Beija-Flor - Samba School Song Português

Beija Flor Samba School flag

Listen here to the samba song of the Rio Samba School Beija-flor. Just click on the music player on the side.


Beija-Flor Samba School

DETAILS

Established in: 25/12/1948

Flag Colours: Blue and White

Honorary: Aniz Abrahão David

President: Nelsinho David

Address: Rua Pracinha Wallace Paes Leme, 1025 - Nilópolis - RJ
Cep: 26.050-032
Phone: (21) 2691-1571 /
(21) 2791-2866

Reharsals: On Thursdays, from 21h

Head Quarter: Samba City (Quarter nº 11) - Rua Rivadávia Correa, nº 60 - Gamboa
CEP: 20.220-290
Phone: (21) 2233-5889

Web site: www.beija-flor.com.br

Press:
Hilton Abi Rihan
beija-flor@beija-flor.com.br
beija-flor@grupointernet.com.br
Phone: (21) 2233-5889

Simone Fernandes
simonefern@gmail.com
Phone: (21) 7843-8940


Beija-Flor 2015

2015 parading time

Parading Theme:
"O Astro Iluminado da Comunicação Brasileira"

Carnival Designers (Carnavalescos):
André Cezari, Fran-Sérgio, Ubiratan Silva, Vítor Santos e Bianca Behrends

Carnival Manager: Laíla

Vocalist: Neguinho da Beija-Flor

Drummer`s Regents: Plínio e Rodney

Drummer`s Queen: Rayssa Oliveira

Flag Carring Couple:
Claudinho & Selmynha Sorriso

Vanguard:
Marcelo Misailidis


2015 parading time

Beija Flor Samba School Song

Beija flor means humming bird. It is a beloved and omnipresent bird in the Rio region. The school is based on the outskirts of Rio de Janeiro, in a place called Nilopolis.

Samba School Beija-Flor is currently ranked the highest among all Rio samba schools. It has achieved the reputation of being the best school by a combination of outstanding and unparalleled artistic organizational management with a strong determination to win. It is the only school with a whole team of carnival designers (currently 5 of them) whereas most other schools only have one. It imposes strict rules and has the highest expectations towards all of its parading members.

It began its recent winning streak in 1998 and won again in 2003, 2004, 2005, 2007, 2008 and 2011. In recent years, if it didn't win it was very close to it. It is well-known for its creative extravagance and powerful colors.

Beija-Flor

Theme: "Um griô conta a história: Um olhar sobre a África e o despontar da Guiné Equatorial. Caminhemos sobre a trilha de nossa Felicidade"

Composers: J.Velloso, Samir Trindade, JR Beija-Flor, Marquinhos Beija-Flor, Gilberto Oliveira, Elson Ramires, Dílson Marimba e Sílva

Vocalist: Luiz Antônio Feliciano Marconde (Neguinho da Beija-Flor)

Samba Enredo

Vem na batida do tambor

Voltar na memória de um griô

Fala cansada, mãos calejadas

Ouça o menino Beija Flor

Ceiba, árvore da vida

Raízes na verde imensidão

Na crença de tribos antigas

Força e povoada nesse chão

O invasor singrou o mar

Partiu em busca de riquezas

E encontrou nesse lugar

Novas Índias, outras realezas

Destino trocado, tratado se faz

Marejam os olhos dos ancestrais

 

Negro canta, negro clama

Liberdade!

Sinfonia das marés

Saudade!

Um africano rei que não perdeu a fé

Era meu irmão, filho da Guiné!

 

Formosa, divina ilha

Testemunha dos grilhões

Eu vi a escravidão erguer nações

Mas a negritude se congraça

A chama da igualdade não se apaga

Olha a morena na roda e vem sambar

Na ginga do balélé, cores no ar

Dessa mistura vem meu axé

Canta Brasil! Dança Guiné!

Criança! Levanta a cabeça e vá embora!

No mar que trouxe a dor,

Riqueza aflora

Tens uma família agora!

Quem beija essa flor não chora.

 

Sou negro na raça, no sangue

E na cor.

Um guerreiro Beija Flor

Oh minha deusa soberana!

Resgata sua alma africana.

 


2015 Parading Theme

"Um griô conta a história: Um olhar sobre a África e o despontar da Guiné Equatorial. Caminhemos sobre a trilha de nossa Felicidade"

Introdução

Para conseguirmos entender o que fomos e o que somos, é necessário que se conheça a herança da África no Brasil e a África que ficou do outro A história da África – ou melhor, das várias Áfricas, faz parte da história do Brasil. É importante para nós, brasileiros, porque ajuda a explicar e entender a nossa história. Mas é importante também, por seu valor próprio, e porque nos faz melhor compreender o grande continente de onde proveio quase metade de nossos antepassados.

A importância e a magnitude da África é algo tão impressionante, que por mais que se fale de África com frequência, o tema é tão rico, que parece não se esgotar nunca; permanece despertando a curiosidade e o interesse de pessoas comuns e estudiosos.

No passado, as tribos regionais, com suas tradições e costumes, despertaram o interesse de distintos povos europeus, que em busca de especiarias, terminaram por fomentar o tráfico de escravos.

Hoje, ao revisitar o sofrido continente africano, nossa proposta principal é mostrar que é possível sim ter esperança de que um povo massacrado, cansado e desiludido, seja capaz de renascer, aos poucos, com sonhos vigorosos, planos precisos e metas concretas; projetando uma nova África, ou uma nova perspectiva para a África, calcada no progresso propiciado pelo "ouro negro" e nos ideais de unidade, paz e justiça, reafirmados tal qual um mantra.

Caminhemos sobre a trilha de nossa felicidade, porque neste carnaval, os caminhos da África nos conduzem à Guiné Equatorial.

Sinopse

A conversa que ora inicia, poderia muito bem versar sobre religião e a fé em nossos ancestrais ou, quem sabe, sobre liberdade e este verde sem fim; alguns poderiam dizer que é o passado que se revela do outro lado do Mar Tenebroso, ou por que não a África animista por natureza em sua história de exploração, luta e dor. Esta conversa é tudo isso e um pouco mais, diálogo entre um pequeno filho da Guiné Equatorial e um Griô, um ancião, senhor do passado, mais um daqueles sábios que guardam, de pai para filho, a história viva do continente africano, e mais precisamente, de A criança, olhos fixos no velho homem, não deixa passar um detalhe sequer, e o contador de histórias, em um tom tranquilo, porém com a voz firme, devaneia... Declama... Recita... o livro aberto da memória:

Foi num tempo primitivo, no albor de toda raça, sob um verde inimaginável, que nossa gente surgiu. Foi muito antes deles chegarem, os brancos, em seus grandes barcos, guiados pela mais voraz ambição, sedentos de ouro e de gente, nossa gente!

Antes era tudo verde, toda vida, tambores e tribos...

A natureza pulsava em cada elemento; as raízes das árvores entrelaçavam-se com a nossa raiz, e crescíamos , vivíamos e cultuávamos a liberdade, cada um com sua fé. Os ritos refletiam a força e a ligação do povo com a natureza, e a Ceiba, árvore sagrada da vida, testemunhou cada momento do florescer de nossa história.

Mas um dia, esta paz sucumbiu... Eles chegaram rasgando o Mar Tenebroso, e com as marés trouxeram a cobiça, sua força e seus costumes tão diferentes das nossas tradições; eles sangraram os corações de nossos ancestrais!

Falavam outra língua, buscavam riquezas... Escravizaram homens, mulheres, crianças... Em nome do Rei de Portugal.

A jóia da Coroa era a Casa da Guiné...

E do litoral, nossas mães observaram, onda após onda, seus filhos vendidos... Quantos reis comerciados, escravos por um trocado, objetos da opressão, no mercado de gente, mercadoria humana.

Mas a grandeza de nossa terra atrai outras bandeiras da maldade, e a engenharia da ambição ergue a sua companhia, leva o continente negro, através de nossa cultura, por um oceano de mágoas. Os filhos da África constroem a evolução da humanidade; o sangue negro foi a argamassa do edifício da escravidão.

Papéis assinados, destinos trocados, nossa terra por um tratado:

"Habla Espanhol"!

A raça negra, que transpiramos em cada poro, resiste, enfrenta a dor, não se entrega jamais, e a cada grilhão, nos tornamos mais fortes; a cada opressão, a cultura se manifesta.

Nada é mais degradante do que a ausência da liberdade!

Nada é mais libertador do que a força de um povo!

Menino, nós temos sangue dos Bengas! Somos herança do reino

Bubi! Corremos nas terras Fang!

Temos influência de Oyó!

A África é a Mãe da Humanidade!

Filho, o suor negro construiu a civilização moderna. Enquanto a empresa da escravidão possibilitou o acúmulo de riquezas, nosso mar de gente sangrou os mares. Ah! Quantos Zumbis, quantos Mandelas surgiram aqui no Golfo da Guiné? Nossa gente ensinou ao mundo o perfeito significado da palavra liberdade...

Senhor! (Fala a criança): E agora que eles foram embora?

O Grió aponta para o Mar e diz:

O que você vê?

O Oceano!

E depois?

O horizonte!

A África hoje enxerga o horizonte da reconstrução, respeitando a história daqueles que resistiram, observando a luta de quem um dia venceu a dor; símbolos de um continente desapropriado de grande parte de sua gente, mas acima de tudo, um continente guerreiro.

A nova face da África se lança rumo ao progresso; respeita a natureza, mas se engrandece com as riquezas que afloram deste chão.

Nova face em meio a grande floresta e a imensidão do mar em que se encontra a Guiné Equatorial; o país que emerge da Costa da Guiné, terra intimamente ligada à história do Brasil, vivendo o presente, como nação amiga e ansiando um futuro de unidade, paz e justiça.

Meu filho, orgulhe-se desta raça, de sua dignidade e sua contribuição para a humanidade! Lute, pois lutar sempre foi nossa verdade, para que assim, "caminhemos sobre a trilha de nossa felicidade".

Justificativa

África: a paisagem que mais parece uma miragem. Aquela imensidão verde, deslumbrante, intocada, hipnotizante. A força da selva e a importância de Ceiba, a Árvore da Vida.

As frondosas raízes das árvores se confundem, se misturam, se mesclam com as origens de nossos ancestrais, e com todo o legado por eles deixado.

Com a tez escura como o ébano, nativos e guerreiros de tribos primitivas, guardiões dos costumes e dos ritos tradicionais, preservam as informações, as práticas, as estórias e os costumes, que são registrados através da oralidade, na memória e nos corações dos homens. Totens, máscaras, carrancas, esculturas, peças de marfim e técnicas específicas, como a taiba, são alguns dos símbolos diversos que cruzaram o oceano a propagar uma cultura magnânima.

Diferentes povos demonstraram interesse em explorar, colonizar e extrair as riquezas da terra, destacando-se as investidas europeias, onde marcaram presença portugueses, holandeses, franceses, espanhóis e ingleses; sendo o Golfo da Guiné, o berço da herança cultural deixada pelos medievais reinos tribais dos Benga, dos Bubi e pelos clãs Fang.

Ao explorar o Golfo da Guiné, Portugal, na busca pelo caminho das Índias, coloca a Formosa Bioko nos mapas europeus. D. João II de Portugal, proclamado Senhor da Guiné, junto com os portugueses, inicia a colonização das ilhas de Bioko, Ano Bom e Corisco, convertendo-nas em postos destinados ao tráfico de escravos.

Na travessia do Mar Tenebroso, enjaulados em sombrios navios, e acorrentados à grilhões e às lembranças da terra natal, negros serviçais, humilhados, desacreditados e açoitados, terminam por se dispersar pelo mundo. São braços fortes, construtores, massacrados pelos opressores; pobres sofredores à mercê da sorte e da vontade de seus mercadores.

Um ode à liberdade anuncia o grito de independência: rompam-se as algemas! Abaixo a dominação! De braços dados, revela-se uma nação fraterna, ávida por união. Paralelamente à uma África antiga, primitiva, rústica, observa-se o despertar de uma nova face da África. Nascida na história recente, revela-se expoente a Guiné Equatorial.

Dotada de rica biodiversidade, com belezas naturais estonteantes e riquezas minerais abundantes, fauna e flora revelam as diferentes nuances da Guiné que saltam aos nossos olhos, refletidas em cores e estampas, tecidos e sabores, no ritmo, no gingado e nos penteados, que imprimem à essa gente uma negritude de traços tão marcantes.

Na iminência de completar meio século, a Guiné Equatorial é uma região de solo fértil. A terra, generosa, produz gêneros agrícolas diversos: cana-de-açúcar, café, cacau, banana, abacaxi, abóbora, milho, mandioca e algodão, são apenas alguns dos produtos que engrandecem a agricultura e brotam desse chão!

A extração de madeira, a existência de diamantes, e a descoberta do "ouro negro", com o conseguinte fomento do petróleo, ocorrem com demonstrações de respeito ao meio ambiente.

Empenhados em promover o encontro das bandeiras de duas nações fraternas, num majestoso festejo popular, onde a língua portuguesa é apenas mais um elemento de afinidade, objetivamos consagrar o enlace cultural entre o Brasil e a Guiné Equatorial, brindando os ideais de unidade, paz e justiça.

Abordando as distintas influências, sem discriminação, cantemos liberdade! E "Caminhemos sobre a trilha de nossa imensa felicidade".

Carnavalesco: Laíla

Rio Carnival 2015
Samba Schools &
Samba Songs

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You will be able to listen to the 2015 samba songs on your own Rio Carnival Page as soon as they are released.

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Rio Carnival Samba School Photos

Beija-Flor`s history

Beija-Flor was born Nilópolis of Christmas celebrations in 1948 . A group formed by Milton de Oliveira ( Negão of Cuíca ) , Edson Vieira Rodrigues ( Edinho the Junkyard ) , Helles Ferreira da Silva , Mário Silva , Walter da Silva , Hamilton and Jose Floriano Fernandes da Silva decided to form a block , after several discussions , the suggestion of D. Eulalia de Oliveira , mother of Milton , was named Beija -Flor (inspired by Rancho Beija -Flor , which existed in the Marquis de Valencia ) . Dona Eulalia was admitted as a founder .

In 1953 , the Block Association Carnavalesca Hummingbird, victorious in the neighborhood , David Silvestre was entered by the Saints ( Cabana ) integral ward of composers such as samba school , the Confederation of Samba Schools , for the official parade 1954 in the second group .

In its first parade in 1954 , was the champion going for group I , in which he remained until 1963. In 1974 , I returned to the Group result of good work by David Nelson Abraham . In 1977 , Anise Abraham David takes over the Presidency and Designs School of Samba Nilópolis as one of the most famous in the world.

Prizes in the First League (Special Group)