgea
  • Vanguard Commission: Rodrigo Negri e Priscilla Mota
  • 2020 Parade
  • Parading Position: 6° escola a desfilar de segunda (04/03/2019) / 02:40 - 03:15


“Truth will set you free”

Abstract

He was born poor and his skin was never as white as his most popular image suggests. Having no fortune and darker skin than he had imagined, he walked alongside those whose society turned his back, offering them his most loving and tolerant face. As a wise man, he separated the chaff from the wheat, sowed fertile ground, and never left a sheep behind.

He exalted the humble and condemned the accumulation of wealth. He rebelled against the faith trade and challenged the hypocrisy of the religious leaders of his day. He questioned the power of the Roman empire and condemned oppression. Their pacifist behavior and revolutionary ideas ignited the speech of the tormentors who turned the state on to sentence. We all know how it turned out: He was tortured, suffered and died.

Centuries later, his trajectory is still in the mouth of men and in his name, for the badly said "good" - and with rigid contours of morality - much has already been accomplished in a way that has been tightened to the fullest sense of LOVE he has spread. Unconditional love, unrestricted and agape.

Therefore, when attached to the cross, it cannot be presented as one. Being one excludes the others. Stuck at the cross, it is the extension of so many, including those that the choice of the "official" model wanted to hide. So your human image cannot be just white and masculine. On the cross he is a man and also a woman. He is the naked indigenous body that the church has seen so much sin and no humanity. He is the Yalorisha who professes the stoned and vilified faith. He is the small, dirty body of the smallest you fear the moment he reaches you on the sidewalks. On the cross, he is also the black skin of curly hair. Whether you like it or not, the androgynous body that causes you strangeness is also the extension of your body.

Without announcing hell, he promised to return. I believe that if he were to return to earth on a slope that touches the sky - to be born in the same way: poor and even blacker, raised by humble father and mother, to live alongside the oppressed and to welcome them - he would descend by steepest part of any slum in this city. Perhaps in Vila Miséria, the highest and most inhabited region of Mangueira hill. There a star would light up the dim room where he would be born a boy again. Then he would grow up between the alleys of Travessa Saião Lobato, run with the children of Candelaria, spread his words in the Chalet and the "Pindura Saia". It would prevent them from throwing stones at those living in the broken holes and alleys of the Hot Hole. He would be on the side of the threshing-floor and not strangely surprised to see his image erected into the far-flung postal photo, turning his back on those where his hug is so necessary.

If I survived statistics for the poor born in communities, I would be 33 to die in the same way. Death would be encouraged by the old ideas that still inhabit men. Unrestricted love still scares. The difference was never understood. Reaching out to the oppressed still causes strangeness. He would be tortured based on the same ideas.

Dead, he would rise again and, having returned to Mangueira, we would welcome the possibility of seeing his loving smile again with what we do best here. We would praise your affectionate presence with samba and drumming. We would all wear our most expensive clothes. The one with sequins and glitter. Satin with fake jewelry. We would parade before him, and in his praise we would establish the law governing our three days of revelry. Sinless, brothers, and in a state of grace.

We would explain on this occasion that the heavy cross we carry as a burden throughout the year is taken from our backs at the carnival. Having conquered death and not having the weight of his cross on his back, he smiles at the Bahian who descends to present himself. He waves his right hand at the waltzwoman who ties the sandal, while his left hand gives the blessing to the drummer who breaks the silence with the drumbeat of his tambourine.

Staring at the sky, he seems to see something or someone above the horizon. I smiled, as if caught in the middle of the joke and knew human too. Understanding that he is a seedling there, and that all without exception are his flock; Aware that sin is sometimes a figment of fear and servitude, he asks all these joking people to announce while singing with a smile: TRUTH WILL SET YOU FREE.

  • 2016Champion
  • 1998Champion
  • 2002Champion
  • 1987Champion
  • 1986Champion
  • 1984Champion
  • 1984Super-champion
  • 1973Champion
  • 1968Champion
  • 1961Champion
  • 1967Champion
  • 1960Champion
  • 1954Champion
  • 1950Champion
  • 1949Champion
  • 1940Champion
  • 1934Champion
  • 1932Champion
  • 1933Champion

Data

  • Foundation: 28/04/1928
  • Colors: Verde e Rosa
  • President:  Chiquinho da Mangueira
  • Honorary: Nelson Sargento
  • Samba Hall: Rua Visconde de Niterói, 1.072 – Mangueira, CEP 20943-001
  • Rehearsals:-
  • Barracks: Cidade do Samba (Barracão nº 13) - Rua Rivadávia Correa, nº 60 - Gamboa - CEP: 20.220-290
  • Website: rubemachado@gmail.com
  • Press: Rubem Machado

 Mangueira's history

Nos carnavais de 1930 e 1931, os blocos do Morro da Mangueira se fundiram à Estação Primeira de Mangueira, que desfilou na Praça Onze com grande contingente.[32] Venceu os três primeiros concursos oficiais, foi vice-campeã em outros dois. Não desfilou em 1937, pois o desfile foi cancelado por ordem do delegado de polícia Dulcídio Gonçalves. Neste ano, o morro da Mangueira foi representado pela azul e rosa Unidos de Mangueira, que somente participou do desfile oficial por quatro anos.

Com o racha entre os sambistas no ano de 1949, a Mangueira, juntamente com a Portela, decide seguir com a UGESB, acusada de ser uma organização simpatizante do Comunismo, enquanto outras escolas, como o Império Serrano, decidiram seguir a liga paralela estimulada pelo governo municipal, a FBES. Foi neste ano que Jamelão assumiu o posto de cantor oficial na escola, ocupando o lugar de Xangô da Mangueira. Logo em seu primeiro desfile, no posto, a escola sagrou-se campeã.

Em 1950, a Mangueira seguiu para a UCES, onde foi novamente campeã, retornando à UGESB em 1951, até a reunificação das entidades no ano seguinte. Em 1980, obteve sua pior colocação até então, quando foi a oitava colocada.

Em 1984, ano de inauguração do Sambódromo, protagonizou um dos momentos mais marcantes da história do Carnaval Carioca. Após desfilar, a escola retornou pela Sapucaí, sendo aclamada pelo público. Naquele ano, o primeiro onde houve dois dias de desfile para as escolas de samba, a primeira divisão acabou sendo dividida em dois grupos, sendo cada um, um concurso diferente. Mangueira e Portela, duas das escolas mais tradicionais, venceram, um o desfile de domingo, e outra o de segunda-feira. Um novo concurso foi realizado no sábado seguinte ao Carnaval, entre as melhores escolas de cada dia de desfile, além das melhores do grupo de acesso também. Por fim, a Mangueira sagrou-se "supercampeã".

Após ser bicampeã em 1986/1987, e vice em 1988, a agremiação obteve algumas colocações ruins, como o 11º lugar em 1989, e o 12º lugar em 1991 e 1994. Apesar da má colocação, o samba enredo de 1994, de autoria de David Correa, Paulinho, Carlos Sena e Bira do Ponto, é considerado por parte da crítica como um dos mais empolgantes da década [36] A composição, que possuía o refrão "me leva que eu vou, sonho meu, atrás da verde e rosa só não vai quem já morreu", falava dos chamados "doces bárbaros", Gilberto Gil, Caetano Veloso, Gal Costa e Maria Bethânia.

Datam também dessa época as primeiras parcerias de sucesso da escola com grandes empresas, e do início de grandiosos projetos, como da Vila Olímpica

Em 1995, sucedendo o conhecido presidente Álvaro Caetano, o Alvinho, assumiu a presidência da escola Elmo José dos Santos, que ocuparia o posto por dois mandatos. Sob sua presidência,a Mangueira conquistaria o título duas vezes.

Em 1998, ao escolher Chico Buarque como tema de seu carnaval, a Mangueira escolheu em sua eliminatória interna um samba-enredo de uma parceria de compositores paulistanos, membros da escola de samba Morro da Casa Verde, o que gerou alguma polêmica devido à rivalidade entre cariocas e paulistas. Apesar da polêmica, a escola empatou com a Beija-Flor, voltando a conquistar um campeonato após um jejum que já durava onze anos. Logo após o carnaval, em 19 de abril de 1998, foi criada a Academia Mangueirense do Samba 

Ainda a Mangueira voltaria a vencer o Carnaval novamente em 2002 com um enredo que falava sobre o Nordeste, perdendo no ano seguinte para a Beija-Flor. Nesse ano, 2003, a Mangueira trouxe como tema a história de Moisés e da libertação do povo hebreu, narrada no Antigo Testamento,[40] trazendo um samba de autoria de Marcelo Dáguiã, Bizuca, Gilson Bernini e Clóvis Pê, que começava com o refrão "Quem plantar a paz, vai colher amor, um grito forte, de liberdade, na Estação Primeira ecoou", considerado muito bonito pela crítica. Gerou polêmica naquele ano o fato de a comissão de frente, coreografada por Carlinhos de Jesus, não obter a nota máxima, o que sempre vinha acontecendo nos anos anteriores.

Em 2006, a Mangueira escolheu sua nova diretoria, onde numa eleição disputada, Percival Pires derrotou Ivo Meirelles, sendo eleito o novo presidente da escola. Ivo, no entanto, mais adiante ficou com o cargo de presidente da bateria, cargo este que não costuma existir na maioria das escolas de samba, sendo quase uma exclusividade da verde e rosa.

Para 2007, a Mangueira mexeu com vários tabus: ao comemorar seus oitenta anos, pela primeira vez permitiu a presença de mulheres na bateria, ideia esta que partiu do próprio presidente da bateria, Ivo Meirelles, ideia esta que gerou polêmica. Além disso, Preta Gil veio como rainha de bateria da escola, quebrando uma tradição de ter rainhas somente vindas da própria comunidade, eleitas através de um concurso. Porém o fato que causou maior comoção, não só na escola, mas em todo o meio dos sambistas aquele ano, foram os problemas de saúde do intérprete Jamelão, que sofreu um acidente vascular cerebral (AVC) isquêmico e não gravou o samba-enredo da Mangueira para o CD oficial das escolas do carnaval de 2007 nem pôde desfilar com a escola. O então desconhecido cantor de apoio Luizito substituiu o Mestre Jamelão, impossibilitado de cantar, mas também sofreu problemas de saúde pouco tempo antes do desfile e quase foi vetado pelos médicos. Uma sequência de fatos negativos começaram a recair sobre a entidade a partir de então.

No dia do desfile, Beth Carvalho foi impedida de desfilar e praticamente expulsa do carro alegórico dos baluartes, sendo agredida com um chapéu pelo baluarte Raymundo de Castro.[43] O baluarte Nélson Sargento também preferiu não desfilar, já que possivelmente a roupa de sua mulher, não tinha sido entregue.[44] Estes fatos geraram um certo mal-estar no meio do samba e muitas críticas às diretorias de escolas de samba da atualidade, principalmente à da própria Mangueira.

Ainda em 2007, seu presidente foi eleito para a Academia Mangueirense do Samba, ocupando a cadeira de tia Miúda, e que foi ocupada até dezembro de 2006 pelo compositor Jurandir da Mangueira.

Em 2008, a Mangueira passou por aquela que muitos consideram a sua pior crise. Primeiramente, ainda em 2007, quando todos esperavam um enredo sobre o centenário de Cartola, a diretoria fechou um acordo de patrocínio com a Prefeitura do Recife, ao qual a escola teria como enredo o centenário do frevo. Além de polêmicas relativas à escolha da rainha de bateria, por fim surgiram denúncias de envolvimento da diretoria da entidade com o tráfico do morro. Durante a escolha do samba-enredo, em outubro de 2007, a parceria escolhida foi a de Lequinho, Jr. Fionda, Francisco do Pagode, Silvão e Aníbal, sendo "Francisco do Pagode" o nome artístico de Francisco Paulo Testas Monteiro, o Tuchinha, que passou 17 anos preso por crimes relacionados ao tráfico de drogas. Na final da eliminatória interna, seu samba, mesmo considerado favorito, derrotou outros três fortes concorrentes, como Gilson Bernini e a parceria de Pedrinho do Cavaco e Índio da Mangueira As críticas ao fato de um criminoso estar na parceria vencedora foram duramente rebatidas por Lequinho, que encabeçava o samba campeão. Para o compositor, que elogiou seu parceiro de samba, as críticas seriam resultado de um comportamento preconceituoso da sociedade

As polêmicas não pararam por aí: em dezembro, Percival Pires renunciou à presidência, após aparecer num vídeo onde confraternizava com a mulher de Fernandinho Beira-Mar, presa dias depois Em seu lugar, assumiu Eli Gonçalves da Silva, a Chininha, neta de Saturnino Gonçalves, então vice-presidente. Com muitos problemas no dia do desfile, a Estação Primeira terminou na décima colocação, sendo um dos quatro piores resultados de sua história. O ex-presidente da agremiação, Elmo José dos Santos, lamentou profundamente os acontecimentos e o resultado final.

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