Unidos da Tijuca - Escola de Samba - Samba Enredo English

Unidos da Tijuca Escola de Samba Bandeira

Ouça aqui o Samba Enredo da Unidos da Tijuca apenas clicando no botão do player ao lado.

 

GRES Unidos da Tijuca

FICHA TÉCNICA

Fundação: 31/12/1931

Cores: Amarelo e Azul

Presidente: Fernando Horta

Quadra: Clube dos Portuários – Av. Francisco Bicalho, 47 – Santo Cristo, Rio, RJ
Sede - Rua São Miguel, 430, Tijuca – Rio de Janeiro, RJ –
CEP 20530-420

Ensaios: Aos sábados, a partir de 22h

Barracão: Cidade do Samba (Barracão nº 12) - Rua Rivadávia Correa, nº 60 - Gamboa
CEP: 20.220-290
Telefone Barracão
(21) 2263-9679 / (21) 2516-2749

Web site: www.unidosdatijuca.com.br

Marketing:
Fabiana Amorim
marketing@unidosdatijuca.com.br
Telefone: (21) 2263-9679

Imprensa:
Priscila Correia
priscila@exclusivacomuncacao.com.br
Telefones: (21) 7123-7220


Unidos da Tijuca 2016

Enredo:
"Semeando Sorriso, a Tijuca festeja o solo sagrado"

Carnavalesco:

Diretor de Carnaval: Fernando Costa

Diretor de Harmonia: Fernando Costa

Intérprete: Tinga

Mestre de Bateria: Casagrande

Rainha de Bateria: Juliana Alves

Mestre-Sala: Julinho

Porta-Bandeira: Rute

Comissão de Frente:
Rodrigo Negri e Priscila Mota

Desfile de 2016

Posição de desfile: Sexta escola a desfilar no dia 07/02/2016


 


Unidos da Tijuca

Enredo: "Semeando Sorriso, a Tijuca festeja o solo sagrado"

Autores: Gustavinho Oliveira, Caio Alves, Rafael Tinguinha, Cosminho, Josemar Manfredini, Fadico, Zé Luiz e Carlinhos

Intérprete:Tinga

Samba Enredo

 

Carnaval

eterna é nossa união

que bom voltar

pra reviver esta emoção

quem dera com o meu pai reencontrar

tantas histórias encantadas

se fez o sonho e não quero acordar

seres alados, castelos erguidos

sopro gigante, herói destemido

nos montes de neve um anjo a proteger

melhor amigo que o homem pode ter

 

Gira mundo no tempo, templo da invenção

tudo cabe no bolso ou na palma da mão

''o som da caixa'', jóia de valor

quem procura acha, a senha do amor

 

Novo tempo

relativa idade do conhecimento

brilhante pensamento

explica a vida em todas as direções

sábia mente, a hora voa com o viajante

brilha o sol num instante

aquecendo tantas gerações

hoje eu vejo que o ontem

é o aprendizado para o amanhã

Suíça, em tua história a inspiração

com teus sabores na avenida

quebrando o gelo, lá vem o pavão

 

Deixa o dia clarear Tijuca

tá na hora a gente vai à luta

o relógio disparou alô gente bamba

vai pro Borel o prêmio Nobel do samba

 


Enredo de 2016

"Semeando Sorriso, a Tijuca festeja o solo sagrado"

Sinopse

Ouço um tremor!
A noite anseia pelo dia,
Dia que, teimosamente,
Demora, pois traz a vida
Dos véus da sabedoria...
Pelo meu corpo desnudado,
Minhas entranhas o selariam:
Esculpido no barro, o homem nascia.

Homem da Terra,
Filho da mata virgem.
Envolto às minhas espécies,
Que se abrem à tua passagem,
Percorre essa amorosa via-terra-fêmea
E reconhece-te nessa paisagem.
Germina a semente do teu ser,
A coragem e o saber
Ao vulto de uma pátria mãe gentil.
Debruça sobre a terra,
Fremindo a candura ardil
Da arte agrícola,
De uma terra abençoada,
Chamada Brasil.

Entre os raios de sol,
Semeia o ciclo sagrado da natureza.
Desvenda meus mistérios,
Tanto do solo quanto hídricos,
Segue a tua lida,
Entremeando meus frutos,
À essência da vida.

E a prosa segue entrosada
Rumo à lavoura,
Na beira da estrada.
O sol a pique,
Brota o suor,
Mãos calejadas
Ao manejo da enxada.
O homem do campo
Ara a terra,
Com bravia devoção.
Planta, cultiva feito as
Flores que colorem
Esse chão.
Tudo verdinho e brotado,
Alimenta tua família
Com os frutos do meu roçado.

Meu matuto sonhador,
Já é tarde!
Brilha a luz na portinhola,
Crê nas palavras de Deus
Nosso Senhor,
Rima-te a essa poesia de amor...
E nas modas de viola
Canta a vida do interior.

Na minha intimidade,
Volto ao meu ser.
Espalho minhas cores,
Polinizadas de saber.
Atraídos pelo néctar
São muitos os insetos a me envolver,
Num ato simbiótico,
Renovando o meu florescer.

Chegou a hora!
Tu que me foste zelador:
Agora, segue na linha do tempo
E mostra ao mundo teu valor.
Pinta minha terra,
Em forma de um mosaico encantador.
Tua arte é a agricultura
E, o teu ofício, agricultor.

E eu digo amém,
Só de pensar
Que a criatividade humana
Vai além.
Reside na sutileza,
Na expertise rural e
Desvenda os segredos da natureza
À questão ambiental.

Mas sem rodeio e sem aresta
A praga te insulta,
Ameaça e te espreita.
Mas não te acanhes,
Tu conheces a receita.
Trava uma batalha,
Munido de insumos naturais,
Luta e peita...
Salva a tua colheita.

Uma poeira no pé de vento
Sopra a prosa de um novo
Empreendimento:
Fértil em tuas plantações,
Polinizada pela tecnologia
E por sustentáveis inovações.
Cuidadosamente, aviso:
É um tal de agronegócio,
Não tem nada de improviso.
É uma séria "capital",
Que do mundo rural,
Se chama "Sorriso".

Contudo,
O trabalho árduo
Te afaga.
Não falha.
A agricultura sustentável
Cria a tecnologia do
"Plantio direto na palha".
Semeando "sorriso"
Corre chão
Para tudo mais que o valha,
Planta o grão.
Sem gradagem e aração
À saúde da plantação.

Segue, Homem da Terra,
A tua saga comunitária.
Desbrava os recursos dos
Peixes, gados e suínos...
Mede essa "extensão agrária"
E escreve a história da
Tua agropecuária.

Terra farta,
Gente feliz.
Semeia tua alegria
Que se manifesta
Em ritos de poesia:
Entre palmeados da "catira",
Passos da "caninha-verde"
Ao cortejo da folia.

Entre teus sonhos e desejos,
Sou eu - a Mãe Natureza -
A luz de tua inspiração.
Sou eu a festança e a cantoria,
Dos "brasis" que correm esse chão.
Sou eu o fruto da vida,
Um infinito ser abençoado,
Que pelo teu talento
Para sempre serei lembrado:
"Semeando Sorriso, a Tijuca festeja o solo sagrado".

 


A História da Unidos da Tijuca

Fundada em 31 de dezembro de 1931, é uma das escolas de samba mais antigas do Rio de Janeiro em atividade. A agremiação surgiu a partir da fusão de blocos existentes nos morros das redondezas do Morro do Borel (comunidades da Casa Branca, Formiga e Ilha dos Velhacos) no sub-bairro da Tijuca chamado Usina. Mas o Morro do Borel é seu maior reduto, local de onde sai boa parte de seus componentes. Entre seus fundadores estão Leandro Chagas, João de Almeida, Pacífico Vasconcelos, Tatão, Alfredo Gomes, Marina Silva, Orlando da Costa Godinho (sócio no. 7 e quem possuía o "livro de ouro" na Muda), Zeneida Oliveira e Regina Vasconcelos.
Em 1936, a escola foi a grande campeã do carnaval carioca, com o enredo Sonhos delirantes. Naquele desfile, realizado na Praça Onze, a Tijuca trouxe uma inovação, apresentando alegorias aludindo o enredo.
De 1960 a 1980, enfrentou um período muito difícil, desfilando no segundo grupo e sem conseguir subir. Neste período, somente uma vez chegou perto de voltar ao grupo das grandes. Em 1980, foi a campeã do Grupo 1B, voltando ao grupo principal do carnaval carioca.
O empresário português Fernando Horta assumiu a presidência em 1992 pela primeira vez. Sob sua gestão, uma nova quadra de ensaios foi inaugurada, no Santo Cristo, zona portuária.7 De acordo com Fernando Horta, essa foi uma medida para atrair recursos para a escola, que assim, poderia ajudar mais a comunidade. Alguns membros da comunidade, no entanto, reclamam da falta de presença da entidade em sua própria quadra, utilizada apenas, segundo estes, pela escola de samba mirim.
Em 1998, homenageou o navegador português Vasco da Gama, além do Clube de Regatas Vasco da Gama, que completava o seu centenário. Nesse ano, foi rebaixada. Mais de uma década depois, o presidente classificaria aquele como "o melhor desfile" e atribuiria o rebaixamento ao fato de os jurados serem flamenguistas e anti-Eurico Miranda.Em 1999, no Grupo de Acesso, a Tijuca fez um desfile memorável, com o enredo O Dono da Terra do carnavalesco Oswaldo, recebendo todas as notas "10", com um belo carnaval e um samba considerado por muitos especialistas como "antológico", sendo reconduzida ao Grupo Especial.
Em 2000, no carnaval comemorativo dos 500 anos de Descobrimento do Brasil, apresentou o enredo Terra dos papagaios… Navegar foi preciso!. Nesta ocasião, após polêmica devido ao uso da imagem de Nossa Senhora da Boa Esperança e uma cruz, o carnavalesco Chico Spinoza chegou a ser detido e o painel apreendido. O delegado responsável pela operação chegou a dizer que a escola já teria, com isso, alcançado seus minutos de fama, já que possivelmente obteria uma má colocação. No entanto, o quinto lugar obtido foi o melhor resultado em quase 50 anos. No ano seguinte, cantou a vida e obra de Nélson Rodrigues, mas não obteve o sucesso do ano anterior.
Em 2002, contou a história da Língua Portuguesa, homenageando os países da CPLP. A escola teve problemas com a última alegoria, que a fez terminar o desfile acima do tempo regulamentar e, com isto, ser punida com 0,2 na apuração, terminando em nono lugar. O ano de 2003, abordou como tema de seu desfile os Agudás, povo africano formado por ex-escravos brasileiros que foram para a África. Um desfile também problemático em diversos quesitos, obteve novamente a nova colocação.
Com a chegada de Paulo Barros, em 2004, a Tijuca surpreendeu e conquistou o vice-campeonato, através de um enredo que falava dos avanços da Ciência, tendo revolucionado a estética dos desfiles ao apresentar alegorias humanas. A Revista Nature destacou a alegoria, cuja atração era a presença de 133 bailarinos, que através dos seus movimentos, formavam uma espiral, representando o DNA. Na opinião do então prefeito César Maia, o carro alegórico foi o mais marcante do ano.
Em 2005, foi novamente vice-campeã, com um enredo que falava de cidades e reinos do imaginário humano dessa vez ficando a apenas um décimo da campeã Beija-Flor, tendo sido a favorita do público e vencedora do Estandarte de Ouro de melhor escola.
Em 2006, a escola do Morro do Borel entrou como favorita no Sambódromo onde realizou um desfile vibrante. O enredo abordava o som, e segundo o carnavalesco, seu desafio seria transformá-l em imagem. O desfile transcorreu perfeitamente, e a escola ganhou, mais uma vez, o Estandarte de Ouro de melhor escola, porém amargou a sexta colocação. Após o carnaval, Paulo Barros transferiu-se para a Viradouro, sendo substituído pela dupla Lane Santana e Luiz Carlos Bruno
Em 2007, a Tijuca manteve o estilo de Paulo Barros desfilando com o enredo De lambida em lambida, a Tijuca dá um click na avenida, que falou sobre a fotografia, conquistando a quarta colocação, ainda à frente do Viradouro. No carnaval de 2008, a azul e ouro da Tijuca falou sobre os diferentes tipos de coleções

Alegoria, no desfile de 2009.
No ano seguinte, saindo da linha sobre temas abstratos, apresentou o enredo Uma odisseia sobre o espaço, de autoria de Luiz Carlos Bruno, texto de João Pedro Roriz e samba-enredo de Julio Alves e Totonho , obtendo a 9º colocação. O presidente, naquele ano, reclamou, após o resultado, que a Beija-Flor, ao desfilar antes da Tijuca com um enredo que abordava o banho, espalhou água pela pista, o que teria prejudicado a apresentação dos segmentos, especialmente, do casal de mestre-sala e porta-bandeira
Com o enredo É segredo!23 e a volta do carnavalesco Paulo Barros no carnaval 2010, a escola quebra o jejum de 74 anos sem o título do Grupo Especial e se torna a campeã do carnaval carioca pela segunda vez , levando ainda o Estandarte de Ouro de melhor escola. O maior destaque do desfile foi a comissão de frente, que agradou ao público e fez shows em vários eventos no Brasil .
Para o carnaval de 2011 a escola abordou o medo presente nos filmes com o enredo Esta noite levarei sua alma. Novamente veio na condição de favorita ao título. Na avenida fez um desfile considerado pela crítica como impecável , com a notória criatividade do carnavalesco Paulo Barros, arrancando gritos de "É campeã!" do público presente . Acabou ficando com o vice-campeonato.

Uma das alas no desfile campeão de 2012.
Para o carnaval 2012, num desfile correto e pela primeira vez com um tema mais tradicional, Paulo Barros conquistou o título para a escola ao homenagear Luiz Gonzaga, o "rei do baião" .
Naquele ano, foi a primeira vez desde 2006 que os compositores Júlio Alves e Totonho não venceram a disputa de samba-enredo interna da escola, vencida pela parceria do compositor Josemar Manfredini .
Em 2013, a escola apresentou um enredo sobre a Alemanha, devido às comemorações do [[ano da Alemanha no Brasil. Como umas das grandes favoritas ao título, fez um desfile leve, com alegorias de bom gosto, mas obteve um modesto terceiro lugar. Alguns creditam a colocação ao fato de, ao longo de todo o desfile, a escola ter apresentado problemas com o abre-alas, que teve que ser serrado ao final do desfile para poder sair na dispersão. Também houve problemas com o carro da Floresta Encantada, com incêndio e pessoas que desmaiaram .
No ano em que completará duas décadas da morte de Ayrton Senna, a escola levou o tricampeão mundial de Fórmula 1 de volta às pistas . O piloto foi tema do enredo "Acelera, Tijuca!", em 2014, na Marquês de Sapucaí. Além de reverenciar Senna, o carnavalesco Paulo Barros mostrou o universo da velocidade e do automobilismo. Fã de Ayrton, o presidente da agremiação, Fernando Horta, revelou que a família de Senna abraçou a ideia e estará diretamente envolvida na pesquisa e no desenvolvimento do enredo. Também durante esse ano, a escola trouxe da campeã de 2013, a Vila Isabel: o intérprete Tinga e o casal de mestre-sala e porta-bandeira Julinho e Ruth . E com o enredo "Acelera,Tijuca!", homenageando Ayrton Senna, sagrou-se tetracampeã no grupo especial, a um décimo da vice-líder Salgueiro.

Depois do carnaval, Paulo Barros novamente deixou a agremiação, indo dessa vez para a Mocidade de Padre Miguel.Por conta disso, a escola optou pela equipe que atuava há bastante tempo na agremiação, como: Annik Salmon, Marcus Paulo e Hélcio Paim que se juntaram ao experiente carnavalesco Mauro Quintaes e Carlos Carvalho, formando assim a Comissão de Carnaval, já tendo como enredo "Um conto marcado no tempo - O olhar suíço de Clóvis Bornay" que fala sobre a Suíça tendo como plano de fundo o ex-carnavalesco Clóvis Bornay, que era filho de pai suiço. Ficando em 4°

 

Os Títulos da Escola

ANO COLOCAÇÃO
1932 3° lugar
1933 3° lugar
1934 Vice-Campeã
1935 5° lugar
1936 Campeã
1937 Não pode desfilar
1938 Não ocorreu
1939 6° lugar
1940 Não desfilou
1941 Não desfilou
1942 15° lugar
1943 ----------------
1944 ----------------
1945 ----------------
1946 7° lugar
1947 8° lugar
1948 Vice-Campeã
1949 6° lugar
1950 3° lugar
1951 6° lugar
1952 Não ocorreu
1953 5° lugar
1954 11° lugar
1955 11° lugar
1956 6° lugar
1957 11° lugar
1958 11° lugar
1959 16° lugar
1960 8° lugar
1961 7° lugar
1962 7° lugar
1963 8° lugar
1964 4° lugar
1965 5° lugar
1966 11° lugar
1967 ----------------
1968 3° lugar
1969 8° lugar
1970 12° lugar
1971 10° lugar
1972 10° lugar
1973 8° lugar
1974 15° lugar
1975 6° lugar
1976 4° lugar
1977 9° lugar
1978 15° lugar
1979 3° lugar
1980 Campeã
1981 8° lugar
1982 9° lugar
1983 10° lugar
1984 7° lugar
1985 Vice-Campeã
1986 15° lugar
1987 Campeã
1988 11° lugar
1989 8° lugar
1990 9° lugar
1991 8° lugar
1992 8° lugar
1993 12° lugar
1994 14° lugar
1995 12° lugar
1996 14° lugar
1997 11° lugar
1998 13° lugar
1999 Campeã
2000 5° lugar
2001 9° lugar
2002 10° lugar
2003 9° lugar
2004 Vice-Campeã
2005 Vice-Campeã
2006 6° lugar
2007 4° lugar
2008 5° lugar
2009 9° lugar
2010 Campeã
2011 Vice-Campeã
2012 Campeã
2013 3° lugar
2014 Campeã
2015 4° lugar
2016