Vila Isabel - Escola de Samba - Samba Enredo English

Vila Isabel Escola de Samba- Bandeira

Ouça aqui o Samba Enredo da Vila Isabel apenas clicando no botão do player ao lado.

 

GRES Unidos de Vila Isabel

FICHA TÉCNICA

Fundação: 04/04/1946

Cores: Azul e Branco

Presidente: Juninho

Quadra: Boulevard Vinte e Oito de Setembro

Ensaios: Aos sábados, a partir de 22h

Barracão: Cidade do Samba (Barracão nº 05)

Imprensa: Jean Cláudio


Vila Isabel 2017

Enredo:
"O Som da Cor"

Carnavalesco: Alex Souza


Diretor de Harmonia: Décio Bastos

Intérprete: Gilsinho

Mestres de Bateria: Paulinho e Wallan

Rainha de Bateria: Sabrina Sato

Mestre-sala: Marquinhos

Porta-bandeira: Giovanna

Comissão de Frente: Alex Neoral

Desfile de 2017

Posição de desfile: Quarta escola a desfilar no dia 26/02/2017

 

 



Vila Isabel

Enredo: "O Som da Cor"

Autores: Artur das Ferragens, Gustavinho Oliveira, Danilo Garcia, Braguinha e Rafael Zimmerman

Intérprete: IGOR SORRISO

Samba Enredo

 

A MINHA VILA CHEGOU
OUÇA ESSA VOZ
A PELE ARREPIA AO SOM DA BATIDA…
FORÇA DOS MEUS ANCESTRAIS
HERANÇA QUE FEZ RESSOAR O RUFAR DO TAMBOR
PRA GENTE DANÇAR ASSIM, FELIZ
MARACAS ENCONTRAM TAMBORINS
O REGGAE CELEBRA MENSAGENS DE PAZ
OH MINHA FLOR, QUERO VOCÊ EM MEUS BRAÇOS
BAILANDO NO MESMO COMPASSO
UM TANGO DE DRAMA E AMOR

VILA,
“AZUL” QUE DÁ O TOM À MINHA VIDA
UM “SOPRO” DE ESPERANÇA NA AVENIDA
EU FAÇO UM PEDIDO EM ORAÇÃO
OUVI-LA PRA SEMPRE NO MEU CORAÇÃO

UM SOLO DE GUITARRA A EMBALAR
“SOUL” A MAIS PERFEITA FORMA DE EXPRESSAR
EU VOU, EU VOU… ONDE FEZ RAIZ A TRADIÇÃO NAGÔ
EU VOU, EU VOU, FOI
O POVO DO SAMBA QUEM ME CHAMOU
GINGA NO LUNDU, (MORENA)
NEGRO É O REI (É O REI)
TOQUE DE IJEXÁ, (AFOXÉ)
PRA “PURIFICAR” (MINHA FÉ)
GIRA BAIANA, DEIXA A LÁGRIMA ROLAR
QUANDO NO TERREIRO NOVAMENTE ECOAR

ÔÔ, KIZOMBA É A VILA
FIRMA O BATUQUE NO SOM DA COR
VALEU ZUMBI, A LUA NO CÉU
É A MESMA DE LUANDA E DA VILA ISABEL

 


Enredo de 2017

"O Som da Cor”

Apresentação

Ouço um tom de pele. Vejo a música que embala. Me arrepio no toque da batida, saboreando o ritmo que dela exala. Sinto cheiro daquela gente sofrida, no brilho da voz que não cala. Esta é a saga daqueles que migraram forçosamente, para um já velho novo mundo. Após séculos no cativeiro, tingiram estas Américas e as fizeram crioulas. Gerações que se seguiram colheram os frutos desta musicalidade, semeada por seus ancestrais. Vozes e percussão revelando seus ritmos, no bater do pé e na palma da mão. Instrumentos inventados ou adquiridos de outras culturas.

De início, navego milhas, nas ondas latinas, aportando nas Antilhas, como os hispânicos reinóis, seus descobridores. Entre chocalhos e maracas, o canto e a dança, ao som da habanera cubana. Do culto ao etíope monarca africano, nasce o movimento rastafári caribenho, disseminado pelo reggae jamaicano. Seguindo para o sul da colônia, conhecemos a cúmbia, "dança dos escravos" da Colômbia. No Uruguai, a dança com atabaques tem como candombe seu codinome. Bantos, de origem, seguem para a prateada Argentina, muitos partindo do Brasil. Embarcavam, levando em si uma cultura genuína, que, transportada em cada cargueiro, chega ao porto de Buenos Aires vinda do Rio de Janeiro. Assim nascem a milonga e o tango, seu irmão, que no dialeto banto quer dizer círculo, baile, tambor ou reunião.

Além das coroas ibéricas, outros reinos colonizaram o continente; ingleses e depois seus colonos americanos, que se proclamaram independentes, disputaram com espanhóis e franceses novos territórios. E neles aportaram navios negreiros; a mão de obra escrava, nos brancos campos de algodão, era despejada. Proibidos de falar, cantavam. Cantando, dividiam dor, amor e cânticos de louvor. Blues, ou “azuis”, era referência às pessoas de pele negra e à melancolia nas plantações. Pai do jazz, que contém um banzo, uma saudade. Nova Orleans foi o berço. Os instrumentos das bandas marciais, uma vez abandonados, após a derrota dos sulistas na guerra civil, foram reaproveitados. Segregados, os irmãos de cor dedilhavam o teclado em igrejas para os fiéis. Restava-lhes pouco espaço, somente em bares, clubes e bordéis. Assim o “ritmo” vai dominando o suingue do compasso. Do boogie-woogie e do jump blues, nasce um novo gênero que, ao som de guitarras, pelo mundo inteiro, a juventude conquistou: “Aumenta que isso aí é rock'n roll”. Está na alma, está no soul! Na pista disco. No funk e no techno. Negro é rap, é hip hop. Ser negro é ser pop.

Agora ouço, das terras brasileiras, histórias que a memória traz. Bantos, iorubás, jejes, minas e hauçás, sobrevivendo entre a dor e a gana, na ex-colônia lusitana, deram início a uma íntima relação entre música e fé. E ao seu culto chamaram “calundu”, e em seus “batuques” na mata aberta, nos cafundós do sertão, uma cultura se manifesta. “Se negro festeja, não conspira", diz o amo branco, que assim permitia. Na roda dos negros, virou lundu, uma dança sensual que, junto à fofa e ao fado, atravessou o Atlântico e conquistou Portugal. Este último se une aos cantos dos mouros, às cantigas dos trovadores, da saudade inerente dos marinheiros. Consolida-se como canção solista, inspirada na dança estilizada. Revela-se que o grande orgulho luso, ora pois, tem um pé na senzala.

Nas ruas daqui, o toque da zabumba chama o povo para o festejo, ao relembrar a coroação do rei do congo num sincrético cortejo, das embaixadas da nobreza negra, sua corte e seus vassalos. A devoção da irmandade negra católica à padroeira dos escravos. Salve Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, salve São Benedito. Batem tambores, marimbas e ganzás, nas batidas de caxambus. Dos reisados, de Chico Rei coroado e dos maracatus. Festejando em louvação, simulam lutas nos autos negros que saúdam a Divina Senhora da Purificação. Na tradição nagô, o “candomblé de rua”, na cadência do ijexá com seus xequerês e agogôs, é representado pelo afoxé. E nos trios elétricos brincam ao ritmo do axé. Dos grandes mestres e batutas, choram flauta e cavaquinho. As modinhas, polcas, maxixes, pilares do meu carinhoso chorinho. E nos grandes encontros se fez o jongo, conhecido como caxambu e corimá.

E o samba, que vem de "semba", a angolana "umbigada", mexe e remexe nos seus requebrados. Sincopado e malandreado. Vem exibir, com as palmas e a resposta, os seus passos e rebolados. Meu tamborim de bamba, valorizando a batucada. Com as bênçãos de Ciata e das "tias baianas", na Praça Onze e na Pedra do Sal, na Pequena África carioca. “Brasil, esquentai vossos pandeiros, iluminai os terreiros”, que a negritude tem a primazia. E é dessa cor que falo, que meus sentidos expressam, naquele que é considerado o maior espetáculo. Trazendo os matizes de cada pavilhão, a escola que o samba fez. E ao som das cores da Vila, que é Azul, Branca e Negra também, vem kizombar mais uma vez.


A História da Vila Isabel

O futebol está ligado à fundação da Unidos de Vila Isabel, pois existia no bairro, em 1945, um bloco conhecido como Vermelho e Branco. O afastamento de alguns componentes resultou na criação de um time de futebol com as cores azul e branco, posteriormente transformado em um novo bloco carnavalesco. Antônio Fernandes da Silveira, o "China", registrou a sociedade na União Geral das Escolas de Samba, fundando, assim, no dia 4 de abril de 1946, a escola.
A casa de "China", primeiro presidente da escola, serviu até 1958 como sede administrativa da agremiação. Os ensaios eram realizados no Campo do Andaraí. O primeiro enredo da Vila, De Escrava a Rainha, contou com apenas 100 componentes desfilando na Praça Onze: 27 ritmistas, 13 baianas e mais 50 pessoas. Paulo Brazão, um dos fundadores da escola, foi um dos maiores ganhadores de samba-enredo da Vila Isabel, em 1960, a escola ficou em primeiro lugar no Grupo 3, com o enredo Poeta dos Escravos.
Uma das figuras mais conhecidas da escola é, sem dúvida, Martinho da Vila. Sua entrada na agremiação aconteceu em 1965: ele fazia parte da Escola de Samba Aprendizes da Boca do Mato e já estava partindo para o Império Serrano, quando surgiu o convite para integrar a ala de compositores da Vila Isabel. Na nova escola, Martinho reestruturou a forma de compor samba-enredos, com a introdução de letras e melodias mais suaves, emplacando 4 sambas consecutivamente. No carnaval de 1967, Martinho da Vila compôs Carnaval de Ilusões, em 1968 Quatro Séculos de Modas e Costumes, em 1969, Iaiá do Cais Dourado e em 1970, Glórias Gaúchas.
Em 1979, a Vila saiu vitoriosa do Grupo 1B, com um enredo feito por Yêdda Pinheiro, falando sobre Os dourados anos de Carlos Machado. Foi a primeira vez que uma escola homenageou um vulto da cultura ainda vivo. Hoje é lugar comum, mas esta foi a primeira vez em que isto foi feito.
No grupo especial, a Vila Isabel conquistou apenas seu primeiro campeonato, em 1988,desfile do samba-enredo Kizomba, a festa da raça. O desfile marcou a passarela do samba, por abusar de materiais alternativos, como a palha e sisal, e pela garra dos componentes da escola. Para muitos que conhecem bem os desfiles de escolas, este talvez tenha sido o melhor desfile de que se há notícia. Infelizmente, devido a um grave temporal, que deixou a cidade do Rio de Janeiro em estado de calamidade pública, o Desfile das Campeãs não foi realizado.
Após a vitória de 1988, a escola ainda conseguiu uma boa colocação com Direito é Direito, em 1989 (4º lugar), nesse ano, foi marcante a comissão de frente formada por mulheres grávidas. Mas na década de 1990, a escola alternou entre a 7ª e a 12ª colocação. Em 2000, no entanto, a Vila Isabel ficou na 13ª colocação, descendo para o Grupo de Acesso A. Em 2002, com um enredo sobre Nilton Santos a Vila deixou de subir ao Grupo Especial por engano de um julgador, que trocou a nota 10 que seria dada à Vila por uma nota menor, que seria dada à União da Ilha. Com isso, a Acadêmicos de Santa Cruz, sagrou-se campeã.
Em 2004, com um enredo sobre a cidade de Paraty, a Vila retorna ao especial, sagrando-se campeã do Grupo de Acesso . Em 2005 tendo Joãosinho Trinta à frente, que vítima de um derrame cerebral não pode continuar os trabalhos a Vila trouxe um enredo sobre navios que lhe deu a 10ª colocação.
Em 2006, a Vila Isabel levou para a avenida o enredo "Soy loco por ti América - A vila canta a latinidade", do carnavalesco Alexandre Louzada6 e conseguiu seu segundo título, depois de muito sofrimento na apuração. Com um contagiante refrão, o samba-enredo da Vila Isabel foi um dos que mais fizeram as arquibancadas cantarem e, curiosamente, foi o que determinou o título . A empresa PDVSA, estatal petrolífera da Venezuela, financiou o carnaval da Vila Isabel com uma doação de R$ 900 mil. Entretanto, segundo reportagem do "Jornal do Brasil" de 3 de março de 2006, autoridades venezuelanas estão investigando o patrocínio e seu verdadeiro valor, pois há versões de que o montante ficou entre US$ 450 mil e US$ 2 milhões. O matutino venezuelano Reporte noticiou em sua capa que mais de 500 pessoas viajaram ao Rio de Janeiro com todas as despesas pagas pela PDVSA para animar o desfile da Vila Isabel. Em 2007, com enredo falando sobre as Metamorfoses8 , de Cid Carvalho, que estreava carreira-solo, terminando na 6ª posição.
No carnaval de 2008, falando sobre os Trabalhadores do Brasil, a Vila vem com um desfile rico e visualmente perfeito. No entanto, um erro de manobra do 8º último carro prejudica a escola de Noel, mas não tiraram o brilho da nova rainha de bateria (Natália Guimarães) que arrasou na avenida
No carnaval de 2009, a Vila falou sobre o centenário do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, com o enredo "Neste Palco da Folia, Minha Vila Anuncia: Theatro Municipal, a Centenária Maravilha" , de autoria do carnavalesco Alex de Souza, que em parceria com o polêmico Paulo Barros , terminou na 4º colocação.
No carnaval de 2010, a Vila falou sobre o centenário de Noel Rosa, com o enredo "Noel: a presença do poeta da Vila" , do carnavalesco Alex de Souza. Para este carnaval, contou com um samba composto por Martinho da Vila, o que não acontecia desde 1993, além das estreias de Mestre Átila, como diretor de bateria e Gracyanne, como rainha . No entanto, a escola que lutava por mais um título, terminou na mesma colocação do ano anterior.
Meses após o carnaval, seu presidente na época, Wilson Vieira Alves (mais conhecido como "Moisés"), foi preso durante a Operação Alvará, após ser acusado de liderar a máfia ligada a exploração de caça-níqueis em Niterói e São Gonçalo . Com sua prisão, assumiu interinamente a direção da escola seu filho Wilsinho, que acumulava também o cargo de superintendente.
No Carnaval de 2011, a Vila fala sobre cabelo, desenvolvido pela carnavalesca Rosa Magalhães, alcançando apenas o quarto lugar. Nesse mesmo ano o presidente Wilsinho é eleito para comandar a agremiação.
No Carnaval de 2012, Vila Isabel foi a última escola a desfilar no primeiro dia, com o sol bastante claro na Sapucaí levou o enredo "Você Sembo Lá... Que Eu Sambo Cá - O Canto Livre de Angola" , sobre Angola num desfile que marcou a escola e fazendo ela ficar em terceiro lugar.
No Carnaval de 2013, a escola homenageou o agricultor com o enredo "A Vila canta o Brasil, celeiro do mundo - Água no feijão que chegou mais um". A Escola recebeu patrocínio de aproximadamente 10 milhões de reais da empresa alemã BASF, uma das maiores fabricantes de agrotóxicos do mundo. O desfile da Vila Isabel foi o último do segundo dia de desfiles. A Vila Isabel era considerada por muitos, tanto público quanto especialistas, uma das favoritas, juntamente com a Beija-Flor, Unidos da Tijuca de Paulo Barros e Salgueiro. No dia da apuração, porém, a Vila se sobressaiu sobre as demais escolas e conseguiu seu terceiro título no Grupo Especial, consagrando assim o melhor samba de 2013 composto por André Diniz, Arlindo Cruz, Martinho da Vila, Tunico e Leonel
A parceria de sucesso com a empresa BASF foi mantida para o carnaval de 2014, quando a agremiação falará novamente sobre o campo. . depois do título, a escola perdeu o intérprete Tinga e o casal de mestre-sala e porta bandeira Julinho e Ruth. além da carnavalesca Rosa Magalhães24 25 . trazendo Gilsinho, como novo cantor . o casal Marquinhos e Giovanna além do retorno do carnavalesco Cid Carvalho28 falando sobre os Biomas e Foclore brasileiro29 .
Ainda meses depois, mais uma baixa, dessa vez foi Mestre Paulinho que após dois anos, deixou o comando de bateria, que passa a ser comandada por Wallan . e na madrugada do dia 9 de dezembro, a escola escolheu seu samba para o carnaval de 2014, que mais uma vez deu a parceria de André Diniz, Evandro Bocão, Professor Wladimir, Arlindo Cruz e Artur das Ferragens. que derrotou outro samba, visto como favorito na escola, de: Tunico da Vila, Pedro Luís, Suzana Pires e Thales Nunes . Em novembro, o carnavalesco responsável por assinar o desfile de 2014 deixa a escola. A agremiação anunciou que uma comissão de carnaval com profissionais da casa irá tocar o carnaval de 2014. meses depois, Cid foi reintegrado novamente como carnavalesco da escola, após se desculpar e pedir para voltar.
Ainda em 2014, o então presidente Wilsinho Alves, desistiu de tentar uma reeleição, antes disso, quitou todas as dívidas da escola, algo em torno de 800 mil Reais. Elizabeth Aquino, foi eleita Presidente da Vila Isabel para o triênio 2015/2017/2017.
Em 2015, a Vila Isabel ficou na penúltima posição na classificação dos desfiles.
Em 8 de Maio de 2015, a Presidente Elizabeth Aquino, renunciou ao cargo, alegando incompatibilidade de pensamentos com membros de sua própria diretoria.

Os Títulos da Escola

ANO COLOCAÇÃO
1947 Campeã
1948 Campeã
1949 8° lugar
1950 9° lugar
1951 3° lugar
1952 Campeã
1953 7° lugar
1954 Campeã
1955 11° lugar
1956 Campeã
1957 Campeã
1958 Campeã
1959 5° lugar
1960 Vice-Campeã
1961 4° lugar
1962 8° lugar
1963 Campeã
1964 Campeã
1965 Campeã
1966 4° lugar
1967 4° lugar
1968 8° lugar
1969 5° lugar
1970 Vice-Campeã
1971 Vice-campeã
1972 Vice-Campeã
1973 6° lugar
1974 6° lugar
1975 Vice-Campeã
1976 6° lugar
1977 Vice-Campeã
1978 15° lugar
1979 Campeã
1980 Vice-Campeã
1981 Campeã
1982 7° lugar
1983 Campeã
1984 5° lugar
1985 3° lugar
1986 Campeã
1987 5° lugar
1988 Campeã
1989 4° lugar
1990 Vice-Campeã
1991 11° lugar
1992 12° lugar
1993 8° lugar
1994 9° lugar
1995 6° lugar
1996 7° lugar
1997 9° lugar
1998 12° lugar
1999 Vice-Campeã
2000 9° lugar
2001 13° lugar
2002 Vice-Campeã
2003 Vice-Campeã
2004 Campeã
2005 10° lugar
2006 Campeã
2007 6° lugar
2008 9° lugar
2009 4° lugar
2010 Vice-Campeã
2011 4° lugar
2012 Vice-Campeã
2013 Campeã
2014 10° lugar
2015 11° lugar
2016