São Clemente - Rio Samba School Song Português

Sao Clemente Samba School Flag

Listen here to the samba song of the Rio Samba School Sao Clemente. Just click on the music player on the side.

 

São Clemente Samba School

DETAILS

Established in: 25/10/1961

Flag Colours: Yellow, Black and Gold

President: Renato Almeita Gomes

Address: Av. Presidente Vargas, 3.102 -Centro, Rio de Janeiro - RJ
Phone: (21) 2671-3585

Cultural Centre address:
Rua Moncorvo Filho, 56 -
Phone: (21) 4101-4866

Reharsals: On Fridays, from 22h

Head Quarter: Samba City (Quarter nº 09) - Rua Rivadávia Correa, nº 60 - Gamboa
CEP: 20.220-290
Phone: (21) 2553-3776

Web site: www.saoclemente.com.br


São Clemente 2016

2016 parading time

Parading Theme:
"Mais de mil palhaços no salão"

Carnival Designer (Carnavalesco):
Fábio Ricardo

Carnival Manager: Ricardo Gomes

Harmony Managers: Marquinhos e Fábio Harmonia

Vocalist: Igor Sorriso

Drummer`s Regents: Gilberto Almeida e Caliquinho

Drummer`s Queen: Bruna Almeida

Flag Carring Couple:
Fabrício Pires & Denadir

Vanguard Group:
Cláudia Mota


Sao Clemente's main characteristic is its irreverence combined with samba themes that allude to the Brazilians quality of life. In 1984 for example, the samba school brought to the Sambodromo the theme "Don´t run, don´t kill, don´t die: the devil is free in the streets" - referring to the chaos and violence of Rio's streets. In the following year, the school presented the samba "Let's abide in a house!", an entertaining satire about Brazil's serious housing shortage.

In 1987, the school broke new grounds, having among its vanguard commission real-life street children, with its year's theme: "Tarmac Skippers", which talked about Rio's street children.

Sao Clemente samba song

São Clemente

Theme: "Mais de mil palhaços no salão"

Composers: Leozinho Nunes, W.Machado, Hugo Bruno, Diego Estrela, Ronni Costae Victor Alves

Vocalist: Igor da Silva Moreira (Igor Sorriso)

Samba Enredo

Chega mais

Mas vem sem medo, hoje é Carnaval

Artista brasileiro genial

E nem Matinta Perera hoje, vai lhe calar

Vem bicho brabo e onça sambar

Clementiano é fiel não abandona

Vem pra folia Fernando Pamplona

De Rio Branco à Rio Branco aprendeu

Se encantou com esta festa popular

E quando foi julgador o desfile atrasou

Seu coração salgueirou

 

Zambi é Zumbi, Chica da Silva mandouôôôô

Exaltando o negro pro mundo inteiro cantar

Pega no ganzê, pega no ganzá

 

Idealista, grande vencedor

Fez o desfile ganhar outra dimensão

Choveram críticas, meu professor

Junto aos confetes e alegria do povão

Hoje, sua herança desfila aqui

Lindo girassol começa a se abrir

É o mestre

Que segue o astro rei lá no infinito

O céu ficou ainda mais bonito

Todos querem aplaudir

 

Vem que a festa é da gente

Meu orgulho São Clemente

Ao gênio maior da Avenida

Canta Zona Sul, feliz da vida



2016 Parading Theme

"Mais de mil palhaços no salão"

Sinopse

Tanto riso, oh, quanta alegria
Mais de mil palhaços no salão.... 
Não me leve a mal, 
Hoje é carnaval! 
Zé Keti

Na época medieval, os Mistérios e as Paixões (representações religiosas realizadas no interior da igrejas) podem ser vistos como a materialização da relação do homem com o riso. Se por um lado havia o sagrado inabalável, por outro tinha-se a leveza da vida comum – e as formas de expressão dessa alegria localizavam-se no polo oposto ao sagrado. A alegria representava, assim, na vida do povo, o terreno e o material, o grotesco, que era uma das formas de expressão dessa alegria, associada ao vulgar e à vida secular.

Uma figura que encarnava por excelência os motivos do grotesco popular medieval era o Diabo, por ser diametralmente oposto à Divindade. No carnaval, o diabo é festivo - representando a glutonaria e a licenciosidade – o que fica expresso em sua representação – metade homem, metade animal – e em sua presença constante como figura burlesca. Foram tantas as diabruras, que faziam a plateia rir muito, que as representações medievais foram transferidas para o exterior das igrejas, tal a irreverência provocada por este senhor diabo.

Ainda durante a Idade Média, onde houvesse um poderoso, conde, barão, príncipe... haveria pelo menos um bobo da corte para divertir o senhor e seus convidados. Na cabeça, o bobo usava um chapéu com pontas e guizos, a roupa era colorida – geralmente verde e amarela. O verde representava a cor dos chapéus dos devedores e dos condenados a trabalhos forçados; o amarelo, a cor da traição e dos lacaios.

Quando  os Milagres e Mistérios saíram do interior das igrejas, os artistas que circulavam solitários pelas cortes e castelos passaram a se encontrar nas feiras em torno dos feudos, e foram criadas verdadeiras companhias de saltimbancos. Apresentavam espetáculos em que misturavam representação teatral, acrobacias, dança na corda e etc.

As feiras viram ponto de encontro de artistas de todas as artes e habilidades – dançarinos de corda, volantins, malabaristas, jograis, trovadores, adestradores de animais, pelotiqueiros, músicos, domadores de ursos, dançarinos, prestidigitadores, bonequeiros e acrobatas.       

Os espetáculos dos Mistérios e Moralidades incorporaram mais um personagem cômico: o rústico. Até mais ou menos 1500, a comicidade desse tipo de espetáculo estava a cargo do Diabo e do Vice. O Vice era um camponês velhaco, canalha, fanfarrão, covarde e representava todas as fraquezas humanas. Por algum motivo, ele acabava se deparando com o Diabo, sempre acompanhado por um séquito de pequenos demônios e metido em situações cômicas, que o transformavam em figura ridícula. Aparece então a palavra clown, para designar o rústico. E ele passou a ser um tipo com características bem definidas. Continuava um grosseirão, meio caipira, mas ganhou esperteza, sua linguagem evoluiu, adorava palavras difíceis.

Em 1768, o sargento inglês Philip Astley construiu um anfiteatro ao ar livre, onde pela manhã dava aulas de equitação e apresentava espetáculos equestres. Foi ele quem teve a ideia que iria revolucionar o mundo dos espetáculos – num picadeiro  de 13 mts de diâmetro,  mesclou exercícios equestres com proezas dos artistas de feira. 

O espetáculo, baseado na disciplina militar e na valorização da destreza e do perigo,  deixava a platéia muito tensa, era preciso que o espectador tivesse momentos de relaxamento. É aí que surge o palhaço do circo. O clown, o campônio de quem os artistas intinerantes sempre gostaram de caçoar, veio a ser o protótipo do bufão do circo.

Esse novo tipo de espetáculo logo se espalhou pela Europa e pelas Américas. Os primeiros palhaços: os pioneiros do circo moderno foram a princípio o palhaço a cavalo e o palhaço de cena.     

A cara branca tradicional, feita com farinha, ou a preta, com carvão, surgiu primeiro na França, com o trio cômico que fazia cenas em que representavam padeiros, que terminavam sempre com a cara enfarinhada, jogando farinha uns nos outros. 

Na França, o clown equestre era chamado de paillasse – inspirado no Pagliaccio da Comedia dell’arte. Os palhaços se dividem em dois tipos – o branco e o augusto. O branco é mais elegante, de roupas bordadas; o augusto representa quase sempre um vagabundo, com roupas enormes, inclusive os sapatos, nariz vermelho e boca acentuadamente grande.

O palhaço brasileiro foi criado nas festas do Brasil colônia. Eis a descrição de uma dessas festas – “No domingo – palhaçadas! Saíram duas companhias de gente mascarada e vestidas ao gracioso burlesco”. Todos se divertiam como palhaços, brincando pelas ruas da cidade.

Não podemos esquecer os ciganos que, na Vila Rica de Ouro Preto, realizavam comédias, bailes, máscaras e etc..

No Rio de Janeiro do século XIX, existiam casas de espetáculos com atividades dedicadas quase que exclusivamente aos shows circenses.

As festas populares também tinham seus palhaços – como a folia de reis, pastoris, bois-bumbás e sobretudo a do Festa do Divino.

E assim, pouco a pouco, começava a ser desenhado o jeito brasileiro de brincar.

Os palhaços cantavam a chula, cantigas entre as mais conhecidas, de versos cantados até hoje: 

O raia o sol, suspende a lua,

Olha o palhaço no meio da rua 

E o palhaço, o que é?

É ladrão de mulher! 

A diferença do palhaço europeu do brasileiro é que o nosso não só dialogava mas também cantava! E cantavam eles muito bem... José Ramos Tinhorão, em seu livro, observa que os primeiros cantores a gravarem discos no Brasil foram os palhaços de circo. Bahiano teve a honra de ser o intérprete do primeiro samba gravado no Brasil : Pelo telefone, de Donga.

O Brasil teve grandes palhaços, que não podemos deixar de mencionar e a quem devemos apresentar nossos cumprimentos – Polydoro , cujo nome era inspirado no General Polydoro Quintanilha Jordão;  Alcebiades Pereira – que era também exímio acrobata; Benjamim de Oliveira – o primeiro palhaço negro – exibia-se no circo Spinelli - era negro mas pintava a cara de branco, como faziam os palhaços. Se Bahiano gravou o primeiro samba, Benjamim participou do primeiro filme – baseado no Guarani de José de Alencar – ele foi o Peri.

Rio Carnival 2016
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Samba Songs

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