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Estácio de Sá

Beija Flor Samba School flag

 A fé que emerge das águas

2019 Themed Samba

AuthorsAlexandre Naval / Álvaro Roberto / Claudio / Edson Marinho / Jorge Xavier / Luiz Sapatinho / Tinga  
Singer:  Serginho do Porto

Samba Lyricsa

Bendito seja sou o fruto do senhor
Santificado nazareno do amor
Oh! Pai, oh! Virgem Maria Abençoai seu peregrino em romaria
De joelhos no altar lhe oferto Meu poderoso eu peço
Sua graça em comunhão Procuro estar em sua companhia
Para curar minhas feridas Confortar meu coração
Do fogo reluz Ave Sagrada Meu Deus de tantas moradas
Um fiel em devoção

Senhor Senhor é divino, é encanto
O canal de amor Para unir dois oceanos
Um panamenho estacia no filho seu
A imagem e semelhança sou eu

Pai nosso da negra tez
Sagrado Rei dos Reis Obatalá
Rege o palanque em procissão
Devotos clamam em oração
Pra vitória conquistar
Amém, os tambores
Vão rufar pra louvar
E levar a minha Estácio de Sá
Sua gloria alcançar

A fé que embala a alma
Emerge das águas
Trazendo esperança
O Cristo negro salvador da cruz
Protetor da humanidade
Caminho de luz

2019 Parade




2019 Themed Samba

  • Carnival Commission: Tarcísio Zanon
  • Carnival Director: : Walmir Cerilo
  • Harmony DirectorSaint Clair Luiz João Alexandre Correa 
  • Singer: Serginho do Porto
  • Drums DirectorMestre Chuvisco
  • Drummers' Queen Jéssica Maia
  • EscortZé Roberto
  • Flag-BearerAlcione
  • Vanguard CommissionAriadne Lax
  • 2019 Parade
  • Parading Position3º escola a disfila sábado
  •  02/03/2019 / 23:30 - 23:50

  “A fé que emerge das águas

Abstract

ai Nosso que emerge das águas Santificado seja vosso nome: Nazareno Venha a nós neste momento
E abençoada seja vossa chegada Pai Nosso que emerge das águas
Resplandecente como o pássaro sagrado Em teu altar a medalha de ouro ofertamos
Para que traga a nós as correntezas do Pacífico e do Atlântico
As águas, antes bravias, contigo se acalmaram E o povo, colérico, enfim ficou curado
Pai Nosso que emerge das águas Evoca a memória de uma terra que surgiu do fogo
Cessa a nuvem de pólvora que exalou do ouro Limpa as lágrimas do rio que chora
E ergue o canal que une dois mundos Pai Nosso que emerge das águas
Perdoai as ofensas daqueles que não o entendem
Daqueles que não compreendem que sua cor é negra
Um Cristo que carrega a cruz das três raças Pai branco, Pai índio, Pai negro Pai Nosso, seja kuna ou seja banto
Na colheita ou no palenque do guerreiro Bayano Salve Obatalá Nosso Pai Se Jesus Cristo tivesse morrido na cruz dos dias de hoje Ele seria negro Porque nosso Cristo é o Cristo Negro
Nosso Cristo é o que seu povo quer que ele seja
Por isso, Pai Nosso que emerge das águas A memória de uma nação celebrai hoje E fazei com que Ismael tire seu chapéu Para uma gente que peregrina Para uma gente que peleja Uma gente que festeja Uma gente que tem fé
Ouve, meu Pai, ao chamado em Portobelo Onde os tambores de Congo se afinam Os malandros se dobram
Os mascarados dançam E as polleras bailam a melodia Pai Nosso, bendito e misericordioso
Cristo de braços abertos sobre as águas Aquele que comparte o fardo da nossa cruz diária
Ajuda-nos a mirar o passado com gratidão Encarar o presente com valentia
E construir o futuro com esperança Ó, Cristo Nazareno Negrón Nesta noite te oferecemos flores em devoção
Que seja feita, aqui e aí, a tua vontade Assim na Terra como no céu: Glória e prosperidade ao Panamá
E alegria a nosso povo da Estácio de Sá Amém.


  • 2015Champion
  • 2014                                     Champion
  • 2006Champion
  • 2005Champion

Data

  • Foundation: 27 de fevereiro de 1955
  • Colors: Vermelho e branco
  • PresidentLeziário Nascimento
  • HonoraryCoronel França
  • Samba Hall: Av. Salvador de Sá, 206-208 - Cidade Nova, Rio de Janeiro - RJ, 20211-005
  • Rehearsals:-
  • Barracks:-
  • Website: http://gresestaciodesa.com.br
  • Press:-

 Estácio de Sá's history

Em sua bandeira, a Estácio de Sá carrega o nome do fundador da cidade do Rio de Janeiro, mas sua história se confunde, sobretudo, com a formação das escolas de samba. A explicação é simples: "Vem de lá, vem de lá", da região da Praça Onze, a origem da vermelha-e-branca. É a Deixa Falar, considerada por pesquisadores como a primeira de todas. É no Estácio, pertinho da Praça Onze, reduto do samba, da batucada e do candomblé, palco de personagens clássicos do mundo do samba como Tia Ciata, Donga e Sinhô, que nasceu a Deixa Falar, em meados de agosto de 1927. Um dos seus fundadores é Ismael Silva, sambista de Niterói que se mudou ainda criança para a região do Rio Comprido na década de 20. Inicialmente, a Deixa Falar era bloco, mas logo se tornou escola de samba. A alcunha foi sugerida pelo próprio Ismael Silva, em analogia a uma escola normal que funcionava no bairro. Para ele, a Deixa Falar funcionava como um celeiro de "professores do samba".bandeira historia

Como escola, a Deixa Falar desfilou pouco - apenas nos carnavais de 1929, 1930 e 1931. Nem chegou a participar do primeiro desfile oficial, organizado pelo jornal "Mundo Sportivo", em 1932. No entanto, foi referência para o surgimento de outras agremiações no Rio de Janeiro, inclusive no próprio morro de São Carlos, base da atual Estácio de Sá. Lá, foram fundadas outras escolas que faziam sua folia na disputa pelo título, como "Cada Ano Sae Melhor", "Vê se pode" (posteriormente "Recreio de São Carlos") e o "Paraíso das Morenas". Os laços, quase consangüíneos, falaram mais forte e, em 1955, essas escolas se uniram para formar a Unidos de São Carlos. Desde então, o efeito ioiô, aquele sobe-e-desce de grupos, pontuou a história da São Carlos, mas nem por isso deixou de fazer bonito no desfile principal. Dois exemplos são notórios e foram reeditados recentemente: "A festa do Círio de Nazaré", em 1975, e "Arte Negra na Legendária Bahia", de 1976, que revelou o talento do compositor e intérprete Dominguinhos do Estácio.

Em 1983, mais uma mudança: a Unidos de São Carlos vira Estácio de Sá. Suas cores, antes azul-e-branca, voltam a referenciar a herança direta da Deixa Falar, e o "pavilhão do amor" balança novamente vermelho e branco. A troca no nome era para adequar a escola à sua comunidade, que já contava, na época, com integrantes e simpatizantes que iam além das fronteiras do Morro de São Carlos.

historia1Em sua nova fase, a Estácio, já no desfile principal, tomou características de uma escola leve, descontraída e irreverente, mas nunca emplacando uma posição de grande destaque - no máximo, o quarto lugar com a primeira versão de "O tititi do sapoti". Mas, em 1992, veio a surpresa que ninguém esperava. Quando todos davam como certo o título para a bicampeã Mocidade, o Leão corre por fora e abocanha o título, com o enredo "Paulicéia Desvairada, 70 anos de Modernismo no Brasil". Este é o único campeonato da Estácio de Sá no Grupo Especial, que, em 1997, sofreu um baque e retornou ao Grupo de Acesso A, onde permaneceu por nove anos. Chegou a ir para a terceira divisão do samba, o Grupo de Acesso B, em 2005. Sua retomada ascendente, campeã dos Grupos de Acesso em 2005 e 2006 culminou em seu retorno à elite do samba. No Carnaval 2007 a escola reeditou no Grupo Especial o inesquecível enredo "Tititi do Sapoti". Após um desfile que sacudiu a Marquês de Sapucaí, a Estácio de Sá retornou ao Grupo de Acesso, onde está há quatro anos em busca de uma vaga no Grupo Especial das Escolas de Samba do Rio de Janeiro.

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