Viradouro - Escola de Samba - Samba Enredo English

Bandeira - Viradouro Escola de Samba

Click e ouça o Samba Enredo da Viradouro.

Viradouro

Ela representa Niterói, a cidade do outro lado da baía de Guanabara. Ela se juntou ao grupo de elite especial no final de 1980. É considerada a escola das massas.

É, no entanto, agora uma excelente, bem organizada e muito criativa escola, que sempre vale a pena assistir o desfile (sempre recebido com aplausos pelas grandes multidões), embora só tenha ganho uma vez. É especialmente famosa pelos seus percussionistas, que tradicionalmente ganham 10 todos os anos.

Viradouro Escola de Samba Rio Carnaval

Viradouro Escola de Samba Enredo


Viradouro

Enredo: "Nas veias do Brasil, é a Viradouro em um dia de graça!"

Autores: Luiz Carlos da Vila - Adaptação: Gustavo Clarão

Intérprete: José Paulo Ferreira Sierra (Zé Paulo)

Samba Enredo

Os negros

Trazidos lá do além-mar

Vieram para espalhar

Suas coisas transcendentais

Respeito

Ao céu, a terra e ao mar

Ao índio veio juntar

O amor, à liberdade

A força de um baobá

Tanta luz no pensar

Veio de lá

A criatividade

 

Em cada palma de mão, cada palmo de chão

Semente de felicidade

O fim de toda a opressão, o cantar com emoção

Raiou a liberdade

Tantos o preto velho já curou

E a mãe preta amamentou

Tem alma negra o povo

Os sonhos tirados do fogão

A magia da canção

O carnaval é fogo

O samba corre

Nas veias dessa pátria - mãe gentil

É preciso atitude

De assumir a negritude

Pra ser muito mais Brasil

 

ôôô,ôôôô,ôôôô Brasil


Enredo de 2018

"Nas veias do Brasil, é a Viradouro em um dia de graça!"

E se não fossem os negros? Por certo, o Brasil seria outro...

 

Este enredo para o desfile da unidos do Viradouro 2105 é baseado em dois sambas

De autoria do imortal poeta negro Luiz Carlos da Vila,

Ele próprio, Luiz Carlos, um exemplo clássico da perspicácia e sabedoria populares sofisticadas

Que nos restaram como sagrada herança desse ébano vitorioso.

 

Canta, então, a Viradouro seu elogio

Aos valores da inteligência transcendental dos povos vindos d'África,

Valores esses que culminaram por estruturar a nossa alma verde-amarela.

 

Tomando o Brasil como vibrante corpo miscigenado,

Aceitamos a tese afirmada nas canções

De que nas veias da pátria-mãe gentil circulam os pilares da venturosa negritude;

Foi incansável sobrevivência, sempre trocando gás carbônico por oxigênio,

Em asfixiante agonia que não a matou jamais!

 

Nossa procissão cultiva as sementes da felicidade,

Desabrochadas em emocional vascularização da esperança

A influência espiritual ramificada ao extremo da nossa sistêmica nação,

Que foi se adaptando em destemida corrente

E fez o brasileiro catar e juntar em si

O que foi espalhado com sabedoria: as qualidades do além-mar!

 

Navegando sobre as ondas do tal pensamento luminoso que enovelam o artista,

E desembarcando nas tabas ameríndias,

O brilhante legado criativo junta atabaque ao cocar;

Faz simbiose entre o pajé e o griot: flechas e altares!

Tupis, bantos, guaranis e yorubás testemunhando tupã abraçar oxalá.

É no tempo encantado da singular sagração terra brasilis,

Quando enraizamos nosso particular baobá.

 

Somos esta corporificação híbrida, uma organicidade única,

Onde palmas de mão musicalizam palmos de chão.

Somos da linhagem abençoada dos guerreiros que raiam com a liberdade.

 

Um povo de alma negra

Porque amamentado na sala da casa grande pelo leite que da senzala vinha.

Saudável pela força das mãos de cura do preto velho

A balançar misteriosas palavras de preciosos poderes.

 

No fogão da mãe baiana, em espiritual culinária,

Refazemos diariamente os laços culturais temperados pela magia dos ritmos,

Paridos em fogoso carnaval...o samba atesta o nosso triunfo!

 

Viradouro brada atitude e muda a estratégia da camélia abolicionista:

É mediadora na superação do ressentimento,

Ao assumir na escolha das obras do excepcional sambista

A beleza de ser miscigenado,

O que transformou o Brasil em terra que nunca anda só.

A vitória é a reconciliação; a ousadia é viver em paz!

Carnavalesco: João Victor Araújo