Portela - Rio Samba School Song Português

Portela Samba School Flag

Listen here to the samba song of the Rio Samba School Portela. Just click on the music player on the side.


Portela Samba School

DETAILS

Established in:11/04/1923

Flag Colours: Blue and White

President: Nilo Mendes Figueiredo

Address: Rua Clara Nunes, 81 - Madureira - Rio de Janeiro - RJ
CEP 21351-110
Phone: (21) 2489-6440

Reharsals: On Wednesdays, from 20h; and Fridays, from 21h

Head Quarter: Samba City (Quarter nº 03) - Rua Rivadávia Correa, nº 60 - Gamboa
CEP: 20.220-290
Phone: (21) 2233-4812

Web site: www.gresportela.com.br

Press:
Enildo do Rosário (Viola)
violaassessordeimprensa@gmail.com
Phones:
(21) 7842-7972 / (21) 9924-3599


Portela 2015

2015 parading time

Parading Theme:
"Madureira...o meu coração se deixou levar"

Carnival Designer (Carnavalesco):
Paulo Menezes

Carnival Manager: Alex Fab e Júnior Escafura

Harmony Manager: Marcelo Jacob

Vocalist: Gilsinho

Drummer`s Regent: Nilo Sérgio

Drummer`s Queen: Patrícia Nery

Flag Carring Couple:
Robson & Ana Paula

Vanguard Group:
Márcio Moura


Portela Samba School Song

Portela is one of the oldest schools despite several name changes in the past. Only its symbol, the eagle, remains unchanged. It is considered to be the oldest Rio samba group, however not the oldest school.

Samba school Portela used to be one of the very best schools for a long time running, winning 21 times, an all-time record. However it had somewhat lost its excellence since the 1980s for a long period. It had only managed to remain in the First League (Special Group) for years mainly because of its history and fame. However, it has recovered its original glory in the last few years again.

Just click here and listen

Portela

Theme: "Madureira...o meu coração se deixou levar"

Composers: Wanderley Monteiro, Luiz Carlos Máximo, Toninho Nascimento e André do Posto 7

Vocalist: Gilsinho

Samba Lyrics

E lá vou eu cantando com a minha viola
O amor tem seus mistérios
Por onde me deixo levar
laiá
Nossa história começa por lá
No engenho da fazenda
Dos cantos de "canaviá"

Bate o sino da capela
Oi... Que é dia de santo sinhá
Tem mironga de jongueiro
O tambor me chamou pra dançar

Tempo rodou na roda do trem e veio
A inspiração do partideiro
Que versou no Mercadão
Foi nesse chão
Que a estrela brilhou no tablado
O "Madura" pisou no gramado
O malandro charmoso dançou
No pagode com outro gingado
Quando o bloco chegou
Agitou o suingue do black
E a nega baiana girou

Cai na folia, sem grilo, meu bem vem na fé
Na ilusão da fantasia
Vai como pode quem quer

Surgiu a Serrinha imperial
Em outros caminhos para o mesmo ritual
Portela, meu orgulho suburbano
Traz os poetas soberanos nesse trem para cantar
Que Madureira é muito mais do que um lugar
É a capital de um sonho que me faz sambar

Abre a roda, chegou Madureira
A poeira já vai levantar
O batuque ginga Iôiô
Ginga Iáiá

(Letra original dos compositores, divulgada à Imprensa em 11/10/2015)


2015 Parading Theme

"Madureira...o meu coração se deixou levar"

Sinopse

Rio de Janeiro, 1970.

Avenida Presidente Vargas.

“Nesta Avenida colorida a Portela faz seu carnaval...”

Com o rosto molhado de suor e lágrimas, vejo a minha Escola conquistar a plateia com mais um desfile. Agora com um sabor especial, se aquecendo... “senti meu coração apressado, todo o meu corpo tomado, minha alegria voltar...”

E então pensei:

“Meu coração tem mania de amor...” E que amor é esse que me conquista a cada dia? Que amor é esse que move toda essa gente? De onde vem isso tudo e como essa história começou?

E é isso que vou descobrir.

E assim, com a alma aquecida de emoções, lá fui eu para Madureira, de trem, cantando samba, assim como Paulo Benjamin fazia décadas atrás.

“Eu canto samba
Porque só assim eu me sinto contente
Eu vou ao samba
Porque longe dele eu não posso viver...”

Quero trilhar os caminhos desse povo, como um “peregrino”, descobrir sua gente, sua cultura, sua fé, o seu canto e o seu samba.

Descobrir sua história.

Pisar onde outrora pisaram tropeiros, escravos, boiadeiros, mercadores e imperadores, caminhos de trabalho e suor, onde antes só se viam fazendas, engenhos e fé, afinal toda essa história começa pela fé.

E o povo dança, o povo canta; dança o branco, dança o negro.

“Pisei na pedra
A pedra balanceou
Levanta meu povo
Cativeiro se acabou”

Negros fugidos, negros forros. Festa, jejum e esmola. Samba, dança, música e religião. Enfrentar a dor através da arte.

Casas de umbanda e casas de candomblé, liderança e mistério, atraindo a atenção para a “roça”.

Caminhos de terra, caminhos de ferro.

E o povo vai chegando, de tudo quanto é direção. Imigrantes de dentro e de fora. Os caminhos viram estradas.

Estradas de terra, estradas de ferro.

Chega o progresso e com ele os ambulantes, que depois viram mercadinhos, os mercadinhos viram mercados e os mercados viram mercadões.

E eu... vou seguindo meu caminho.

Vou ouvindo batuques, ritmos e sons. Sons sincronizados, parecendo sapateado. Mas são apenas sons de pés, que dançam, chutam e pulam. Pés que vão construindo outros caminhos. Não importa se num tablado, no asfalto ou na grama, o importante é a ginga, que por vezes me lembra a de um malandro. Como tantos que esta história construiu. Ou como tantos que aqui chegaram para construir outras histórias. Malandros loiros, brancos, mulatos, sararás, crioulos. Assim como as músicas, loiras, brancas, mulatas, sararás e crioulas, ou como se diz agora: black.

“No carnaval, esperança
Que gente longe viva na lembrança
Que gente triste possa entrar na dança
Que gente grande saiba ser criança”

E o batuque continua.

Marchinhas, mascarados, coretos, baianas, blocos de sujo, carnaval...

São os caminhos da folia! Caminhos da fantasia, onde cada um é o que deseja ser, onde mulher pode virar homem e homem, virar mulher. E é através da fantasia, do sonho, que nascem duas das maiores Escolas de Samba da história.

E que orgulho hoje ver Portela e Império, juntas, a cantar que esse nosso lugar “que é eterno no meu coração. E aos poetas traz inspiração pra cantar e escrever”.

Madureira é assim. Amor, atividade intensa, vivida com orgulho suburbano, lugar de morada da altiva nobreza popular, pois aqui reside a Majestade do Samba.

“Não posso definir
Aquele azul
Não era do céu
Nem era do mar...”

Tantos são os caminhos, e por eles vou atrás de suas histórias, me sentindo cada vez mais parte integrante dela, deste lugar e destes caminhos, que hoje se encontram mais uma vez, afinal...

Sou Paulo, sou Paulinho, da Viola e da Portela.

E tenho muito orgulho em contar esta história para vocês, afinal... “o meu coração se deixou levar.”

E, agora, o mesmo trem que me trouxe, me leva de volta, e continuo batucando, não mais como Paulo Benjamin fazia, mas como todos os Portelenses continuam fazendo ainda hoje, preservando a sua memória e o seu lugar, que eternamente será conhecido como a “Capital do Samba”.

“Madureiraaa, lá lá laiá.”

Paulinho da Viola,
pelas mãos de Paulo Menezes (e mais uma vez os caminhos se cruzam).

Este enredo é dedicado aos noventa anos da Portela e a todos os portelenses que, infelizmente, não estão mais entre nós, mas que continuam abençoando a Portela lá de cima, do Olimpo dos sambistas.

Enredo e pesquisa: Paulo Menezes e Carlos Monte

Rio Carnival 2015
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You will be able to listen to the 2015 samba songs on your own Rio Carnival Page as soon as they are released.

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