Mocidade - Rio Samba School Song Português

Mocidade Samba School flag

Listen here to the samba song of the Rio Samba School Mocidade.
Just click on the music player on the side.


Mocidade Samba School

DETAILS

Established in: 10/11/1955

Flag Colours: Green and White

President: Wandyr Trindade

Address: Av. Brasil, 31.146, Padre Miguel

Reharsals: On Saturdays, from 22h

Head Quarter: Samba City (Quarter nº 10)

Press: Rodrigo Coutinho


Mocidade 2017

2017 parading time

Parading Theme: "As Mil e Uma Noites de uma ‘Mocidade’
prá lá de Marrakesh"

Carnival Designer (Carnavalescos):
Alexandre Louzada e Edson Pereira


Carnival Manager: Ricardo Simpatia

Harmony Managers: Gerson e Jansen

Vocalist: Luizinho Andanças

Drummer`s Regents: Bereco e Dudu

Drummer`s Queen: Andréa de Andrade

Flag Carring Couple:
Feliciano Júnior & Squel

Vanguard Group:
Jaime Arôxa


Mocidade Samba School Song

Mocidade is one of the oldest samba schools in Rio de Janeiro, having a long history of over 50 years.

Mocidade Samba School Rio Carnival

Samba School Mocidade is well-known for its futuristic creations such as having had the one and only flying parader on the Avenue.

Similar to some other old schools, like Estácio, Portela and Imperio Serrano, it remains mainly in the First League (Special Group) due to its long history. Once it was really famous for its percussionists. However it does not capitalize on its old traditions as successfully as Mangueira does and usually does not even score among the first 6 to be able to parade again on Champions' Saturday.

 

Mocidade

Theme: "As Mil e Uma Noites de uma Mocidade pra lá de Marrakesh"

Composers: Altay Veloso, Paulo César Feital, Zé Glória, J. Giovanni, Dadinho, Zé Paulo Sierra, Gustavo, Fábio Borges, André Baiacu e Thiago Meiners

Vocalists: Bruno Ribas

Samba Enredo

 

FUI NO DESERTO RONCAR MEU TAMBOR
PRA ALAH CONHECER MEU XANGÔ
DE REPENTE A MIRAGEM APARECE
NA PRAÇA, UM SENHOR, CONTANDO HISTÓRIAS DE AMOR
EU FUI PRA LÁ DE MARRAKESH
MINHA ZONA OESTE COMOVIDA DE PAIXÃO
ÉS MINHA “EL JADIDA”, MEU TEATRO DE ILUSÃO
TANTO ASSIM QUE O MEU OLHAR
VÊ NO MAR DE GIBRALTAR, SEREIAS
DAMA DAS AREIAS DE IEMANJÁ
TEU DESERTO, MEUS SERTÕES
BEDUÍNOS, LAMPIÕES… “VADEIA”
MISTURA ALAÚDE COM GANZÁ

ABRE-TE SÉSAMO QUE O SAMBA ORDENOU
MIL E UMA NOITES DE AMOR
PÕE ALLADIN NO AGOGÔ, TANTAN NA MÃO DE SIMBAD
MEU OUVIDO É DE MERCADOR

ABRE-TE SÉSAMO QUE O SAMBA ORDENOU
MIL E UMA NOITES DE AMOR
É O SAARA DE LÁ COM O SAARA DE CÁ
MINHA MOCIDADE CHEGOU…

CHEGOU… CHEGOU… DE PADRE MIGUEL, A CANDEIA
A CARAVANA DE ALÉM-MAR RETORNA A NOSSA ALDEIA
ÓH MEU BRASIL, ABRACE A HUMANIDADE
ÉS A PÁTRIA MÃE GENTIL DA AMIZADE

BRILHA O CRUZEIRO DO SUL DO ORIENTE DE ALAH
CÉU DE SHERAZADE
VEM PRA MARROCOS, MEU BEM
VEM MINHA VILA VINTÉM
SONHA MOCIDADE


2017 Parading Theme

"As Mil e Uma Noites de uma ‘Mocidade’
prá lá de Marrakesh"

Sinopse

Todo conto é um canto de sobrevivência, de resistência, uma história de amor. Um conto pode durar uma hora, um dia ou mil e uma noites. Os fios que tecem uma narrativa encantam ao recontar histórias do coração, de reconciliação - lições que levam da vida. Todo mundo tem uma história para contar, essa é a nossa história.

E todos nós aqui, na solidão desértica da nossa amada Zona Oeste, a olhar as estrelas do céu, tão ávidos e sedentos por ver novamente, no firmamento, a nossa mais querida estrela reluzir, brilhante dentre todas as outras do universo.

O calor que banha de suor o nosso corpo e que aquece nossa região, volta e meia, nos traz à mente imagens que hora nos confundem e, em outros momentos, nos fazem delirar numa overdose de desejos. Loucuras de paixão se misturam com lembranças de bons ventos que um dia sopraram e refrescaram a nossa memória, como em um Saara imaginário que varre, ventando sem fim, tal qual uma oração, o refrão de um samba que me inspira assim..

“Nos meus devaneios,
Quero viajar...
Sou a Mocidade,
Sou Independente,
Vou a qualquer lugar...”

Em devaneios, a caravana parte.
Nela, toda a Mocidade, inebriada de fascínio na imaginação que flui, assim como a brisa que alisa o deserto, na noite que faz sonhar, busca no escuro céu uma guia - sua identidade estelar. Esse vento, que varre as dunas, vem então semear as histórias encantadas que, um dia, foram sopradas no tempo. Desprendidas das areias de tantas terras, se espalharam pelo mundo, se misturando por cá; viajaram aos quatro cantos, num vira e mexe, aqui e acolá, perto e longe, pra lá de Marrakesh, por todo o povo de Alah, como se fosse, a Arábia, um só lugar.

Em um passe de mágica, o dia se faz raiar. Ao refletir sua luz no deserto inclemente, o Sol teima em queimar a nossa cara que, porém, em um facho sorridente, deixa a caravana passar e seguir em frente, pois, para a Mocidade, não existe mais quente.

Seguindo a miragem que nos estampa o olhar, eis que surge um reino mágico - exótico e singular - que nos abre suas portas e nos convida a entrar. O que a princípio espanta os olhos sonhadores que o vislumbram, logo os encantam e os deslumbram quando se estende no horizonte o país, tal qual um tapete mágico para a Mocidade desfilar.

Yalla... Assim se descortina uma grande praça, o teatro de ilusões, o circo do povo, onde os halakis - contadores de histórias e herdeiros de Sherazade, ainda nos encantam, aumentando pontos de conhecidos contos que nos hipnotizam como serpentes ao som das flautas de seus encantadores. Os contos roubados se tornam possíveis diante do caleidoscópio que se forma por sua cultura plural e misteriosa, impregnada de tradições e heranças do passado, de povos que por ali pisaram, deixando marcas no seu viver.

Entre palácios, medinas e labirintos de mascates, a herança fenícia da arte de negociar se encontra nos saberes e sabores dos temperos coloridos que exalam, de suas tajines e do refrescante chá de hortelã, aromas de tantas influências de outros reinos que se fundem por cá, que reluzem nos adornos e nas lanternas, nas taças e nas bandejas que imitam o ouro, e nas joias que enfeitam os véus de suas mulheres, cobertas de respeito e mistérios. Tudo isso se entrelaça a uma trama que tece belos tapetes: linhas que refazem caminhos, histórias sem fim, como se, no esfregar da lâmpada dos desejos, a nossa genialidade nos fizesse voar pela mágica de Aladim.

A cada portal das cidades que transpomos é como se fôssemos guardiões da palavra-chave, um abre-te sésamo, abra-te mente, abra-te Marrocos em seu mundo de possibilidades, revelando a riqueza cultural do seu povo, o seu mais valioso tesouro. Tesouro este, feito, não somente de ricos adornos, mas também de preciosos segredos de sua gente, receitas de bem viver e de valores que muitas vezes desprezamos; lições para se aprender: no meio do deserto, um pote de água, mais do que um de ouro, pode valer.

Devemos ser firmes como o camelo e guardar forças para seguir em frente ao atravessar os Saaras da vida. Entender o sol, o mesmo que arde e queima, e ser a fonte de energia que acende o progresso, ser o vento que sopra a tempestade e a força que move o futuro. De suas areias, aparentemente estéreis, faz brotar riquezas das entranhas da terra que enriquecem este reino encantado que desperta em nós a esperteza de Ali Babá ao preservar um tesouro em suas profundezas.

Segue a caravana, em sua mágica aventura, a conduzir nossos sonhos onde o azul do límpido céu, na imensa tenda de seus berberes, encontra com o plácido anil do Atlântico, cada vaga devolve conchas à praia, um colar de contos de areia e mar. Cantos que nos seduzem, encantos de sereias como as tantas aventuras de Simbad ou de outros tantos marujos que ousaram velejar.

E nesse vai e vem, ondas de histórias, segredos guardados no mar, de mil e uma ilhas, terras e mitos que ouvimos contar. Mitos de batalhas e glórias, de perdas inglórias, de cheganças e partidas, como fora El Jadida, um dia Mazagão perdida, pela qual lutou o jovem Rei Sebastião, com espada e sangue sobre as areias e as pedras do cais, que se cobrira de mistério ao desaparecer, nas brumas do infinito oceano, para não ser visto jamais.

Entre tantos contos e encantos, tantas histórias ouvidas nessa odisseia onírica que nos leva em labirintos fantásticos, nos mostra agora os jardins do saber, Rhiads do conhecimento um dia semeado pelas mãos de uma mulher que, por trás das muralhas, estão protegidos pela fé e bênção de Alah. Residem até hoje ensinamentos, descobertas e invenções para a humanidade nas escrituras milenares, dos estudos da Terra aos mistérios dos astros; dos cálculos da matemática à alquimia; sortilégios, segredos escondidos no templo da sabedoria; magos da cura e da cirurgia; palavras que voam dos livros ao mundo e que soam familiares aos nossos ouvidos.

E assim, como as areias da ampulheta que nos alertam sobre o tempo, é chegada a hora do devaneio se dissipar desse sonho e, enfim, despertar em nossa bagagem, na mente, histórias para se lembrar... Tantas imagens, tantas miragens e tantos outros pontos aos contos acrescentar. O exótico se faz agora um velho conhecido - afinidades e semelhanças se abraçam, diversidades e diferenças se respeitam sob a linguagem universal da música na apoteose dessa aventura como um oásis de felicidade.

Viajar é muito mais que encontrar um destino, viajar realmente é reencontrar novos mundos. Fizemos do Saara uma passarela, e no reino do Marrocos, o nosso conto transformou minutos em mil e uma noites de alegria e prosperidade, ao vestirmos a fantasia, tecemos um tapete mágico onde desfilaram os sonhos da Mocidade. Se a nossa música também veio da África, nossas bandeiras, estrelas gêmeas brilharam juntas no coração de nossa gente.

E o calor?

Ah! Esse eu posso garantir que é humano e que, ao som do batuque do samba, não existe mais quente. Se você quiser, é só se unir com a gente que vamos mostrar um reino diferente, bem pra lá de Marrakesh, um lugar com um povo encantado que igual não se tem, que vale mais que um pote de ouro, é o nosso tesouro - nossa gente da Vila Vintém.

Esse papo já tá qualquer coisa... Inshalah!

Alexandre Louzada e Edson Pereira
Carnavalescos

Mocidade`s history

Em 1955, o time de futebol Independente Futebol Clube transformara-se em bloco, participando de um concurso de blocos em Padre Miguel, promovido pelo falecido político Waldemar Vianna de Carvalho. Como houve um empate entre a Mocidade Independente e o Unidos de Padre Miguel, Waldemar resolveu as coisas de modo diplomático, considerando a Mocidade uma escola de samba e dando-lhe o primeiro lugar na categoria, premiando assim o Unidos de Padre Miguel como melhor bloco.
Em 1956, apresentou o enredo "Castro Alves", novamente num desfile local. Em 1957, na praça onze, participou pela primeira vez do desfile oficial no Rio de Janeiro, com o enredo "O Baile das Rosas" conquistando o 5° lugar no grupo de acesso. Em 1958 foi campeã do grupo de acesso com o enredo "Apoteose ao Samba", mas o que realmente marcou esse carnaval foi que nele foi realizado, pela primeira vez sob o comando de Mestre André, a célebre "paradinha da bateria" em frente à comissão julgadora. O povo então foi ao delírio, mais tarde, a acompanhar a tal "bossa" com o grito de "Olé". Durante este período, a Mocidade era conhecida como "uma bateria que carregava a escola nas costas", pois a bateria era mais conhecida do que a própria escola, só alguns anos depois teve condições de competir com as grandes da época (Portela, Mangueira, Salgueiro, e Império Serrano). A partir da "paradinha" feita por Mestre André, a "paradinha" foi aderida anos depois pelas outras escolas de samba, e hoje em dia todas as baterias das escolas de samba do Rio de Janeiro e do Brasil a fazem.
No ano de 1974, com o carnavalesco Arlindo Rodrigues, apresentou o enredo "A festa do Divino", tirando um 5° lugar. Mas neste ano ela poderia ter ganhado o campeonato, se não tirasse uma nota 4 em fantasia - o que foi considerado um escândalo, na época, visto que Arlindo era conhecido e consagrado pelo bom gosto e requinte nas fantasias. A campeã Salgueiro teve apenas 4 pontos a mais que a Mocidade, ou seja, um simples 8 em fantasias daria o título à Padre Miguel, visto que no quesito de desempate, bateria, o Salgueiro tinha 9 e a Mocidade 10.
Desde então, a escola deixava de ser conhecida apenas por sua bateria, para impor-se como grande escola de samba. Em 1975, a Mocidade vence pela primeira vez as "quatro grandes", num desfile realizado em outubro durante o congresso da ASTA - American Society of Travel Agents, no Rio de Janeiro, em que as escolas do grupo principal realizaram um desfile competitivo, a Mocidade foi campeã.
Em 1976, por ironia, a Mocidade empatou em segundo lugar, com a Mangueira, e perdeu o desempate por ter um ponto a menos na nota da tão famosa bateria nota 10. Em 1979, ainda com Arlindo Rodrigues, a Mocidade conquista o seu primeiro campeonato com "O Descobrimento do Brasil".
No ano seguinte, assumiu o carnaval Fernando Pinto, produzindo desfiles excepcionais na Mocidade e projetando-se como um dos mais criativos e inventivos carnavalescos já conhecidos.
No primeiro ano de Fernando Pinto na Mocidade, em 1980, a escola conquistou um segundo lugar com o enredo "Tropicália Maravilha". Em 1983, a Mocidade recebe o Estandarte de Ouro de melhor comunicação com o público com o enredo "Como era verde o meu Xingu". Fernando permaneceu na escola até 1988 e fez grandes carnavais na Mocidade na década de 1980: além de "Tupinicópolis", deu à escola o título de 1985, com "Ziriguidum 2001". Nesse carnaval, a Mocidade entraria na Avenida com um enredo futurista, projetando o carnaval do próximo século.
Era Renato Lage e morte de Castor de Andrade
Na década de 90, a Mocidade passaria ao comando de Renato Lage, que consagrou a escola em três anos: em 1990, contando sua própria história ("Vira Virou, a Mocidade Chegou"); em 1991, falando sobre a água ("Chuê, Chuá… As Águas Vão Rolar"); e em 1996, com um enredo sobre a relação entre o homem e Deus ("Criador e Criatura").
Em 1997, após ser vice-campeã com o enredo "De corpo e alma na avenida", a Mocidade perdeu seu patrono, Castor de Andrade. Dois anos depois, a escola fez um desfile primoroso, com uma homenagem à Villa-Lobos, com o enredo "Villa-Lobos e a Apoteose Brasileira". O público vibrou com o desfile. Porém, neste ano, uma decepção aconteceu: a Mocidade, que sempre se concentrou ao lado dos Correios, precisou se concentrar em frente ao edifício conhecido como "Balança Mas Não Cai", perto do qual há um viaduto que frequentemente atrapalha as alegorias das escolas que ali se concentram. No caso da Mocidade, a escola demorou demais a por os destaques nos grandes carros alegóricos e abriu um enorme buraco entre os setores 1 e 3, logo no começo da passarela. Apesar da grande falha, certamente foi a campeã para muita gente que viu e se emocionou com aquele belíssimo desfile.
Em 2000, a Mocidade veio literalmente vestida com as cores do Brasil, apresentando o enredo "Verde, Amarelo, Azul-Anil Colorem o Brasil no Ano 2000". O belíssimo e imponente carro abre-alas, uma imensa nave espacial dos índios do futuro, deu uma amostra do que seria a escola. A Mocidade passou muito bem, mas o samba-enredo arrastado impediu que a escola decolasse e atingisse colocações melhores. Mesmo assim, ficou em um honroso quarto lugar, credenciando-se ao Desfile das Campeãs.
Em 2001, a Mocidade contrata David do Pandeiro, que estava na Tijuca, para substituir o intérprete do ano anterior, Paulo Henrique. Com o enredo sobre a paz e a harmonia, trouxe a bateria vestida de Gandhi e conquistou o Estandarte de Ouro de Melhor Bateria. Mesmo assim, acabou em 7° lugar, ficando fora das campeãs
Em 2002, a escola recontrata o intérprete Wander Pires. A escola levou o enredo "O Grande Circo Místico", fazendo um desfile que agradou o público. Com problemas nos quesitos harmonia musical e conjunto, terminou em quarto lugar. Após o carnaval de 2002, Renato Lage deixou a escola.
Depois da era Renato Lage
Em 2003 e 2004, assumiu o carnavalesco Chico Spinoza, que levou para a avenida enredos de cunho social, como doação de órgãos e educação no trânsito, a escola ficou com o 5° e 8° lugar. Em 2005, com a mudança da diretoria, a Mocidade contrata um carnavalesco de característica clássica, Paulo Menezes. Seu carnaval fez lembrar as formas de Arlindo Rodrigues, porém a escola terminou na 9ª colocação . Em 2006, entra Mauro Quintaes, com o carnaval sobre os 50 anos da escola, porém a escola não teve novamente uma boa colocação , inclusive sendo vaiada no setor 1 terminando na 10ª colocação.
Ainda em 2006, no mês de outubro, a Mocidade Independente de Padre Miguel encerrou o show do grupo mexicano RBD, onde o grupo sambou junto com a escola, que foi bastante aplaudida, tendo o show sido posteriormente lançado em DVD, intitulado Live in Rio.
No ano de 2007 entra outro carnavalesco, Alex de Souza, que contou a história do artesanato terminando na pior colocação desde a era Castor de Andrade, na 11º colocação. Para 2008, a escola trocou outra vez de carnavalesco, desta vez trouxe Cid Carvalho, que com um enredo temático dos 200 anos da chegada da Família Real Portuguesa ao Brasil , consegue melhorar um pouco em relação ao carnaval passado, na 8ª colocação.
Para 2009 a escola trouxe de volta Wander Pires como sua voz oficial e Mestre Jonas. Além disso, o carnavalesco Cláudio Cebola, que fazia parte da comissão de carnaval, foi promovido a carnavalesco oficial . O enredo, a princípio seria uma homenagem ao centenário da morte do escritor Machado de Assis, mas foi posteriormente alterado, com a inclusão também de Guimarães Rosa no tema, sendo um completo fiasco. Última escola do Grupo Especial a definir seu samba para 2009, a Mocidade enfrentou algumas polêmicas nesse processo, quando escolheu um samba com características pouco convencionais e que era preterido pela maioria da comunidade
Para 2010 a escola trouxe de volta carnavalesco Cid Carvalho, David do Pandeiro - que dividiu o posto de intérprete com Nêgo11 - e estreou Bêreco como diretor de bateria. Nesse ano, mostrou o enredo Do paraíso de Deus ao paraíso da loucura, cada um sabe o que procura, conseguindo melhorar uma posição em relação ao carnaval anterior.
No ano de 2011, a Mocidade continuou com Cid Carvalho como carnavalesco, Nêgo como cantor oficial, junto com Rixxah e falou sobre a história da agricultura e da agropecuária, com o enredo A Parábola dos Divinos Semeadores. O enredo foi de difícil interpretação, além de não ser bem desenvolvido durante o desfile. Rogério Andrade, filho de Castor, se tornou o presidente de honra da escola. tendo sua mulher Andrea, como rainha de bateria. mesmo com alegorias e fantasias superiores aos últimos anos, a escola não mostrou bom nível de desfile, ficando aquém das outras agremiações, em 7° lugar, não desfilando nas Campeãs.
Para 2012 a Mocidade trouxe como carnavalesco Alexandre Louzada, o grande campeão do carnaval 2011 e o intérprete Luizinho Andanças (ex-Porto da Pedra). Trouxe também a Superdireção de Bateria, idealizada por Andrezinho (ex-Grupo Molejo), na qual além do próprio contará com o atual diretor de bateria (Mestre Berêco) e Mestre Dudu, tendo como rainha de bateria Antônia Fontenelle. A escola apresentou o enredo "Por ti, Portinari. Rompendo a tela, à realidade". Um desfile grandioso, superior aos dos últimos anos, com um grande acabamento plástico . Porém, a escola terminou na 9ª colocação.
Antes do carnaval 2012, a verde e branco de Padre Miguel foi a primeira escola a definir seu tema para 2013, que será sobre o Rock In Rio, sendo definido num encontro com o presidente da escola (Paulo Vianna), o carnavalesco Alexandre Louzada com o idealzador do festival Roberto Medina, com o título "Eu vou de Mocidade com samba e Rock in Rio - Por um mundo melhor". mostrando alegorias e fantasias com materiais alternativos. A bateria, apesar da ótima apresentação, recebeu apenas uma Nota 10. Terminando em 11º Lugar, com 293.5, escapando por pouco do rebaixamento.
Retorno dos Andrades no poder
Dudu Nobre, grande torcedor da escola. Um dos compositores do samba-enredo de 2014, além de ser o intérprete da agremiação em 2014, ao lado de Bruno Ribas.
Para 2014 a escola trouxe de volta Rogerinho e Lucinha Nobre, como mestre-sala e porta-bandeira e Paulo Menezes, como carnavalesco . Além de mudanças no comissão de frente, direção de carnaval e harmonia . Tendo o enredo "Pernambucópolis" numa referência direta ao enredo “Tupinicópolis”, de 1987. onde o carnavalesco Fernando Pinto, voltar a Pernambuco num olhar cultural da terra. na final de samba-enredo, a pareceria do cantor Dudu Nobre venceu arrasadoramente as outras parcerias. tendo nessa final, a coroação da nova rainha de bateria (Ana Paula Evangelista ) e a última participação de Luizinho Andanças, que dias depois, foi demitido . retornando Bruno Ribas que faz dupla com o cantor Dudu Nobre .
Perto do carnaval, o presidente Paulo Vianna foi afastado temporariamente pela justiça por irregularidades e má administração. tendo seu vice Wandyr Trindade, mais conhecido como Macumba , assumindo a presidência, já trocando de rainha de bateria que na visão da nova direção, Ana Paula Evangelista era indicação do novo antigo presidente . além de Rogério Andrade, que manda de vez, como patrono da escola.
Em 2015, a escola que tem Rogério Andrade, no poder embora sendo patrono. mudou ao fazer a contratação do melhor carnavalesco da atualidade Paulo Barros ao retirar-ló da campeã de 2014 (Unidos da Tijuca). Além disso, trouxe os coreógrafos Jorge Teixeira e Saulo Finelon, responsáveis pela surpreendente apresentação na Grande Rio. Lucinha Nobre permanece na agremiação, agora como novo parceiro Diego Jesus. O enredo para 2015 é "Se o mundo fosse acabar, me diz o que você faria se só lhe restasse um dia?" que fala sobre o fim do mundo. Esse enredo foi baseado numa música de Paulinho Moska e Billy Brandão e a agremiação inovou com um desfile legendado, com legenda nas alegorias e balões de texto nas alas, ignorando o fim do mundo, acabou na 7ª colocação.
Bateria
É a única escola de samba do Rio de Janeiro que obteve nota máxima até hoje no quesito Bateria, a Mocidade foi quatro vezes em seguida nota 10 na tão tradicional bateria de Padre Miguel, A primeira bateria a fazer coreografias na história do canaval.
Sua bateria é chamada de Bateria Nota 10 de Mestre André , ou Bateria Nota 1000 ou também Bateria Não Existe Mais Quente . E considerada pela crítica como a " Melhor Bateria " de todos Carnavais. Foi a primeira bateria a encapar os instrumentos. A Mocidade na época por ser uma escola nova, inovou tudo. A bateria da Mocidade tinha 27 elementos, enquanto as outras escolas tinham entre 180 e 200. O Canhoto inventou três baquetas no tamborim. Com isso, quatro tamborins faziam o som de 20. Tião Miquimba e Mestre André inventaram o surdo de terceira .
Em 1959, a bateria, sob a batuta de Mestre André, deu pela primeira vez a célebre “paradinha” em frente à comissão julgadora, mantendo o ritmo para que a escola continuasse evoluindo. O povo passaria, mais tarde, a acompanhar tal “bossa” com o grito de “Olé”. Durante este período, a Mocidade era conhecida como “uma bateria que carregava a escola nas costas”, pois a bateria era mais conhecida do que a própria escola,
Em 1969, O dia em que a Bateria da Mocidade Independente de Padre Miguel sambou a única bateria que desfilou sambado.
Em 1974, A Bateria de Padre Miguel ganhou seu primeiro Estandartes de Ouro.
Em 1976, Por ironia, a Mocidade empatou em segundo lugar, com a Mangueira, e perdeu o desempate por ter um ponto a menos na nota da tão famosa bateria nota 10
Em 1980, Foi a primeira escola a ter uma rainha, ainda na década de 80, e também em 1984 a primeira escola a ter uma rainha de bateria famosa que desfilou à frente de seus ritmistas, foi Monique Evans em 1985, nos anos seguidos foi campeã do carnaval e ainda com edesfiles em 1986 e 1987.
Em 1989, Mestre Jorjão (discípulo de Mestre André), estréia no comando da Bateria nota 10, depois de ser segundo mestre da Mocidade por 5 anos. A bateria nesse ano fez várias paradinhas e a Mocidade fez um desfile muito bonito no tributo a Elis Regina, tirando a nota máxima 10!
Em 1990, A Bateria de Mestre Jorjão faz um tributo a Mestre André e leva a escola para o seu campeonato. Em 1991 a bateria do Mestre Jorjão volta com a mesma garra e escola ganha o bi-campeonato com o enredo "Chuê Chuá as águas vão rolar!" Jorjão ganha o seu primeiro Estandarte de Ouro.
Em 1992, Mestre Jorjão ganha a nota máxima 10 e ganha seu segundo Estandarte de Ouro! Jorjão continua na escola até 1994, voltando em 1999 (Villa Lobos e a Apoteose Brasileira) ao comando da bateria.
Em 2003, a bateria da escola recebeu nota 8.2 do julgador Téo Lima, nota essa que causou muita revolta dos torcedores da escola, mesmo assim a Mocidade terminou em 5° lugar.
Em 2007, os ritmistas da Mocidade batem recorde de tempo em paradinha A bateria vem fantasiada de bonecos de barro do mestre Vitalino e fazem alusão às feiras nordestinas. Mestre Jonas congela na Avenida durante 15 segundos . sendo quebrado esse recorde, pela Mangueira, nos anos de 2011 e 2012.
Em 2009, Um fiasco total, O pior desfile da Mocidade, depois de muito anos a Bateria de Padre Miguel voltou a carregar a escola nas costas teve três notas 10 e um 9.9 - nota que foi considerada um escândalo, para muito sambistas. A tão Famosa Bateria de Padre Miguel Podia voltar a ser nota 10, mas isso não aconteceu.
Em 2011, Sob o comando de Mestre Bereco, a bateria de Padre Miguel honrou sua tradição e contagiou o público com uma paradinha ousada. Num determinado momento, o grupo parava completamente e deixava apenas os componentes cantarem, garantindo assim um momento apoteótico, Mas mesmo voltou ao passado e revivido paradinhas do tempo de Mestre André não teve muito sorte com os jurados, um julgador que já tinha julgado a Mocidade, Em 1984 e deu nota 5 para Padre Miguel. Se não tivesse tirado essa nota seria campeã do carnaval.
Em 2012, quase uma década sei tem nota 10 em Padre Miguel, a Mocidade renovou todas sua bateria para 2012. pela primeira vez, um conjunto de profissionais vai comandar a Bateria de uma escola de samba. Será assim com a Super Direção da Bateria da Mocidade, Mestre Odilon, colecionador de notas máximas e com experiência em diversas escolas, Andrezinho, Dudu e Bereco, sendo que por não ter ido a coroação da nova rainha de bateria, Odilon deixou a escola. a bateria de Padre Miguel é a única que tem um hino sobre ela mesma, Música Salve a Mocidade.

Rio Carnival 2017
Samba Schools &
Samba Songs

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All samba school songs
info about the schools
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Rio Carnival Samba School Photos

Titles of the School

YAER PLACE
1957 5th place
1958 Winner
1959 5th place
1960 3rd place
1961 7th place
1962 5th place
1963 6th place
1964 7th place
1965 6th place
1966 6th place
1967 7th place
1968 6th place
1969 7th place
1970 4th place
1971 9th place
1972 7th place
1973 7th place
1974 5th place
1975 4th place
1976 3rd place
1977 8th place
1978 3rd place
1979 Winner
1980 2nd place
1981 6th place
1982 7th place
1983 6th place
1984 2nd place
1985 Winner
1986 7th place
1987 2nd place
1988 8th place
1989 7th place
1990 Winner
1991 Winner
1992 2nd place
1993 4th place
1994 8th place
1995 4th place
1996 Winner
1997 2nd place
1998 6th place
1999 4th place
2000 4th place
2001 7th place
2002 4th place
2003 5th place
2004 8th place
2005 9th place
2006 10th place
2007 11th place
2008 8th place
2009 11th place
2010 7th place
2011 7th place
2012 9th place
2013 11th place
2014 9th place
2015 7th place
2017