Unidos do Viradouro - Escola de Samba - Samba Enredo English

Bandeira - Viradouro Escola de Samba

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GRES Unidos do Viradouro

FICHA TÉCNICA

Fundação: 24/06/1946

Cores: Vermelho e Branco


Presidente: Gusttavo Clarão


Quadra: Av. do Contorno, 16 – Barreto – Niterói


Ensaios: Av. do Contorno, 16 – Barreto – Niterói

Barracão: Rua Rivadávia Correa, 60 – Gamboa (Barracão nº 06 da Cidade do Samba)


Imprensa:


Unidos do

Viradouro 2018

Enredo:
""

Carnavalesco: Max Lopes


Diretor de Harmonia: Miltinho Souza e Gabriel Sequeira

Intérprete: Zé Paulo Sierra

Mestres de Bateria: Mestre Paulinho

Rainha de Bateria: Raissa Machado

Mestre-sala: Marquinho

Porta-bandeira: Giovanna

Comissão de Frente: Sérgio Lobato

Desfile de 2018

Posição de desfile: Quinta escola a desfilar no dia 05/02/2018



 


Unidos do

Viradouro

Enredo: ""

Autores:

Intérprete:

Samba Enredo

 

ÔOOOO ÔOOOOO ÔOOOOO ÔOOOOO Brasil


Os negros
Trazidos lá do além-mar
Vieram para espalhar
Suas coisas transcendentais
Respeito
Ao céu, a terra e ao mar
Ao índio veio juntar
O amor, à liberdade

A força de um baobá
Tanta luz no pensar
Veio de lá a criatividade

Em cada palma de mão,
Cada palmo de chão
Semente de felicidade
O fim de toda a opressão,
O cantar com emoção
Raiou a liberdade

Tantos o preto velho já curou
E a mãe preta amamentou
Tem alma negra o povo
Os sonhos tirados do fogão
A magia da canção
O carnaval é fogo

O samba corre
Nas veias dessa pátria - mãe gentil
É preciso atitude
De assumir a negritude
Pra ser muito mais Brasil


Enredo de 2018

""

Apresentação

 

Carnavalesco: Max Lopes

 


A História da Unidos do Viradouro

Foi fundada em 24 de junho de 1946 por Nélson dos Santos, conhecido com Jangada, apaixonado por samba costumava organizar batucadas no quintal de sua casa em Capitão Roseira, no alto da Rua D. Mário Viana, conhecida como Rua do Viradouro porque naquele local o bonde fazia o retorno. Disputou os desfiles de Niterói por 39 anos (1947 a 1985), porém, nesse período, veio ao Rio de Janeiro algumas vezes (64 e 65), conseguindo não mais que um 26º lugar (último) na terceira divisão.
Após ser campeã niteroiense por dezoito vezes, a Viradouro resolveu tentar a sorte novamente no Rio em 1986. Fez bons desfiles nos grupos inferiores, Sendo campeã do Grupo 2 em 1989 com o enredo "Mercadores e Mascates" e campeã do Grupo 1 no ano seguinte com "Só Vale o escrito", chegando assim ao Grupo Especial em 1991.
Com uma homenagem à atriz Dercy Gonçalves, a escola surpreendeu e chegou em 7º lugar, à frente da Mangueira e da Vila Isabel, no ano em que o Império Serrano foi rebaixado. No desfile, considerado pela crítica como muito bonito, a homenageada desfilou no alto do primeiro carro alegórico, com os seios à mostra.
Em 1992, apresentou o enredo "A magia da sorte chegou", enredo de autoria de Max Lopes, e que contava a história dos ciganos. Porém a escola não pôde contar com a tal sorte em seu desfile: um dos mais belos carros daquele carnaval, que retratava a Sibéria e trazia vários huskys siberianos, pegou fogo e o incêndio se tornou incontrolável. Os bombeiros tiveram que entrar no meio do desfile para tentar conter as labaredas. As alas tiveram que se espremer na avenida para dar passagem ao carro do Corpo de Bombeiros, enquanto um imenso rastro de fumaça preta cobria a Sapucaí. Os destaques e demais componentes da alegoria foram retirados a tempo e ninguém se feriu; o resto da escola continuar seu desfile, sem parar de cantar. Por fim, a Viradouro se atrasou e perdeu 13 pontos na cronometragem, já que ultrapassou o tempo máximo de desfile. Foram esses pontos perdidos que levaram a escola ao 9º lugar; caso não tivesse sido punida, a escola chegaria em 3º lugar, em seu segundo ano no Grupo Especial.
Max Lopes ainda se manteve na escola em 1993 obtendo o 7° lugar com o enredo "Amor, Sublime Amor", mas em 1994 a Viradouro traria Joãosinho Trinta, que se afastara da Beija-Flor há dois anos. Logo em sua estreia, o carnavalesco obteve o 3º lugar, considerado um ótimo resultado, que foi muito comemorado pela escola. Depois, obteve dois maus resultados, classificando-se na 8ª em 1995 (com "O Rei e os três espantos de Debret") e na 13ª posição em 1996, com "Aquarela do Brasil ano 2000".
Após o péssimo resultado de 1996, quando quase foi rebaixada, a Viradouro tinha o projeto de conseguir chegar ao Desfile das Campeãs. Mas o resultado final foi mais generoso e deu o primeiro título à escola de Niterói. Com Dominguinhos do Estácio como intérprete oficial e "Trevas, luz, a explosão do Universo", levou para a avenida um bonito jogo de cores, contrastando o preto e o branco, o claro e o escuro. Um dos destaques deste desfile foi a bateria ter tocado, na "paradinha", alguns compassos em ritmo de funk, sob o comando de Mestre Jorjão . Na época houve críticas de alguns outros mestres de bateria, que não gostaram da novidade.
No ano seguinte, a escola apresentou o enredo "Orfeu, o Negro do Carnaval", baseado no filme de mesmo nome, que misturava mitologia grega à realidade social brasileira. Naquele ano a escola esperava repetir o sucesso do ano anterior, mas somente conseguiu um quinto lugar, o que a levou a protestar no desfile das campeãs, com alguns de seus integrantes inclusive usando narizes de palhaço. A partir daí, a escola conseguiu sempre chegar ao Desfile das Campeãs, exceto em 2005, quando ficou na 8º posição.
Em 2004 a escola do bairro do Barreto reeditou "A festa do Círio de Nazaré", enredo da Unidos de São Carlos apresentado em 1975, inicialmente a proposta da escola era um enredo inédito sobre a romaria Paraense, porém o então presidente José Carlos Monassa à época interrompeu a disputa de samba-enredo da escola e anunciou a reedição do samba estaciano. Se o critério de descarte da nota mais baixa fosse aplicado nessa época, a escola teria sido campeã do carnaval daquele ano, com 299,8 pontos se descontadas todas as notas minimas de cada quesito, exceto bateria que teve as notas de um julgador anuladas por quebra de sigilo.
No ano de 2005, a escola perdeu seu presidente, o bicheiro José Carlos Monassa Bessil Para sua sucessão, foi eleito o advogado Marco Lira
Em 2007, a agremiação de Niterói apostou todas as fichas no talento do carnavalesco Paulo Barros, ao trazer o enredo "A Viradouro vira o jogo", tentando repetir o sucesso que o mesmo alcançara anos antes na Tijuca. O carnavalesco colocou a bateria em cima de um carro alegórico, um grande tabuleiro de xadrez; esta, conduzida pelo Mestre Ciça, tendo a frente como rainha de bateria Juliana Paes, desceu do carro em plena avenida. O samba, mesmo não sendo considerado pela crítica como um dos melhores, era animado e dizia no refrão "esse jogo vai virar, eu quero ser, o vencedor", tendo sido cantado por torcidas organizadas de futebol meses após o carnaval, fenômeno que não acontecia desde o "Ita" do Salgueiro, em 1993. Mesmo assim, o resultado mais uma vez ficou abaixo do esperado. Em 2008, a escola começou o ano com seu presidente sofrendo um atentado, num ano em que levou para a avenida o enredo "É de Arrepiar!" , que falava sobre as diversas sensações sentidas pelo ser humano, que lhe causariam arrepios, tais como frio, prazer sexual, emoção de um modo geral, medo, nojo e aversão à maldade. Para tanto, a agremiação trocou de intérprete, e diretores de carnaval e de harmonia. A comissão de frente, trouxe homens de gelo, inspirados no personagem inimigo do Batman, que desciam de uma pista de esqui, improvisada sobre o carro abre-alas. Mas o desfile veio incompleto, pois um dos carros alegóricos, que representaria as vítimas do Holocausto, foi proibido pela justiça após ação proposta por grupos judaicos, que consideraram o carro ofensivo . Indignado, o carnavalesco argumentou que não se poderia censurar a história, e o samba não seria menos digno para contar uma história real do que foram os filmes, como "A Lista de Schindler". com a proibição, todas as esculturas foram destruídas, e o carro alegórico passou todo coberto pelo desfile, o que certamente custou pontos à escola, que obteve as seguintes notas: 9.6 / 9.9 / 9.8 / 9.9, ou seja, nenhuma nota máxima no quesito. Novamente, a agremiação acabava fora do desfile das campeãs; porém, se a regra de descarte da nota mais baixa já valesse, ela chegaria em sexto lugar, a frente da Imperatriz Leopoldinense.
Com a recusa de Paulo Barros em fazer um carnaval um pouco mais tradicional e luxuoso, o que fugiria de seu estilo, este acabou sendo demitido da Viradouro , que para o seu lugar contratou, para o carnaval de 2009, o carnavalesco Milton Cunha, que retornou à agremiação. A escola trouxe também novo intérprete: David do Pandeiro, que estava na Santa Cruz . Ainda em 2008, após o Carnaval, houve nova eleição para a presidência, e cogitou-se a candidatura de Luma de Oliveira, mas por fim Marco Lira foi reeleito.
Para o carnaval de 2010, a escola de Niterói levou para a avenida um enredo sobre o México, de Júnior Schall e Édson Pereira . A agremiação passou por muitos problemas em quase todo pré carnaval, se envolvendo também em muitas polêmicas. A começar pela escolha da rainha de bateria, Julia Lira, de apenas 7 anos, filha de Marco Lira Houve quem criticasse a ideia, uma vez que o cargo de rainha de bateria é geralmente ocupado por mulheres que são vistas como símbolos sexuais, e que desfilam quase sempre com muito pouca roupa. Inclusive na própria Viradouro, o posto já havia sido anteriormente ocupado por Luma de Oliveira e Juliana Paes Marco Lira rebateu as críticas dizendo que quem olhasse a questão por esse lado "precisaria procurar um médico". Por fim, a participação da menina foi um sucesso. mas o desfile foi considerado bem abaixo da crítica, principalmente pelo fato de a Viradouro ter sido a quarta a desfilar no domingo, logo em seguida à Tijuca, que acabaria sendo campeã. Depois de 20 anos de grupo especial, a escola acabou terminando na última colocação, sendo rebaixada, causando revolta no presidente Após o carnaval, começou-se a cogitar sua saída da presidência, . o que se concretizou em 13 de abril, com a renúncia.
Pouco depois teve uma eleição onde saiu vitorioso o ex-compositor da escola (Gusttavo Clarão), com o objetivo de recuperar a escola após o fiasco no carnaval de 2010 . pra isso continuou com o casal de Mestre-sala e porta-bandeira; Róbson e Ana Paula, colocou o prata da casa Pablo pra ser o novo diretor de bateria e renovou com Wander Pires, que acabou demitido devido uma briga com um diretor. sendo substiuído por uma comissão formada por Leléu puxando o samba, junto com Diego Nicolau, Niu e Gilberto Gomes. além de ter duas rainhas de bateria, a ex-rainha Patrícia Costa e Dany Bananinha, assistente de palco do programa Caldeirão do Huck.
De volta ao grupo de acesso em 2011, a Viradouro apresenta o enredo "Quem Sou Eu Sem Você?" falando dos outros tipos de comunicação, como a comunicação comextraterrestres, a comunicação com outras vidas através do espiritismo e da mediunidade, homenageando Chico Xavier numa escultura gigante no último carro alegórico psicografando, além de alas com dezenas de médiuns representando o plano espiritual. Também será abordado a comunicação via satélite, com várias antenas de ferro derádio e tv em outra alegoria, além de trazer uma escultura da Torre de Babel sendo escalada no setor que trata da comunicação com o céu. A escola de samba de Niterói vai fazer um desfile com assuntos nunca antes tratados nos desfiles de Carnaval, foi vice-campeã, permanecendo no Grupo de acesso em 2012.
Em 2012 O enredo da Viradouro foi "A vida como ela é, bonitinha mas ordinária... Assim falou Nelson Rodrigues", de autoria do carnavalesco Alexandre Louzada. Sendo a sexta escola a desfilar no sábado de carnaval, apresentou um desfile muito abaixo do que se esperava, acabou ficando em 5° lugar.
Em 2013, a agremiação de Niterói apostou no retorno do "Mago das Cores" Max Lopes, para voltar ao Especial, com um enredo sobre os 60 anos do Salgueiro36 . tendo após o retorno de Leléu a Rocinha. David do Pandeiro retornando, pelo qual se junta a Diego Nicolau, Gilberto Gomes e Niu no quarteto de cantores. Após um desfile bonito e simples, ficou em segundo lugar com 299,6 pontos, ficando atrás da campeã Império da Tijuca que obteve a pontuação máxima de 300 pontos.
Ainda depois do desfile, a escola ficou sem barracão, devido a revitalização do Porto. Depois de oito meses mantendo suas alegorias em um terreno a céu aberto na Avenida Brasil a escola conseguiu se alojar no antigo barracão da Estação Primeira de Mangueira próximo do Sambódromo. Para 2014, a escola apostou no enredo "Sou a Terra de Ismael,'Guanabaran' eu vou Cruzar... Pra Você Tiro o Chapéu, Rio eu vim te Abraçar" onde cantou em homenagem à sua cidade natal; reforçou seu carro de som com o intérprete Zé Paulo que veio da Mangueira, apostou no jovem carnavalesco João Vitor Araújo e teve entre os autores do samba-enredo da escola o cantor Dudu Nobre. A escola depois de muitas dificuldades com o barracão fez um excelente e desfile e passou a figurar entre as favoritas ao titulo da Serie A, favoritismo esse que veio a se confirmar na apuração, onde com apenas uma nota diferente de dez a escola sacramentou seu retorno ao Grupo Especial em 2015. No carnaval de 2015, a escola trouxe como enredo "Nas veias do Brasil, é a Viradouro em um dia de graça" que contou a história da evolução do negro no Brasil baseado nas músicas "Nas veias do Brasil" e "Por um dia de Graça" do compositor Luiz Carlos da Vila, a escola optou por não realizar concurso de samba-enredo e fez uma adaptação das duas músicas de Luiz Carlos para formar o hino que levaria para a avenida. Entretanto, mesmo tendo a ex-rainha de bateria Juliana Paes em sua comissão de frente, a escola acabou prejudicada pelo temporal que caiu durante seu desfile e terminou em 12° lugar, sendo rebaixada novamente para a Série A.
Na preparação para a disputa da Série A em 2018, a Viradouro apostou em um time de peso para tentar o retorno ao Grupo Especial. para a bateria trouxe Mestre Paulinho e para a composição do casal de Mestre Sala e Porte Bandeira, os experientes Marquinhos e Giovanna. A escola se reforçou ainda com Wilson Alves, o Wilsinho, ex-presidente da Unidos de Vila Isabel, como diretor de carnaval. e como carnavalesca Márcia Lage, vice-campeã do carnaval de 2015 em dupla com o marido, Renato Lage, no Salgueiro, mas devido a problemas de saúde Márcia pediu dispensa, para seu lugar a escola trouxe de volta o "Mago das Cores" Max Lopes.

Os Títulos da Escola

ANO COLOCAÇÃO
1949 Campeã
1950 Campeã
1951 Não desfilou
1952 Campeã
1953 Campeã
1954 Concurso anulado
1955 Vice-Campeã
1956 Campeã
1957 Campeã
1958 Campeã
1959 Campeã
1960 3° lugar
1961 Não ocorreu
1962 Campeã
1963 Campeã
1964 Não desfilou
1965 26° lugar
1966 Menção honrosa
1967 Vice-Campeã
1968 Vice-Campeã
1969 Vice-Campeã
1970 Vice-Campeã
1971 Campeã
1972 Vice-Campeã
1973 Campeã
1974 Campeã
1975 Vice-Campeã
1976 3° lugar
1977 3° lugar
1978 Vice-Campeã
1979 Vice-Campeã
1980 Campeã
1981 Campeã
1982 Campeã
1983 Campeã
1984 Campeã
1985 2° lugar
1986 Avaliação
1987 5° lugar
1988 Vice-Campeã
1989 Campeã
1990 Campeã
1991 7° lugar
1992 9° lugar
1993 7° lugar
1994 3° lugar
1995 8° lugar
1996 13° lugar
1997 Campeã
1998 5° lugar
1999 3° lugar
2000 3° lugar
2001 5° lugar
2002 5° lugar
2003 6° lugar
2004 4° lugar
2005 8° lugar
2006 3° lugar
2007 5° lugar
2008 7° lugar
2009 8° lugar
2010 12° lugar
2011 Vice-Campeã
2012 5° lugar
2013 Vice-Campeã
2014 Campeã
2015 12° lugar
2018